Irati e Região / Notícias

12/02/18 - 15h38 - atualizada em 12/02/18 às 15h49

EMATER realiza dia de campo em Irati

Novas tecnologias para o plantio do feijão e do milho foram apresentadas para agricultores da comunidade de Barra Mansa e arredores na última quinta-feira, 08

Paulo Henrique Sava

O Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural – EMATER – realizou na última quinta-feira, 08, mais um dia de campo na localidade de Barra Mansa, área rural de Irati. Na ocasião, os produtores das comunidades vizinhas tiveram a oportunidade de conhecer novas tecnologias de sementes e defensivos aplicados no plantio do milho e do feijão, cuja safra foi bastante prejudicada pelo volume de chuvas que caiu na região em Janeiro.

O evento foi realizado na antiga escola municipal, que atualmente é utilizada para celebrações de cultos e missas na comunidade. O agricultor Eugênio Fillus, que arrendou suas terras para o sobrinho, recebeu mais uma vez a equipe da EMATER em sua propriedade. Ele comenta que as sementes fornecidas pelo instituto são de qualidade muito boa. “Se você não tiver semente nova, não tem nada. A boa semente produz mais. A semente é muito boa”, frisou.  

O agricultor Eliseu Fiori, de Volta Grande, produtor de feijão e milho, acredita que o dia de campo é muito importante para mostrar novas tecnologias para os produtores. “Sempre tem algo novo e diferente. O trabalho deles (Emater) é importante e sempre precisamos prestigiar seus serviços. A cada ano que passa, uma coisa ou outra sempre muda, e temos que acompanhar a tecnologia”, comentou. 

Eliseu comenta ainda que a expectativa em relação à safra deste ano é boa, se o clima ajudar. “A gente pensa uma coisa, mas de repente o clima muda. Dias atrás, ele não estava favorável para os produtores de feijão, mas, se o clima ajudar, o produtor vai colher muito bem”, pontuou. 

O engenheiro agrônomo da Syngenta, Thiago Canto, que atua no Projeto Centro Sul de Milho e Feijão, destacou que cerca de 20 engenheiros estiveram presentes durante o evento. “Vocês terão informação, assessoria, com o extensionismo rural, terão assessoria com o time inteiro, sabem onde buscar esta informação, e a terra os senhores já possuem. Então, vamos mais uma vez refrescar na memória o que a gente pode fazer, o que temos feito e o que podemos fazer, além do que poderemos trazer de novidades para vocês. Aproveitamos este dia, que foi bem completo, todo mundo conseguiu focar bem a atenção e agradecemos a presença de todos que tiraram um tempinho para chegar até aqui”, frisou. 

O coordenador da área de projetos da Emater, José Miguel Auer, comenta que o trabalho foi realizado dentro do projeto Centro Sul de Feijão e Milho, desenvolvido em várias regiões do Paraná, em parceria com a Embrapa, Syngenta e IAC. “É um projeto que visa fazer um trabalho com unidades demonstrativas de feijão e de milho, onde abordamos vários aspectos na área de produção, adubação, controle de doenças e pragas. Os produtores participaram das palestras e da parte de campo, onde puderam observar as variedades de feijão, os tratamentos feitos para controle de doenças com o objetivo de aumentar a produtividade, o controle de pragas, invasores e outras. O objetivo é mostrar que o feijão é uma cultura que tem um potencial muito grande e que dá para o produtor ganhar dinheiro com ele, mas tem que ter tecnologia”, comentou. 

Fotos: Paulo Henrique Sava


Quebra na safra de feijão

Miguel estima que haverá uma grande quebra na safra de feijão deste ano. “Estimamos que vamos ter uma quebra da cultura porque as chuvas em excesso prejudicaram principalmente os primeiros feijões que foram plantados e estavam próximos da maturação e perderam muita qualidade. O feijão é muito sensível para chuva, e quando está próximo da maturação, tem o problema de brotar muito rapidamente e perder qualidade. Isto realmente vai trazer um prejuízo bastante significativo para os produtores, e teremos uma quebra de aproximadamente 20% na produção”, afirmou.

Conforme o técnico, as novas tecnologias de sementes e defensivos para o plantio de milho e feijão já estão disponíveis para o agricultor nas casas agropecuárias. “O que a gente faz, na realidade, é difundir esta tecnologia. O produtor que quiser buscar isto através da nossa orientação, nós o fazemos. O agricultor pode procurar o crédito hoje através do Pronaf custeio, para custear a lavoura. Ele tem toda uma tecnologia na área de produção que o produtor que realmente quiser desenvolver na cultura tem todo o potencial”, ressaltou.

Projeto Centro Sul de Feijão e Milho

O Projeto Centro Sul de Milho e Feijão da Emater é desenvolvido em oito municípios da regional da Emater de Irati. O único município que ainda não recebe o projeto é Inácio Martins, por ser voltado mais especificamente para a madeira. “No entanto, hoje nós temos um profissional que está trabalhando e buscando desenvolver as culturas de feijão e milho no município. Acreditamos que, para a próxima safra, possamos ter estas unidades em Inácio Martins também”, comentou.

Emerson de Lara, novo gerente da agência do Sicredi de Irati, ressalta que é importante para os agricultores buscarem novos conhecimentos, pois isto fará diferença no dia a dia de cada um deles. “O Sicredi dá muito apoio, estamos envolvidos na comunidade e também em parceria com a Emater e trazemos ao conhecimento algumas informações do que o Sicredi disponibiliza ao quadro social. São pessoas que buscam melhorias na sua atividade agrícola do dia a dia, e o Sicredi vem como parceiro para auxiliá-los em cada atividade. Sabemos que esta atividade é desenvolvida fortemente no município, necessita de parcerias e estaremos sempre prontos para apoiar”, frisou. 

Bacteriose

O engenheiro agrônomo Bruno Krevoruczka, da Emater, comentou que um dos problemas que mais tem sido discutido e tirado o sono dos produtores de feijão é uma doença chamada de bacteriose. Ele afirma que a doença vem sendo causada porque os agricultores estão deixando de usar palhada e deixando de fazer o plantio direto no cultivo do feijão. “Quando chove e o solo cai na folha do feijoeiro, acaba infestando a planta com a bactéria e gera uma série de problemas que estão sendo registrados nas lavouras do pessoal”, comentou. 

De acordo com o engenheiro, o produtor precisa fazer o plantio direto com a palhada para evitar o aparecimento da bacteriose na sua lavoura. Existem também outros produtos químicos que podem ser aplicados e estão disponíveis no mercado. “Se você fizer a palhada e o plantio direto, já resolve 80% dos seus problemas”, finalizou. 

Dia de campo sobre bovinocultura do leite 

O próximo dia de campo está marcado para o dia 22 de fevereiro, na propriedade de Silvio Fiori, em Volta Grande. Neste dia, o assunto principal será a bovinocultura de leite. O início está previsto para as 09 horas. Haverá palestras sobre tecnologia e aplicação de agroquímicos, bem estar animal, regulagem de ensiladeiras e qualidade da água em criações. Logo após as palestras, haverá um almoço de encerramento para os participantes.  

PUBLICIDADE


Comentários

Enquete

Você votaria em Lula para presidente em 2018?

  • Não
  • Sim
Resultados