Matérias / Irati de Todos Nós

11/08/16 - 12h11 - atualizada em 29/08/16 às 09h06

Vale do Sol

Professor José Maria Grácia Araújo


Mario Rodolfo Marques Lopes
O “VALE DO SOL”, é uma história maravilhosa, ainda do tempo dos jesuítas, que fala sobre a ocupação das terras, hoje conhecidas com IRATY, nosso caudaloso RIO DE MEL e que foi habitada pelos índios CAINGANGUES, da etnia Guarani. Eu jamais poderia deixar de relatar a todos vocês, meus pesadíssimos ouvintes, mais está epopéia que marcou indelevelmente a história das nossas origens. 

Quem me conferiu a oportunidade de transmitir-lhes os relatos a seguir foi Mario Randolfo Marques Lopes, que assim se expressa em uma nota de seus escritos.

A principio a idéia original seria uma reportagem jornalística escrita em cinco laudas, mas, devido aos mistérios ocultos no passado da história de Irati, fui obrigado a estender a assunto e fazer um breve documentário.

Missão Jesuita de Guaira
Em 1984, quando fiz a complementação dos meus estudos em Madri, na “Universidade Católica Espanhola” tive a oportunidade de conhecer a “Ordem dos Franciscanos” e aprender um pouco de suas histórias. Dentre elas, a LENDA DE FRANCISCO: o padre valente que desaparecera com um grupo de indígenas quando os Bandeirantes Paulistas arrasaram com as Missões em Guairá. 

Porém, antes de adentrar neste maravilhoso tema, desejo a todos vocês que me acompanham todos os sábados, UMA BOA TARDE e muita paz, harmonia e amor em seus lares e em seus corações.

Vale do Sol I
Muito bem, prezados ouvintes, agora já podemos nos dirigir as terras do lendário VALE DO SOL. Por favor, se acomodem confortavelmente, serrem seus olhos e me acompanhem, pois a viajem é longa, e cheia de surpresas maravilhosas.

Manoel Preto, líder dos bandeirantes paulistas, concedeu salvo conduto a todos os jesuítas e colonos espanhóis que quisessem cruzar para o Paraguai. Mas Maceta e Francisco optaram em tentar salvar os índios. 

Devido à grande concentração de nativos na mata, atraindo a atenção dos batedores portugueses, os padres decidiram dividir-se, formando dois grupos para a tomada de caminhos diferentes; Maceta desceria o Rio Paraguai com 18 Guaranis; Francisco seguiria para o interior levando 14 mulheres, 15 homens, 9 jovens, duas crianças, todos pertencentes às tribos “Caingangues”.

Á principio havia 40 integrantes no grupo de Venâncio, agora, no entanto, restavam apenas 20 pessoas.

Santo Inácio
Como bom Franciscano, Francisco Venâncio se oferecera para prestar serviços no novo mundo – BRASIL – e partira desembarcando em Salvador após uma viagem terrível que durara 987 dias. Admirador das obras dos padres Montoya e Simão Maceta que dirigiam as reduções Loreto e Santo Inácio, em Guairá, ele procurou desempenhar trabalhos de peregrinação através das missões até alcançar a região sul da colônia e finalmente incorporar-se à redução jesuítica de S. Inácio.

A caravana prosseguia transpondo rios, pântanos e vales sinuosos, arrastando pelos abismos quatro feridos moribundos em macas improvisadas, se expondo ao risco de um deslizamento que comprometeria a vida de todos. Com muita sorte foi possível capturar algumas mulas que haviam escapado das missões, e que levavam os alimentos e tudo mais de utilidade que fosse encontrado no caminho.

O tempo parecia disperso na eternidade, transformando semanas, meses e anos em um único presente, como se o ontem e o hoje fossem fenômenos regulares ao longo de 24 horas. Mas, na realidade, aquele período transcorrera tão sutilmente que, como em um passe de mágica, o obscuro ano de 1629 ficara para trás e cedera lugar para o ano da esperança de 1630. O que distinguia um dia do outro era a aurora e o pôr-do-sol, mas isso acontecia tantas vezes, no decorrer de dias tão fatigantes, que se tornava impossível manter-se qualquer tipo de contagem. O outono lhes proporcionara boa caça, o inverno acalmara-lhes o espírito, a primavera desdobrara-se em flores, enquanto o verão escaldante reduzira-lhes a resistência e prolongara os horários de descanso.

Índios Dorins
O primeiro encontro mal afortunado aconteceu em fevereiro de 1630 quando a caravana inconscientemente invadiu o território dos índios Dorins e Tavens que habitavam a região onde atualmente se eleva a cidade de Guarapuava. Quatro guerreiros dispararam flechas e lanças contra os estranhos, atingindo uma índia Caingangue que teve morte instantânea. 

Francisco ordenou que todos se jogassem na mata e, gesticulando para os companheiros, apontou para o local onde dois dos arqueiros se escondiam. Em seguida organizou um contra-ataque surpreendente e abateu dois Dorins que os atacaram. O padre agradeceu a Deus por só haverem quatro daqueles selvagens, mas, ao menor alarde, milhares de Dorins, Camés e Votorões poderiam cercar toda a área em questão de instantes.


Vale São Francisco
Francisco traçou um plano de fuga audacioso, desviando os Caingangues para o este, e coordenou uma saída rápida e silenciosa que durou praticamente 25 intermináveis dias. A marcha foi determinada por um ritmo muito forte e alucinante, ás custas de esforços sobre-humanos, onde tudo era válido para ativar o ânimo do seu pessoal, desde puxões e empurrões, até berros ameaçadores para os mais lerdos. Mas, na hora da única refeição diária, realizada entre as 17 e 20 horas, quando o grupo se dividia para a execução dos trabalhos no acampamento, Francisco fazia suas orações tranquilizadoras e prometia um “lugar ao sol” para todos.

As árvores curvam-se com o vento gelado, como se uma tempestade estivesse às soltas pelo sertão. A lua, magnificamente cheia, ocupava o canto esquerdo do céu e despejava um brilho radiante sobre o vale, desenhando com perfeição os contornos e as saliências das montanhas. O Marulho da cascata deslizava em ondulações agradáveis pela floresta, juntamente com o perfume do pinho. Às corujas abriam a noite com seu canto enigmático, enquanto os pequenos animais farfalhavam nos galhos e faziam uma festa na floresta.

Vale do Sol II
Francisco olhava para aquelas estrelas enormes e pensava se alguém não as teria colocado com as mãos delicadamente uma a uma onde estavam. A lua lhe chamava a atenção por sua forma inigualável, e todo aquele universo encantador era estranho para ele, como jamais tivesse visto algo parecido. Bastava o leve pensamento de ter que acordar ás 05 horas da manhã para prosseguir a jornada, para que um desânimo lhe atingisse o âmago. O pior era que todos haviam dado tudo de si nos últimos 45 dias, não sobrando resistência para uma reação ou um leve minuto de lucidez. Era uma situação difícil, três pessoas encontravam-se gravemente feridas e outras seis com febre amarela. Não havia a menor possibilidade de se ir adiante com aquele grupo de farrapos humanos; alcançar o ‘VALE DO SOL fora o máximo, um verdadeiro milagre.

Francisco imaginava o quanto era lindo aquele lugar sob os raios do sol, e experimentava uma sensação estranha, como se ali ele estivesse em contato direto com Deus. Seria um pressagio, um aviso, ou o destino? Ainda nas asas de sua imaginação, de súbito um lampejo de inteligência enrubesceu-lhe o rosto e fez com que o padre se levantasse como um louco, para informar logo em seguida a todos que a penosa caminhada havia chegado ao seu fim.

Orações à Deus
Todos trabalhavam dispostos e felizes no dia-a-dia da missão “VALE DO SOL”, nome escolhido por Francisco em homenagem ao sedutor alvorecer que dera um show multicor no dia que eles pisaram pela primeira vez naquele belo lugar. Algumas árvores haviam sido sacrificadas para a abertura de uma clareira onde edificava-se a aldeia. Eram 10 choupanas rústicas de troncos, divididas em três cômodos cobertos de folhas de palmeiras fortificadas ao redor de um pátio onde fora erguido um coreto de pedras que servia para a apresentação dos cerimoniais da tribo. A cozinha e o banheiro serviam a todo o grupo. Ao lado do coreto foram construídos um pequeno templo e um centro social. Antes das refeições os índios se reuniam na igreja para as orações de agradecimento a Deus.


Abelha Branca
Francisco abandonara a “Ordem dos Franciscanos” e a civilização e assumira a chefia da aldeia, vindo a casar-se, em 1635, com Mairá, uma índia Caingangue. O primeiro filho do casal foi aguardado com muita expectativa e carinho entre os índios, e principalmente pelo pai que se deliciava com sonhos de ter um menino do seu próprio sangue para um dia vir a substituí-lo no comando daquele grupo. Mas, na hora do parto, uma surpresa: o primeiro choro partiu de uma encantadora menina. Francisco a Mairá perderam vários dias selecionando dezenas de nomes indígenas e espanhóis, para a escolha do mais bonito. Encontrar a palavra que identificasse aquela criança como a futura rainha da missão foi uma tarefa muito difícil, mas, que finalmente acontecera. E o nome escolhido foi o de uma “Abelha Branca”.
Índia Iraty
Abelha por ser um inseto nobre, trabalhador, organizado identificador de uma rainha forte e dominadora. Portanto, a abelha branca “IRATI” ficou sendo o nome daquela indiazinha. 

No quadragésimo aniversário do “VALE DO SOL”, Francisco já completará os seus 78 anos de idade, e era um verdadeiro semi- deus entre os indígenas. A aldeia prosperara bastante enquanto a população inicial de 20 pessoas passara para 200. Muitos Caingangues aprenderam o idioma nativo, as artes manuais e as técnicas de irrigação e plantio de inúmeros produtos da terra. IRATI casara-se com o segundo homem mais influente da missão e dera a luz a cinco filhos que, por sua vez, lhe deram 10 netos. Carismática e inteligente a caçula da família, ainda com 7 anos, receberá o mesmo nome da avó IRATI, e transformara-se na maior guerreira da história Caingangue.

Iraty Guerreira

Sentado sobre uma pedra, bem lá no alto da Serra, Francisco olhava orgulhoso para a sua aldeia e sorria ao ver as crianças brincando no pátio, a robustez dos pomares, as hortaliças e lavouras, os pinheiros com suas copas se abrindo para o infinito, e flutuava na emoção ao sentir a felicidade de toda aquela sua gente. Francisco só não podia imaginar que no futuro distante o “VALE DO SOL” ganharia o nome indígena IRATI como legado único de uma fantástica civilização que desapareceria da face da terra como se nunca tivesse existido. Mas, se neste momento ele ganhasse alguns instantes de vidência, certamente não imaginaria sua própria morte que aconteceria naquela mesma tarde, e sim, teria a maior decepção ao descobrir que 30 anos depois toda aquela aldeia estaria reduzida a um simples cemitério Caingangue e que sua gente estaria morta ou escravizada nas senzalas do Rio de Janeiro.

Ranchos cobertos de tabuinhas
Tudo começou na madrugada fria do inverno de 1889, quando um estranho movimento quebrou a rotina de um vilarejo que possuía não mais que uma dúzia e meia de casas. A neblina cortava o vale, rodopiando a fumaça das chaminés dos ranchos cobertos de tabuinhas, enquanto o sol explodia em um brilho radiante por trás da montanha. Lentamente, uma por uma, as portas se abriam para a passagem silenciosa das famílias camponesas que partiam para suas lavouras, dando início a um ritual que acontecia a cada manhã.

De repente, rumores distantes e apitos frenéticos ecoaram pelos arredores, como se o mundo estivesse se acabando. Segundos depois uma brusca explosão faz a terra estremecer.

Os cachorros se assustaram, as galinhas voaram cacarejando, os bezerros e as cabras derrubaram cercas e galinheiros, as crianças correram para cercar os patos e gansos, as mulheres trancaram as portas e janelas de seus ranchos, seus maridos largaram as enxadas e todos correram para ver o que estava acontecendo.

Embrenhados na densa mata, mais de 150 homens trabalhavam na remoção de blocos de pedras e na terraplanagem de um caminho estreito e sinuoso, fazendo um alarido alucinado ao lado de máquinas engraçadas. O local era semelhante a um acampamento de guerra, barracas de lona distribuíam-se pelo pasto molhado, em meio a movimentação de trilhos e dormentes que eram carregados por grupos de homens. Inúmeras fogueiras ferviam caldeirões de ensopados e café, atraindo a maioria do pessoal que fazia constantes paradas para esquentar-se do frio intenso.

Locomotiva 32
Um barulho percorreu as nuvens e foi aumentado gradativamente. Com as rodas freadas, deslizando e desprendendo fagulhas, a locomotiva de número “32” da FERROVIA SÃO PAULO – RIO GRANDE projetou-se da nevoa, após desafiar o sertão, trazendo consigo quatro vagões carregados de provisões, dormentes e britas para o assentamento dos trilhos.

Os primeiros colonos que se aventuraram por esta região chegaram em 1840, mas a primeira entrada a cruzar próxima ao vale aconteceu dois séculos antes comandada por Fernão Dias. Em 1795 um grupo de bandeirantes paulistas, por acaso, descobriu o VALE DO SOL e o transformara em cemitério indígena.

Não existe melhor lugar no mundo para se viver do que aquele escolhido por uma tribo de índios inteligentes. A natureza ali seria perfeita em todos os sentidos e, principalmente, protegida pelos bons espíritos. A lenda do santuário Caingangue difundia-se entre os povos.

Cemitério Caingangue
Em março de 1840 quatro espanhóis vindos de Santa Catarina mergulharam no sertão paranaense a fim de conseguirem títulos de terras que pudessem render-lhes amplas propriedades. Montados em cavalos puros-sangues e puxando cinco mulas carregadas de roupas, equipamentos, ferramentas e alimentos, os cavaleiros perderam-se em determinado trecho da mata e acabaram encontrando o cemitério Caingangue. Depois de alguns drinques de excelente água-ardente, resolveram armar as barracas e montar acampamento por ali mesmo. E mais uma vez aquela natureza viva, enfeitiçada, com o céu despontado de estrelas enormes e brilhantes, seduziu os visitantes; Pablo o espanhol mais velho do grupo, com 38 anos de idade, encantou-se com o lugar e de imediato começou a traçar planos futuros. No dia seguinte o primeiro movimento que fizeram foi explorar o VALE para ver o que ele podia oferecer. Descobriram centenas de covas, ossadas e cruzes, sendo que na maior delas, em uma placa trabalhada em bronze, havia inscrito o nome “IRATI”. Prosseguindo com as buscas logo chegaram a conclusão de que aquele local seria perfeito para a criação de gado, ovelhas, porcos, e para o plantio do que quer que fosse, afinal, não havia ninguém melhor do que o índio para escolher a região perfeita para habitar.

Juan recusou-se a morar sobre covas e batizou o lugar com o nome de COVALZINHO. Então, na parte plana do vale eles construíram uma casa rústica de madeira, um estábulo e um rancho para a estocagem de cereais e mantimentos. Em pouco tempo uma cerca bem trabalhada delineou-se ao redor do local, tendo uma porteira robusta como guardiã. Pablo e Rodriguez viajaram até a Vila de Curitiba e compraram animais, sementes e duas carroças. Trouxeram também três famílias de colonos holandeses que haviam chegado a pouco no Brasil, composta por rapazes fortes e lindas filhas. A fazenda IRATI prosperava economicamente atraindo famílias inteiras procedentes de Campo Largo, Lapa e outras regiões que buscavam trabalho bem remunerado sob o sistema de parceria proposto pelos espanhóis. As criações se multiplicavam, tudo que se plantava produzia, clareiras se abriam para a construção de cabanas, os camponeses trabalhando alegres, formando aos poucos um povoado miscigenado que em breve ganharia tradição e originalidade.

Colvazinho
O pessoal do vilarejo foi se aproximando lentamente, incrédulo e cansado da caminhada de mais de cinco horas. Momentos depois houve uma confraternização entre eles e os ferroviários dando inicio a um laço de amizade que duraria por muitos e muitos anos. Quatro meses haviam passado tão depressa que, de uma hora para outra, o VALE DO SOL ganhara uma nova energia, uma nova vida, uma população renovada e fortalecida. Para alojar o contingente de operários a companhia mandou construir algumas moradias no Covalzinho, como base de apoio, já que a área por ser plana e ampla favorecia a instalação de várias linhas secundárias de manobra para as composições, espera e tráfego de trens.

Em 1899, ano da abolição as escravatura e proclamação da república, quando se deu a inauguração da estação e do

telégrafo o nome COVALZINHO foi substituído por IRATY (com “Y”). A ferrovia impulsionou o comércio, a comunicação e o desenvolvimento social do vilarejo, atraindo novos habitantes e promovendo uma corrida alucinada em busca de novos investimentos por parte dos comerciantes e industriais.

IRATI foi crescendo em todos os setores, desde a pecuária, a agricultura, como também no setor madeireiro. Depois da Rua do Comércio, Rua Velha e hoje 15 de Julho, foram traçadas outras, em ângulo reto que entrecortavam-se, lembrando o estilo das missões jesuíticas.

Através da Ferrovia SPRG chegavam produtos agrícolas, farinha de milho, toucinho, erva mate, roupas e equipamentos vindos de Guarapuava, Bom Retiro, São Miguel, Assungui e Patos Velhos, transformando a Vila em um grande entreposto comercial onde os moradores de lugares distantes ou de difícil acesso percorriam as serras e vales para vender os seus produtos.

Capelinha Nossa Senhora da Luz
A passos largos o progresso trouxe para IRATI uma Agência Postal e em seguida um Distrito Policial, atraindo negócios, decisões e operações comerciais de toda a região. Inaugurada na Praça da Bandeira, a Capela de N.S. da Luz, reuniu no dia 10 de dezembro de 1904 inúmeros fieis e a maior parte da população. No ano seguinte, precisamente em 21 de janeiro, IRATI e elevado a Distrito Judiciário e demonstrou todo a sua pujança como importante núcleo eleitoral, vindo a exercer um papel significativo nos setores políticos de São José do Imbituva.

No memorável 15 de julho de 1907 IRATI dá o passo mais audacioso da sua história ao conquistar, merecidamente, a categoria de município, tornando-se independente e adquirindo vida própria. As comemorações explodiam pelas ruas, em festas e solenidades, sob o comando da Lira Musical Iratiense. Com a chegada dos imigrantes europeus, produzindo uma vez mais a unificação de diferentes raças, novas filosofias, culturas costumes, técnicas e idéias disseminaram-se por todo o VALE, abrindo espaços na sociedade, originando diversas formas de aprimoramento étnico.

 A comarca veio a instalar-se a 24 de maio de 1927, projetando Irati ainda mais, dando-lhe destaque entre os municípios paranaenses. É a partir desse momento que a vila ganha impulso fortíssimo, rumo ao progresso, passando a crescer em ritmo acelerado, provando que o VALE DO SOL, o sonho de Francisco, realmente era fantástico. Nenhuma cidade paranaense conseguira desenvolver-se tanto em tão pouco tempo; telefone, cinema, transporte, iluminação, imprensa, lojas, colégios, indústrias, serviços, floresciam espontaneamente, surgindo como em um passe da mágica e gerando recursos e divisas para o povo do novo e mais próspero município paranaense de IRATI, o nosso caudaloso RIO DE MEL.

Irati Nosso Rio de Mel

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