Matérias / Irati de Todos Nós

22/03/18 - 09h06 - atualizada em 30/04/18 às 10h39

“IRATI – Um pouco de cada um de NÓS” - Parte I

Programa “IRATI DE TODOS NÓS” veiculado dia 17.03.2018

José Maria Grácia Araújo

Prezados e queridos ouvintes do meu programa “IRATI DE TODOS NÓS”, há aproximadamente 15 anos venho lhes oferecendo semanalmente pequenos capítulos da história do nosso RIO DE MEL – Irati. Porém, muito mais dessa maravilhosa história ainda está oculta ao acesso da maioria de nós iratienses, da velha e da nova guarda e, até, daqueles que aqui vão se radicando e aprendem a amar está terra adocicada pelo mel dos seus habitantes. Desta forma, estarei apresentando em meus próximos programas uma série que convencionei denominar de “IRATI – Um pouco de cada um de nós”.

O meu boa tarde a todos vocês, meus prezados ouvintes, desejando-lhes muita paz, harmonia e amor em seus lares e em seus corações.

QUANDO CUNHECI IRATY

IRATY NUM ERA NADA

MAI OJE JÁ É UMA CIDADE

QUE TUDO MUNDO AGRADA

PUR A NOSSA FILICIDADE

QUI FOI PUR DEUS BENÇOADA

Eis um recanto onde os tropeiros bebiam água cristalina nos riachos, serelepes e antas habitavam o panorama, tubaranas e lambaris, saicangas e bagres enriqueciam os remansos; o cerne doce das imbuias e a altivez dos pinheiros que bugio em jejum não subia, eram reis e servos da terra sagrada, encanto no coração dos humanos. Sem retoque, como no primeiro dia da criação, energia em expansão, retrato do paraíso. Covalzinho. Um pouco ao sul, onde Pacífico e Cipriano crismarão o rincão, de repente, com a Guerra do Paraguai e a riqueza do mate, a história se amplia. Os dois espaços tão próximos, a luz da Via Lacta como referência, a busca da terra sem males, o anseio da vida e felicidade alargam horizontes adormecidos. Índios, portugueses e espanhóis. No fim do século XIX, a rota do trem definiu o núcleo da colméia onde eram toscas as casinhas cobertas de tabuinhas.


O distrito policial, a primeira escola, os distritos judiciários de Iraty. Bom Retiro e Imbituvinha, a igreja de Nossa Senhora da Luz para congregar os espíritos e fortalecer as almas, os primeiros colonizadores portugueses e espanhóis, além de índios em processo de aculturação, um tropeiro audaz representa o anseio comum, ativos serenos independentes. Quinze de Julho de 1907, a vitória alcançada. A ocupação do território se intensifica. A colonização européia em marcha desde 1908. Com holandeses, alemães, austríacos, poloneses e ucranianos nasciam as colônias federais.. Núcleo Irati, depois Gonçalves Júnior e Itapará. A busca da terra sem males dos povos pré-colombianos tinha continuidade. Vieram os sírios e os italianos, alguns ingleses e franceses, mais tarde outras etnias. E foi assim, nas teias da claridade, que a providência reuniu uma raça de homens e mulheres de princípios sagrados e luminosos, com divinas bondades no coração, inteligência e altruísmo, amor ao trabalho e reverência ao bem comum, com a missão de edificar um recanto da nação. Gente de fé e coração repleto de bem querer. O município, a cidade, a comunidade, a família, eis a pátria na claridade do horizonte. Todos os espaços repletos de luz a imitar a glória do céu. E sob o calor do sol, repassados pelas chuvas, castigados pelo frio, ás vezes descalços, talvez mal nutridos alguns, a terra foi lavrada, as gerações se sucederam na tarefa de criar o pão e o alimento de todos.

Nas escolas, nas fábricas, oficinas e ofícios, nas profissões liberais e públicas, civis e comunitárias, no trabalho constante, em muitos momentos sem repouso do corpo ou expansão da alma, solidifica-se a fé, nasce a riqueza, edifica-se a comunidade. Estes homens e mulheres são o povo, que agora têm muito a comemorar. Na glória de ser, a festa repleta, no próximo 15 de julho, cento e onze anos de constância e dedicação, espontaneidade, integridade, simplicidade e senso feliz de liberdade, a graça divina, cento e onze anos de esperanças e conquistas. No coração das mães, a ternura permanente. No anseio dos pais, tudo pelo êxito dos filhos. Alguns entre todos chamados a lutar contra servidões humanas, foram combater e até morrer do outro lado do mundo em defesa dos povos livres. Ir a ti para uma nova caminhada de vida em serenidade, respeito, harmonia, entusiasmo e paz. Renovar-se-ão as esperanças, corações repletos de alegria. Os homens sejam louvados, as crianças e jovens abençoados, e as mulheres muito amadas. Irati, agora e sempre é e será aurora no coração de todos nós. (José Maria Orreda)

QUANDO CUNHECI IRATY

IRATY INDA ERA PIQUENO

TINHA SÓ A RUA DA INSTAÇÃO

CONTANDO ISSO MAIO O MENO

QUE CHAMAVAM COVARZINHO

DISPOIS ELA FOI CRECENDO

O ÍNDIO NA PAISAGEM DE IRATI

Os índios que habitavam o Paraná e a região de Irati, pertenciam a duas ares culturais: Floresta tropical, os tupis-guaranis e área Marginal, os gês. Os tupis predominaram no litoral, noroeste e oeste. A área Marginal, onde se destacaram os Caigangs (caig = mato e ang = gente).

Os tupis-guaranis eram mais adiantados que os gês, embora as duas nações se encontrassem no estágio da pedra polida e lascada. Os tupis conheciam a navegação, a cerâmica, a rede e a agricultura. Os gês não conheciam a rede; cerâmica e agricultura rudimentares, viviam de alimentos silvestres, caça e pesca. Os tupis plantavam milho, mandioca, algodão e fumo. Não conheciam o arado, faziam covas com paus pontudos. Permaneciam 5 a 6 anos em um lugar, mudando-se então para espaços mais favoráveis. Sua alimentação era completada com produtos de coletas: frutas, raízes, larvas, mel, erva-mate, pinhão, butiá, jarivá, etc. Faziam recipientes e vasilhas de barro cozido, cestas e peças de fibras de taquaras. Utilizavam o algodão em tecelagens, entre as quais a rede de dormir. Suas casas eram feitas de troncos e cobertas com folhas de palmeiras ou de butiá. Uma das grandes conquistas dos tupis, foi o domínio da técnica de eliminação dos ácidos venenosos existentes na mandioca.

As mulheres preparavam a comida, cuidavam das crianças, faziam peças de cerâmica, produziam a farinha de mandioca e cuidavam da plantação. Os homens se dedicavam à caça e pesca, derrubavam o mato para a lavoura, fabricavam armas, construíam ocas e pirogas, além de cuidar da segurança da tribo. Os Caigangs criavam patos e galinhas, faziam farinha de pinhão, plantavam mandioca, milho e fumo.

QUANDO FALAM DE IRATY

ELA SEMPRE FAIZ BOA FIGURA

PURQUE É TERRA BENÇOADA

QUI TUDO MUNDO PERCURA

MUITA GENTE VEM PRÁ CÁ

PRA GANHA UMA OUTRA ARTURA

OS ÍNDIOS DE IRATI

Os índios que habitavam a região de Irati eram do grupo caigang, abrigados na área marginal do nosso atual território. Sítios arqueológicos ainda existem em todos os recantos do nosso município. Na cidade, o bairro Alto da Glória é um desses locais com abundância de vestígios indígenas. Na região da Cerra dos Nogueiras foram encontrados muitos utensílios de pedra polida. Na região do Riozinho, no Pique, encontram-se pontas de flechas em pedra lascada. Em Gonçalves Júnior, Rio do Couro, Cadeadinho e Itapará, são comuns objetos de pedra polida e lascada em abundância. No ano de 1900 ainda existia no Rio Água quente, em Bom Retiro, hoje Guamirim, uma tribo denominada de Coroados. Até 1940 existiam vestígios lá, vestígios deste povo. Nesta época nossos índios estavam no estágio da cerâmica, da pedra polida e lascada, técnicas muito utilizadas para fazerem utensílios e pontas de flechas.

Em novembro de 1983, quando se fazia a terraplanagem da avenida de contorno, no bairro Alto da Gloria, encontrou-se um grande vaso de barro, com 80 centímetros de altura e maus de um metro de diâmetro. O museu Paranaense veio ver o achado e levou o vaso para análise, mediante o compromisso de, quando solicitado, devolvê-lo a Irati. A pesquisa revelou que o objeto tinha mais de mil anos de idade. (Não tenho noticias de sua devolução).

No mesmo local, sem escavações ainda é possível encontrar pedaços de cerâmicas, podendo-se definir o espaço como um grande sítio arqueológico.

IRATY FOI CRIADO

QUASE SÓ PUR NATUREZA

 CUM U TEMPO FOI ARMENTANDO

I HOJE É SÓ BELEZA

MUITA GENTE AGRADECE

PUR ESSA GRANDE RIQUEZA

SÃO JOÃO DO IRATIM

A ocupação da região que compreende o nosso município se fez no ciclo do tropeirismo. Em 1829 ou 1930, Pacifico de Souza Borges e Cipriano Francisco Ferraz batizaram nossas terras escolhendo, então, os nomes Iratim, Lagoa, Camacuã, Rio Bonito e Rio das Antas. Em 1839 duas bandeiras procedentes de Sorocaba estado de São Paulo, sob o comando de José Domingues da Trindade e João Pereira de Jesus ocuparam as terras na raiz da Serra das esperança, fundando Bom retiro e Pirapó.. Líder dos primeiros momentos de Covalzinho, depois Iraty, o tropeiro Francisco de Paula Pires fixou residência em Riozinho, antes de 1875. As tropas passavam por Iraty. Após a descoberta do vau de Porto União em 1852 as tropas percorriam variantes do Caminho das Missões e Estrada de Palmas. Ainda existem vestígios desses caminhos, de fácil identificação na região do Riozinho, em nosso município. Covalzinho era segundo se sabia um grande canteiro de couves, que serviam para sanar a fome dos tropeiros que por aqui passavam. Naquele tempo á nossa região era considerada de muito futuro e ponto de junção dos caminhos norte-sul do Brasil e leste-oeste do Paraná, além da passagem da ferrovia São Paulo Rio Grande.

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DISTRITO POLICIAL

Através do ato nº 152, de 5 de junho de 1899, criou-se o Distrito Policial de São João do Iratim. Olimpio Rodrigues de Moraes ocupou o cargo de Inspetor Policial e Municipal de Iraty, quando o núcleo principal da comunidade localizava-se onde hoje é a Vila São João. Até meados de 1960 o local ainda era conhecido como Irati-Velho. O pequeno núcleo do Cavalzinho ganhou destaque com a inauguração da estação da Estrada de Ferro em 1899, ocasião em que, então, nascia Iraty.

IRATY É TERRA BOA

DE PRANTAÇÃO RODIADO

PUIS O POVO I OS COLONIO

MUITO TEM TRABAIADO

PUR ISSO O MANTIMENTO

SEMPRE TEM SE CONSERVADO.

DISTRITO JUDICIÁRIO

A Câmara Municipal de Imbituva, em 25 de fevereiro de 1903, realizou uma seção extraordinária, com a presença do então prefeito, Major Antonio Alves Pires na qual foi apresentada e discutida a proposta dos habitantes de Iraty, pedindo a criação do Distrito Judiciário no Distrito Policial do Covalzinho, o que sendo posto em discussão, foi aprovado e deliberada sua criação, devendo este fato ser comunicado ao Presidente do Estado do Paraná e marcado o dia da eleição dos novos juizes Distritais. Eleitos Camaristas por Imbituva Francisco de Paula Pires e Emilio Baptista Gomes, após algum tempo, resignaram seus mandatos para lutar pela autonomia do Distrito de Iraty, Imbituvinha e Bom Retiro.

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SURGE UM NOVO MUNICÍPIO

A Câmara de Imbituva recebeu então um oficio da Secretaria dos Negócios do Interior, Justiça e Instrução Pública do Estado do Paraná, sob o nº 479, de 12 de abril de 1907, com o seguinte teor:

“PARA FINS PRECISOS, TRANSMITO-VOS O INCLUSO, NÚMERO DO JORNAL A REPÚBLICA, NO QUAL SE ACHA ENSERIDA A LEI N.716 DE 02 DE ABRIL DO CORRENTE ANO (1907) DESMEMBRANDO DO MUNICIPIO DE IMBITUVA E ELEVANDO-OS A CATEGORIA DE MUNICÍPIO, COM SEDE NO POVOADO DE IRATY, QUE FICA TAMBÉM ELEVADO A VILA”.

INGRANDECE IRATY

É COISA QUE NÃO ME LESA

PUR ISSO QUE COLONIO

I U POVO SEMPRE FESTEJA

LÁ NA MATRIZ DE N. SENHORA

QUE É NOSSA MAIOR BELEZA.

PRIMEIROS CAMARISTAS DE IRATY

A eleição dos primeiros Camaristas (Vereadores) de Irati, realizou-se em 02 de julho de 1907, de conformidade com a Lei n. 131 de 27 de dezembro de 1894, ficando assim constituída Benedicto de Morais, 45 votos; Paulo dos Santos Xisto, 45 votos; Vicente de Benedicto, 45 votos; Augusto Alfredo de Christo, 45 votos; . Não houve eleição para prefeito, sendo Emilio Baptista Gomes indicado para o cargo de prefeito e Benedicto de Morais, como presidente da Câmara Municipal de Irati.

Em 1882, Manoel da Cruz Nascimento, antigo morador do antigo São João do Iratim, hoje Vila São João doou suas terras através, aproximadamente uns quatorze alqueires, ao seu santo protetor, São João Batista, segundo escritura pública lavrada em Imbituva. Por volta dos anos 50, com a vinda de um Bispo a Irati, foram então transferidas para a Mitra as terras escrituradas em nome do santo, e assim pode-se iniciar a ocupação oficial da nossa hoje Vila São João. São considerados pioneiros do Covalzinho: Pacifico de Souza Borges, Francisco de Paula Pires, José Monteiro, João Thomaz Ribas, Lino Esculápio Mariano e José Pacheco Pinheiro.

QUANDO CHEGA O DIA DA SANTA

NINGUEM TEM MAIS TRISTEZA

SEMPRE CUM GRANDE MIZADE

QUE É NOSSA MAIOR DEFESA

CUM MUITA LEGRIA E CARIDADE

I TUMBÉM MUITA BELEZA.

As primeiras famílias que habitaram Irati, atual Vila São João, teriam vindo de Palmeira, Imbituva, Lapa, Itaiacoca, Assungui e Curitiba, desde 1860. Francisco de Paula Pires aqui se radicou no ano de 1890.

Em 1899, foi o ano em que os trilhos da Estrada de Ferro chegaram ao Covalzinho e em dezembro deste mesmo ano foi inaugurada a estação. Alem do arranchamento dos construtores da ferrovia, existiam apenas algumas rústicas moradias. Covalzinho não era sequer quarteirão policial, estando subordinado a São João do Iratim, atual Vila São João, distante 3 km ao sul, que era mais desenvolvido em população. A região toda pertencia ao município de Imbituva. A pequena estação recebeu, então, o nome de Iraty, escolhido pelo Engenheiro João Visinoni, responsável técnico pelas obras da ferrovia. Foi ai, então, que a denominação Covalzinho começou a desaparecer e a ferrovia facilitando o transporte, o comércio, as comunicações, atraiu novos habitantes. Entre os construtores da ferrovia estavam alguns destacados construtores de paisagens físicas e humanas de Irati: João Visinoni, Basílio Floriani, Antonio Budel, João Galicioli, Antonio Borazo, Benedicto da Cruz, Bortholo Victorio Benato, Thomaz Malanski, Antonio Olkoski, Candido Cordeiro, entre tantos outros.

PRO CUNHECIMENTO DE TODOS

A JUSTIÇA QUI DEUS FAIS

QUE OS QUE ERA CONTRA MIM

NEM UM INXISTE MAIS

I CUM A AJUDA DA JUSTIÇA

EU TUMBÉM GANHEI CARTAIS.

Todos estes obreiros ferroviários, seguiram em frente com as obras da ferrovia, mas suas famílias permaneceram em Iraty. Entre os novos habitantes que para cá vieram após a inauguração da ferrovia e o início do século XX, são citados:

Pedro Laurentino Bonfim, Basílio Sapla, Manoel Gracia, Emilio Baptista Gomes, Antonio Teixeira Sabóia, Benedito de Morais, Braz Calderari, Francisco Ribeiro Macedo, Firmino José da Rocha, Manoel Vasconcellos Souza, Julio Vieira Lisboa, Luiz Miguel Cheleder, David Justus Sobrinho, Arcélio Baptista Teixeira, José Smolka, entre outros.

O desenvolvimento da nova vila do Iraty se intensificou em todos os setores. Foram dest5ocados os caminhos que tinha como eixo a Rua Velha, atual Rua XV de Julho,. Através de cargueiros, único meio de transporte existente na época, chegavam á estação ferroviária os produtos agrícolas, erva mate, farinha de milho, toucinho, mel, charque, entre outros. A ferrovia fez de Iraty um grande entreposto comercial, aonde moradores de toda a região vinham vender e embarcar seus produtos. No retorno os cargueiros levavam sal, tecidos, ferramentas e outras mercadorias necessárias à produção e sobrevivência no sertão. Os pinhais e ervais dominavam a paisagem e seriam a força e a motivação de dois ciclos da economia de Iraty.

Em 1899, após a inauguração da estação Covalzinho passou a chamar-se Iraty (com “Y”), instalou-se, então, o telegrafo e em 1900, a agência Postal e o Distrito Policial. Com a influência de grande número de famílias, Iraty começou a crescer e a se transformar em um grande centro de convergência de toda a região. Ainda em 1900 ocorreu a nomeação da professora Rosalina Gonçalves Cordeiro, conhecida como Dona Nóca, para iniciar já no ano seguinte os estudos na vila. Em 1903 foi criado o Distrito Judiciário, eleitos os juizes e camaristas, hoje conhecidos como vereadores, para representar Iraty na Câmara Municipal de Imbituva. Ainda em 1904, foi inaugurada, onde hoje é a Praça da Bandeira, a capela consagrada a Nossa Senhora de Luz. 

TEVE UM TEMPO SEM JUIZ

I TUBEM ADVOGADO

TUDO MUNDO QUERIA TÊ RAZÃO

I OTROS ERA ATABAFADO

MAIS DISPOIS VEIO A JUSTIÇA

I TIDO FOI MUDIFICADO.

As viagens a Imbituva, por caminhos difíceis, picadas, banhados, e taquarais, para pagamentos em Imbituva de impostos, atos judiciais, regularização de papeis, casamentos, no lombo de animais, tornou-se um grande sacrifício para o povo de Iraty, que não queria admitir e suportar. Os Camaristas Iratienses eleitos para a câmara de Imbituva, Emilio Baptista Gomes e Francisco de Paula Pires renunciaram seus mandatos e iniciaram apoiados pela comunidade, os entendimentos visando à emancipação e a criação do nosso Município. Em1907, com o apoio do Vice-Presidente do Estado do Paraná, então no exercício da presidência, o médico João Cândido Ferreira, no dia 2 de abril foi sancionada a Lei n. 716, criando o MUNICÍPIO DE IRATY, que foi, então, instalado em 15 de julho daquele mesmo ano.

NASCIA, ENTÃO, PARA O PARANÁ E PARA O BRASIL O MUNICIPIO DE IRATI – Nosso querido e amado RIO DE MEL.

No ano seguinte de 1908, Iraty recebia o primeiro contingente de colonos holandeses que se fixaram no Núcleo Iraty, atualmente Gonçalves Júnior. Ucranianos e poloneses, no mesmo ano, vindos através de lideranças de Prudentópolis, fundaram a Colônia do Itapará, alcançando as nascentes do Rio dos Patos através de picadas e caminhos quase intransponíveis. Em 1909 vieram, também, para o Núcleo Iraty os Alemães. Em 1910/1912 chegaram os poloneses e ucranianos, em uma ação dirigida pelo governo federal.

Provenientes da região de Campo Largo, desde 1910, começaram a fixar-se em Mato Queimado e Rio do Couro. No Pinho os Italianos.

FIQUEMO TUDOS CONTENTE

INTÉ O POVO TAVA RESORVIDO

SEM MAI MEDO DE AQUI VIVÊ

PEGUEI A FAZE PIDIDO

BEM NO FIM FUMO DE SORTE

QUI GANHEMO DA TALA ERGUIDO

Juvenal Ferreira de Camargo

O Menestrel da Vila São João.

Bem, agradeço a todos os meus prezados ouvintes de todos estes sábados em que, a mais de 15 anos, venho trazendo até vocês, um pouquinho da história da nossa terra e da nossa gente. Mas, quero lhes informar de que, esta nova série de programas que esta se iniciando no dia de hoje, poderá se estender, por mais algumas semanas, talvez meses, e que seu texto e imagens estarão também a suas disposições na página desta emissora no link IRATI DE TODOS NÓS – Matéria. Convido a todos a acessarem esta página. Obrigado e até o próximo sábado, quando aqui estaremos novamente.


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