Irati e Região / Notícias

16/10/18 - 19h50 - atualizada em 16/10/18 às 19h58

Cohapar e Prefeitura de Irati lançam projeto de novo condomínio habitacional

Projeto atenderá famílias com renda mensal de até 2.600. Caixa financia imóvel com taxas de juros de 5% ao ano e subsídios de até R$ 47.500

Edilson Kernicki, com reportagem de Paulo Henrique Sava 

Em participação no programa Meio Dia em Notícias, a chefe do escritório regional da Cohapar, Angelita de Souza, e o diretor do Departamento de Habitação da prefeitura de Irati, Robertinho Sequinel, explicaram como funcionam os programas de habitação ofertados no Estado e no município

A Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar) e a Prefeitura de Irati, através de seu Departamento de Habitação, lançaram um projeto de um novo condomínio habitacional. Apesar de o projeto ter ficado conhecido como “Condomínio dos Servidores” e de ter os mesmos moldes do Residencial Clube Cohapar Cavanis, lançando em Ponta Grossa pela Cohapar e pela Companhia de Habitação de Ponta Grossa (Prolar), voltado exclusivamente a servidores municipais, estaduais e federais, em Irati o condomínio não será restrito a esse público.

PUBLICIDADE

Residencial Cartum 2 e ‘Condomínio dos Servidores’

O Residencial Cartum 2 e o “Condomínio dos Servidores” – que não terá, de fato, este nome, mas está sendo assim provisoriamente chamado –atendem às faixas 1,5 e 2 do Minha Casa, Minha Vida. A faixa 1,5 inclui famílias com renda mensal de até R$ 2,6 mil e a Caixa Econômica Federal financia o imóvel com taxas de juros de 5% ao ano e subsídios de até R$ 47,5 mil. Na faixa 2, incluem-se famílias com renda bruta de até R$ 4 mil, com subsídios de até R$ 29 mil. A faixa 3 abrange famílias com renda mensal de até R$ 7 mil e o Programa Minha Casa, Minha Vida oferece taxas de juros diferenciadas em relação às do mercado imobiliário. “Nossa preocupação é esclarecer esses pontos: que não seria apenas o público faixa 1 que tem direito ao nosso cadastro, mas também os públicos faixas 2 e 3, para os quais a Cohapar também atua”, salienta a chefe do escritório regional da Cohapar de Guarapuava, Angelita de Souza.

PUBLICIDADE

O Residencial Cartum 2, de acordo com o chefe do Departamento de Habitação de Irati, Roberto Sequinel, possui 50 casas em construção que já estão quase concluídas e devem ser sorteadas entre os cadastrados inclusos na faixa 1,5 – o subsídio é de até R$ 19.530,00. “Quem se interessar por esse projeto ainda pode fazer nosso cadastro. Basta procurar o Departamento”, frisa.

O prédio – “Condomínio dos Servidores” – terá apartamentos com preços a partir de R$ 135 mil, conforme Angelita. A entrada deve ser de 20% (R$ 27 mil), conforme normativa da Caixa Econômica. “Nesse valor de entrada, entra o subsídio que a pessoa conseguir acessar e, se ela tiver Fundo de Garantia ou alguma economia que ela tenha, ela pode aportar nesses 20% de entrada”, explica. O valor restante pode ser parcelado em até 360 meses (30 anos).

Sequinel destaca que a procura da população tem sido grande, a ponto de ser necessário elaborar um cronograma de atendimentos. Mesmo assim, destaca que a maior procura de famílias interessadas em se cadastrar em programas habitacionais hoje se dá pelo site da Cohapar. O atendimento no Departamento de Habitação é feito apenas com horários que devem ser agendados pelo telefone 3907-3101.

PUBLICIDADE

Como participar dos programas de habitação?

Angelita salienta que para poder participar dos programas de habitação no Paraná, todos os interessados devem efetuar o Cadastro de Pretendente, que hoje é realizado online, através do site: http://www.sistemas.cohapar.pr.gov.br/pretendentesOnline. “Além da implantação desse empreendimento, que é o prédio, temos outro empreendimento também que é 1,5 [faixa de renda de um salário mínimo e meio. Os prédios seriam faixa 2 e 3, e esse público não tem se cadastrado no nosso sistema”, diz.

Angelita atribui a baixa procura das pessoas que se enquadram nas faixas de renda 2 e 3 do Programa Minha Casa, Minha Vida a uma cultura de longa data de que a Cohapar atende, mais especificamente, àqueles que se incluem na faixa 1. “Atualmente, temos nos preocupado em desenvolver programas para as faixas 1,5, 2 e 3, que é um público que paga aluguel, que está morando de favor, não tem seu imóvel regularizado em seu nome, está morando [em imóvel] emprestado. Trabalha, tem comprometido boa parte de sua renda com aluguel. Seria a oportunidade de acessar, pois através dos convênios da Cohapar, Prefeitura e Governo Federal, existe uma facilidade de acessar a esses empreendimentos, que estão se barateando”, aponta.

Os subsídios podem ser de até R$ 15.295,00 de desconto. “Isso é variável, tem várias coisas que influenciam, mas pode chegar a até R$ 15.295,00”, comenta. Nesse programa, conforme Angelita, além dos funcionários públicos, podem participar também os comerciantes e também os autônomos.

Segundo a chefe da regional da Cohapar, o projeto do prédio – provisoriamente chamado de “Condomínio dos Servidores” – pode até ser acessado por pessoas que se enquadram na faixa 1,5, se elas tiverem um valor acumulado no FGTS que sirva para cobrir a diferença entre essas categorias de renda. O teto de renda, no entanto, é a faixa 3 (até R$ 7 mil mensais). Acima disso, não há subsídio da Caixa.

PUBLICIDADE

Etapas de seleção

“O primeiro passo é estar na nossa base de cadastro [vide link acima]. A Cohapar recebe toda essa demanda de cadastro no sistema e hierarquiza, de acordo com o programa. Depois, convocamos as pessoas que se cadastraram. Vamos convocar de acordo com o empreendimento que tivermos disponível”, explica.

Essa hierarquização é realizada a partir dos dados lançados pelo inscrito no cadastro, a partir de critérios definidos em âmbito nacional e mais um critério de nível estadual. A responsabilidade em certificar esses dados é do interessado, uma vez que as informações lançadas por ele no sistema de cadastro serão conferidas para atestar se ele se insere ou não na faixa de renda adequada para determinado projeto habitacional.

O interessado com cadastro é convocado a participar de uma reunião, que apresenta um projeto imobiliário voltado à faixa de renda em que determinado público está inserido. “Se ela se interessar, ela leva a documentação e agendamos todas as simulações [de financiamento] para aí ter a comprovação dos dados que ela colocou no cadastro – comprovação de renda, residência – e então submetermos a aprovação do financiamento pela Caixa Econômica”, detalha.

Para efetuar o cadastro, basta preencher o formulário no site da Cohapar e não ter sido nunca atendido por programas da Companhia de Habitação. A apresentação de documentos que atestem a condição do interessado é uma segunda etapa, quando ele é convocado para ser inserido em algum projeto de habitação.

Quer receber notícias locais? Envie whats para 42 991135618 SIM NOTICIAS ou cadastre seu e-mail na newsletter pelo site da Najuá

Comentários

Enquete

Em relação aos candidatos à presidência da república, você está?

  • Confuso (a)
  • Definido (a)
  • Indeciso (a)
Resultados