Cultural / Entretenimento

16/08/16 - 18h32 - atualizada em 19/08/16 às 14h32

Rua da Cidadania agora tem Feira Cultural aos sábados

Feira acontece todos os sábados, das 10h às 15h. Intenção é tornar a feira mais um atrativo turístico para a região

Da Redação, com reportagem de Rodrigo Zub e Paulo Henrique Sava

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Desde o último sábado, 13, a Rua da Cidadania passou a acolher a Feira Cultural Iratiense, que acontece semanalmente, aos sábados, das 10 às 15 h. Na Feira, o visitante encontra elementos da cultura iratiense através do artesanato tradicional, da culinária típica e de apresentações artísticas.

Milene Galvão, do Núcleo de Projetos de Ações Comunitárias, conta que a Feira será permanente e que vinha sendo planejada desde fevereiro do ano passado pela Secretaria Municipal de Cultura, Patrimônio Histórico e Legado Étnico, em associação com o Núcleo de Projetos de Ações Comunitárias. “Buscamos, em toda a cidade, artesãos, culinaristas e artistas que apresentassem, em suas produções, elementos característicos da cultura de Irati, uma comida polonesa, uma comida ucraniana, uma bolacha holandesa, uma torta alemã, crochê, tricô, biscuit, patch aplique, patchwork. Todos esses elementos foram selecionados, com carinho, em reuniões e em encontros com nossos feirantes”, detalha Milene. De acordo com ela, a prioridade da Feira é enfatizar a identidade cultural iratiense através do artesanato e da culinária local.

A Feira traz cerca de 30 expositores, em dez barracas, a princípio. “A ideia é que as barracas sejam produzidas em material ecologicamente correto, no caso, o bambu, o que será também um diferencial da Feira. Cada barraquinha terá seu nome, escolhido pelos próprios feirantes”, acrescenta Milene.

Segundo o jornalista Leonardo Schenato Barroso, servidor da Secretaria de Cultura, Patrimônio Histórico e Legado Étnico, foi necessário limitar a 30 feirantes, nesse início do projeto. Portanto, foram priorizados os trabalhos que se diferenciam entre si, para evitar que a Feira se tornasse repetitiva. No entanto, muitos artesãos acabaram ficando de fora e, por essa razão, Barroso torce para que o projeto tenha a repercussão esperada entre a comunidade iratiense, de modo que a Feira seja, em breve, ampliada.

A artesã Regina Smolka é uma das expositoras na Feira. “Recebi o convite, vi a proposta e gostei. É uma coisa que Irati precisa e que os artesãos, os feirantes, em si, necessitam. Achamos que tem que ser um ponto de referência. É uma coisa que veio para ficar. Se depender de nós, feirantes, vai ficar, vai bombar. O que queremos é que os amigos de Irati colaborem e participem, pois vai ser um lugar ideal para ir com a família”, comenta.

Regina compara a iniciativa com a Feira do Largo da Ordem, em Curitiba, frequentado por crianças, adolescentes, jovens, idosos, famílias inteiras, que aproveitam o final de semana para um momento de lazer na feira, prestigiando o artesanato local e a culinária típica, não só do Paraná, mas também de outras regiões do Brasil. No caso da Feira Cultural Iratiense, “vai ter de tudo, desde horitfrutigranjeiros até compota. Vai ter tapioca, vai ter pastel, vai ter bolo, bolacha, artesanato. Então vai ser aquele lugar gostoso, agradável e, além de tudo, cultural. Não é só uma feira de artesanato. É Feira Cultural”, enfatiza.

Fotos da abertura da Feira no sábado, 13, na lente de Jussara Harmuch

Produtos hortifrutigranjeitos são uma das opções da Feira Cultural Iratiense
Crochê, tricô, biscuit, patch aplique, patchwork também são comercializados

Pepino e cebola em conserva
Visitantes também podem fazer um lanchinho na feira

Artesã Regina Smolka ao lado da secretária de Cultura Fernanda Popoaski durante a abertura da Feira no sábado, 13



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