Matérias / Irati de Todos Nós

23/06/16 - 16h05 - atualizada em 23/06/16 às 16h52

Monge João Maria

Programa “IRATI DE TODOS NÓS”

José Maria Grácia Araújo                       

             

         Recordo-me claramente que no início do ano de 2003 procurei o, então, diretor proprietário desta emissora, meu saudoso amigo, Nagib Harmuche a fim de lhe propor a apresentação de um programa radiofônico que contasse a história de IRATI. Depois de lhe expor o formato que pretendia dar ao programa, prontamente recebi a sua resposta afirmativa, e dias depois o programa entrou no ar e até hoje permanece levando aos seus milhares de ouvintes capítulos da maravilhosa história desta abençoada terra que neste próximo dia 15 de julho completara 109 anos. 

           109 anos de muita luta de muito sacrifício, mais também, de muitas vitórias e muitas conquistas.

           O meu boa tarde a todos e que a paz a harmonia e o amor estejam em seus lares e em seus corações.

      Para esta tarde, escolhi um assunto que envolve crenças, causos e lendas e que tem como personagem central o Monge João Maria, que deixou marcada sua passagem pelas terras do Covalzinho.


JOÃO MARIA, O MONGE DA LAPA

     Entre fins do século XIX e a primeira década do século XX, o interior brasileiro viu-se sacudido por alguns movimentos populares. De norte a sul surgiram manifestações de cunho religioso, como se o país despertasse de uma enorme letargia. 

     

Conselheiros no nordeste brasileiro (como Antônio Conselheiro, de Canudos, na Bahia) e monges nos sertões meridionais, vários personagens cruzavam os campos de lado a lado, medicando e aconselhando os colonos, granjeando fama de milagreiros e poderosos. No interior do Paraná, uma figura que aparecia envolta em mistério, antes e durante os conflitos pela posse da terra na região sul do estado, na divisa contestada por Santa Catarina, foi o andarilho conhecido como o Monge João Maria da Lapa. Na verdade, foram três monges que freqüentaram a região, em momentos críticos da história de nosso país.

     O primeiro surgiu em meados do século XIX, 1840 aproximadamente, pouco depois das revoltas liberais que sacudiram o Brasil e pouco antes do término da Guerra dos Farrapos. O segundo marcou sua presença nos anos próximos á abolição da escravidão e do advento da República; em meio a Revolução Federalista temos o primeiro registro concreto. Finalmente, o terceiro monge, surgiu em 1912, quando a Primeira República incentivava largamente a imigração e a construção de estradas de ferro, com contratos altamente vantajosos as construtoras.

     Entre os dois primeiros existia uma forte semelhança no proceder, a ponto de serem considerados uma só pessoa. Num dos retratos que correu como sendo do “santo”, estampava-se a legenda: “João Maria de Jesus com 188 anos” – como que a afirmar que os dois foram um só.

     As explicações de ambos terem utilizado o mesmo nome prende-se ao fato de que o povo chamava todos os monges de “João Maria”. Não sendo “João Maria” não seria monge.

     Ao assumir o nome de seu predecessor, João Maria de Jesus não forçava uma impostura, mas assumia para si a memória de santidade do primeiro monge (João Maria de Agostini). Místico também, ele encontrava assim uma melhor forma de penetração junto ás populações interioranas. A mudança do nome marca o início de uma transformação na vida.

     Apesar de utilizar os dois primeiros nomes de João Maria de Agostini, nunca tomou o último nome deste, do mesmo modo que nunca afirmou ser o mesmo que percorreu os sertões em meados do século XIX. Afinal o “santo” dos sertanejos não era de Agostini ou de Jesus, “há apenas um João Maria, e não só o João Maria do Contestado, mas o querido João Maria da devoção popular”.

     Várias são as lendas que permanecem na memória de moradores do interior paranaense e que acabaram por conquistar as cidades localizando-se em diversas camadas da população, trazidas pelo êxodo rural. Muitas das localidades de Santa Catarina, apontadas a seguir, pertenciam ao território do Paraná e foram repassadas ao estado vizinho após acordo que ratificou a divisão da região contestada, á época do Presidente Wenceslau Braz, em 1916.

     São lendas que dizem respeito à origem dos monges, lendas sobre profecias, punições, milagres e prodígios e finalmente lendas relativas ao fim dos monges. Estas lendas confundem os monges que as praticaram, sendo atribuídas ao monge, simplesmente. Este caráter dúbio é parte da própria estrutura das lendas.

     Sobre a origem do monge, do porquê de sua peregrinação pelo sertão, a mais rica que encontrei é a de que sendo cristão, abandonou a religião para se casar com uma pagã e combateu o exército expedicionário francês. Sendo feito prisioneiro, após a morte de sua esposa, conseguiu fugir e teve uma visão com o apóstolo Paulo, que mandou peregrinar 14 anos (para alguns) e 40 anos (para outros) pelo sertão se reconvertendo assim ao cristianismo.

       

Outras lendas davam conta de ser o monge um criminoso, não se dizendo o crime praticado, ou que tivesse seduzido uma religiosa. Sua penitência seria vagar solitário pelos sertões.

     As lendas sobre profecias são também bastante extensas, a começar de seu próprio desaparecimento, quando terminasse sua missão, no Morro do Taió, na época Paraná, hoje território de Santa Catarina. Previu o aparecimento de uma cidade no local em que estava o que efetivamente se deu após a definição do litígio sobre a fronteira; seu nome, segundo o monge, seria Santa Cruz, e a cidade chamou-se Cruzeiro e hoje é município de Joaçaba, SC.

     

Teria previsto o advento da República alguns anos antes. Previu também o surgimento dos trens e dos aviões, dizendo: “Linhas de burros pretos, de ferro, carregarão o pessoal”. Depois deles, as guerras com as derrotas sucessivas dos sertanejos e “gafanhotos de asas de ferro, e que este seriam os mais perigosos porque deitariam as cidades por terra”.

     Chegando a uma casa onde uma mãe acabará de dar à luz, reclamou o batismo da criança recém-nascida e somente se aquietou depois que lhe foi contado que a parturiente havia feito promessa de dar o nome de João Maria ao bebê e de convidar o monge para padrinho, se fosse feliz na hora do nascimento. O primeiro monge teria previsto que outros o seguiriam, enquanto que o segundo (João Maria de Jesus) teria indicado uma guerra que se avizinhava (a guerra do Contestado), onde os seus seriam dizimados.

     As lendas de caráter punitivo são muitas, que contrastam com a imagem bondosa do monge. De modo geral, são castigos para aqueles que, desdenhando de sua santidade, não respeitaram regras estabelecidas por ele.

     Existe a história relativa a um queijo. Conta-se que pedindo um pedaço de queijo em uma fazenda, este lhe foi negado, tendo então, o monge, feito uma profecia, anunciando o fim da prosperidade da fazenda.

     Nas regiões de pouca fé do povo, predisse pragas, dizendo que aqueles que quisessem salvar suas roças deveriam plantar aquilo que desse sob a terra (tubérculos) – o que realmente aconteceu em Taquara Verde, município de Porto União, SC. Predisse que a localidade de Vila Nova do Timbó, pelo seu povo ateu, se transformaria num PORUNGAL, ou seja, suas terras perderiam a fertilidade. O lugarejo teria realmente regredido.

     Ao ser preso na Lapa, predisse castigos dos céus e um violento temporal sobre a cidade. Em duas cidades diferentes, uma no RS e outra no PR, ao ser apedrejado por crianças que o tomaram por mendigo, perdoou às crianças, mas disse, serenamente, que as cidades seriam apedrejadas como ele. Em ambos os casos, dias depois, uma chuva de granizos arrasou as plantações, castigando as cidades.

     Com relação às fontes de água, contam-se duas lendas de caráter punitivo. Uma seria de uma água abençoada por ele, com a recomendação de que não se entrasse na fonte para se banhar. Duas prostitutas tendo ignorado o aviso, banharam-se para curar alguns ferimentos, o que provocou o seu imediato ressecamento.

     Nas proximidades da Lapa, uma família tendo comprado uma propriedade que tinha, em suas terras, uma fonte benzida, e não crendo no poder da água santa, cercou a área, proibindo a entrada de intrusos. Ao mesmo tempo, ateou fogo ao cruzeiro e ao pinheiro que havia no pouso do monge. Como resultado, perdeu todas as suas posses e ficou louca.

     

As lendas sobre milagres e prodígios fazem parte do maior grupo conhecido. Existia a crença de que em meio às tempestades, o monge permanecia sentado ao relento, mas não se molhava, isso também se repetia nos lugares onde existiam determinadas cruzes.

     Conta-se também que podia estar em dois lugares ao mesmo tempo, orando em sua gruta e ao lado de um doente que invocava por ele. Canta-se que podia ficar invisível aos seus perseguidores, atravessar a pé por sobre as águas dos rios, e que suas cruzes cresciam – não só o corpo, como também os braços – ou brotavam 40 dias após o monge tê-las levantado.

     Bastões, com a“medida do monge”, fincados em cada extremo de uma fazenda protegiam o gado contra doenças. As velas, feitas na medida do “palmo” do monge, afugentavam os maus espíritos e acalmavam as tempestades.

     

Conta-se que o monge era imune aos índios e ás feras, não sendo jamais atacado por elas. Diz-se também que fazia surgir olhos d’água nos lugares onde posava. Da mesma maneira, podia se fazer transportar no ar ou desaparecer quando a multidão que o cercava crescia em demasia.

     As curas são constantes em suas lendas. Teria curado adultos e crianças já á morte, com rezas e infusões de uma planta chamada vassourinha.

     Lendas referentes a galinhas são bastante difundidas. Conta-se que uma senhora ofereceu uma galinha ao monge, que não aceitou o presente por ele ter sido dado antes ao diabo. A mulher teria se referido á ave como “galinha do diabo” ao ter esta sujado seu vestido no caminho para a pousada de João Maria.

      Igualmente se conta a lenda da “batata”. João Maria teria sido convidado a comer batata-doce com leite com uma família, a qual havia incumbido uma empregada de colhê-las. A moça teria dito que a maior seria dela e não do velho mendigo. Na hora do jantar, todas as batatas foram colocadas na mesa, e o monge recusou-se a comer a maior delas, dizendo que já possuía dono.

     Pernoitando na dita fazenda, pediu ao amanhecer um cavalo, para atender ao chamado de um doente distante. Pedindo um animal “manso” e foi lhe dado um “manco”, o qual na volta da jornada não portava mais nenhuma deficiência no andar. João Maria teria debelado, ainda, uma epidemia de varíola em Rio Negro, afastando a peste com rezas e com 14 cruzes plantadas como Via Sacra na cidade. Ainda hoje existe uma das cruzes na cidade: chama-se cruz de Mafra.

     As lendas relativas ao desaparecimento ou morte do monge dão conta que ele teria dito que ao fim de sua peregrinação iria para o morro TAIÓ, região que se sabia habitada por índios hostis, os botocudos. Após a sua morte, seu espírito teria aparecido para aconselhar um viajante de Guarapuava que foi á sua procura no morro.

     

Outra tradição diz que morreu de velhice, ou que foi encontrado agonizando próximo aos trilhos da estrada de ferro, entre Irati e Ponta Grossa. A crença mais difundida é, no entanto, que não teria morrido. Após jejuar por 48 horas o monge teria sido levado por dois anjos para o céu. Em outra hipótese, seu corpo teria se envolvido em uma luz tão forte que o fez desaparecer, deixando uma marca vermelha no chão, que os incrédulos confundiam com sangue.

     Criações do povo, ou não, estas lendas formam um conjunto de crenças que demonstram o caráter mágico de compreensão da realidade, indubitavelmente belas como demonstração de mentes criadoras. Vejamos, a seguir, algumas dessas lendas que permanecem na tradição de alguns outros municípios da nossa região.

IRATI

O monge João Maria de Augustini, um dos muitos santos milagreiros que perambulavam pelos sertões da nossa região, passou por Irati no fim do século XIX. Ficou conhecido em nosso município como Profeta João Maria. Algumas de suas afirmações: Esta cidade vai crescer na direção sul. Haverá carros que andaram sem cavalos. O homem ouvirá o outro lado do mundo e vai voar. Um dia tudo será comum. Haverá muito rasto e pouco pasto, peste na criação, desconto no mantimento, doença no povo. Tudo que vier virá demais. O homem não saberá quando é inverno ou verão. Falava-se que João Maria comia couve e verduras, dormia em baixo das árvores e ao seu redor nunca chovia. Consta que em nosso município o monge habitou e três diferentes lugares: Na saída para o Pinho, próximo do casarão pertencente à Dona Olga Ozinski Zeni, no Canhadão e nos Cochinhos. Livro IRATI de José Maria Orreda.


RIO AZUL

     

Um dos fatos mais curiosos e marcantes que aconteceram em Rio Azul, logo no princípio da colonização, foi a passagem de uma pessoa, identificada como monge, sendo, por muitos, considerado profeta; o Profeta do Povo. Seu nome João Maria dagostin, hoje uma lenda em toda a região.

     São João Maria trajava-se de maneira simples, quase maltrapilho, com penduricalhos amarrados á cintura (canecas, chaleiras, colheres, etc.). Peregrinava pelas comunidades, agarrado a um cajado. Costumava acampar aos pés de uma árvore frondosa, á sombra. Sempre ao lado de uma nascente.

     Nas comunidades rioazulenses, por onde passou, até hoje encontramos vestígios de suas histórias; em alguns locais a população construiu grutas e oratórios, onde faz pedidos, orações e agradece milagres alcançados, atribuídos a João Maria. Nos locais onde pousava, não demorava muito, juntava o povo que vinha para ouvir seus ensinamentos. Neste pequeno período, ouvia as pessoas e praticava atos de curandeirismo.

     Tinha grande conhecimento de ervas medicinais, ensinando receitas curativas que são praticadas até os dias atuais. Falava do futuro, desejava a paz e a igualdade, fazia premonições, aconselhava o povo a rezar, pedia a todos que se mantivessem firmes na fé e na justiça para encontrar a paz e a felicidade.

      Quando se despedia do local que acampou, erguia uma cruz com as iniciais de seu nome e abençoava a água, dando-lhe poderes divinos. Até os dias de hoje, algumas pessoas de Rio Azul acreditam que são curativas e muitas batizam os recém-nascidos nessas águas. Profeta ou monge São João Maria é muito respeitado nos dias atuais pela maioria do povo rioazulense, sendo que suas histórias são repassadas de geração em geração.


MALLET

     

Relata-se que vários monges andaram pela região sul e tiveram participação na questão do Contestado. Mallet também viveu a presença de um monge e sua influência.

     São João Maria levava uma vida de peregrino, pregava o bem e fazia milagres. É conhecido, também, como um homem que andava descalço, usava uma barba longa e era severo. Ele costumava abençoar ou amaldiçoar o local, conforme era recebido pelas pessoas. Com relação às bênçãos e ás maldições, o povo diz que ao passar por Mallet, abençoou a cidade; enquanto que um de seus distritos teria sido amaldiçoado. São João Maria disse: “vai virar um carreiro de veado e um porungal”.

     Um fato comum à sua passagem é a benção de olhos d'água e de fontes. Estas águas são consideradas pelo povo como milagrosas, que curam. Em Malett existe um olho d'água que a população cuida e visita. Conta-se que dois municípios vizinhos teriam sido amaldiçoados por São João Maria e que deveriam desaparecer com uma grande enchente.

     E aconteceu que realmente os municípios tiveram sérios problemas de enchentes. Algumas pessoas ligam o ocorrido á maldição de São João Maria. 


PRUDENTÓPOLIS

     

Conta-se que no início do século XX, passou por Prudentopolis um monge chamado João Maria. Alimentava-se só de ervas e realizava alguns prodígios. Quando se precisava de chuva, era sói pedir com fé que ele fazia chover. Se alguém sentia dor e ele benzia, logo a dor passava. Procurava acampar sempre próximo de lugares que tinham água e dizia: “neste lugar nunca há de faltar água”.

     Em Prudentópolis, existem locais próximos da sede da cidade, como Linha Ronda, Linha Ivaí, São João do Rio Claro e bairro Pousinhos, com inúmeros olhos d'água, A crendice popular acredita ser possível a cura de determinadas doenças, através da água ou do barro dos olhos d'água de São João Maria, existentes nesses locais. Ainda nos dias de hoje, muitas crianças são batizadas nesses olhos d’água.

     São João Maria fazia muitas profecias dizendo: ”tenho pena das pessoas que virão atrás de nós, porque haverá muito rasto e pouco pasto”.

     O povo ficava sem saber o que ele queria dizer. Mais tarde descobriu-se que haverá muitas pessoas e pouco alimento. Predizia, também, que haveria uma estrada preta que iria matar muita gente. As pessoas achavam que seria uma estrada de barro preto e que as carroças atolariam e os cavalos seriam soterrados pela lama, mas jamais sonhavam que teríamos asfalto e tantos acidentes.


UNIÃO DA VITÓRIA

     

Corria o ano de 1896. Passava por União da Vitória o monge São João Maria de Jesus, peregrino que surgiu após o profeta João Maria de Agostini, conhecido como santo milagreiro. João Maria, atuando na região compreendida entre os rios Iguaçu e Uruguai, reavivou no povo a lembrança do primeiro monge, não somente pelos hábitos de vida, como, também, pelo que pregava.

     Pousando a beira dos caminhos, geralmente próximo de uma água, o monge trazia consigo um crucifixo e pequenos santos e utilizava-se de benzimentos e ervas para curar males, não somente das pessoas como dos animais. Ditava os mandamentos da natureza, ensinando que a terra também pertence aos que estavam por nascer.

     Não aceitava dinheiro em troca de curas, contentando-se com aquilo que lhe davam: pão, leite e algumas verduras. Em torno de São João Maria, quando de sua passagem por União da Vitória, ficaram lendas e profecias, cheias de misticismo religioso. Uma das lendas conta que tendo certa vez se dirigindo á casa do Coronel Amazonas de Araújo Marcondes, pioneiro, proprietário da navegação no Rio Iguaçu e prefeito da cidade por quase trinta anos, o peregrino foi muito bem tratado; não somente pelo proprietário, como também por sua família. A residência se localizava próxima do Rio Iguaçu, sempre a mercê de furiosas enchentes. Para agradecer a amável hospitalidade, o monge desejou que por mais altas que fossem as águas, elas jamais atingiriam aquela casa. Nos anos de 1905, 1911 e 1983, quando aconteceram as maiores cheias, as águas do Iguaçu, embora chegassem ao portão do terreno, nunca atingiram a residência, abençoada pelo monge. 

É isso aí, meus cativos ouvintes. Esta é a mística e maravilhosa história do Monge João Maria, que palmilhou em andanças por todas as principais plagas paranaenses, inclusive por terras iratienses e de toda a nossa região. O meu obrigado pelas suas audiências e até o próximo sábado. Até lá.

     

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