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24/11/17 - 10h48 - atualizada em 24/11/17 às 10h58

Erasto Gaërtner realiza campanha de prevenção ao câncer de boca em Irati

Evento foi realizado nesta quinta-feira, 23, na Rua da Cidadania. Centenas de pessoas passaram pelo local para realizar exames de detecção do câncer bucal.

Paulo Henrique Sava

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A equipe da unidade do Hospital Erasto Gaërtner de Irati realizou pela primeira vez a campanha de prevenção ao câncer de boca no município. Centenas de pessoas passaram pela Rua da Cidadania nesta quinta-feira, 23, para aferir pressão e realizar testes rápidos para detectar possíveis sinais de câncer bucal.

A campanha foi realizada em parceria entre o Erasto, a Prefeitura de Irati, a Secretaria de Estado da Saúde e a Santa Casa, que cedeu profissionais para auxiliar na realização dos testes. Segundo a coordenadora da Unidade do Erasto em Irati, Daniela Rafo, comenta que a campanha é realizada em Curitiba há 30 anos, com a prevenção e detecção do câncer bucal. Segundo ela, os principais fatores que desencadeiam o câncer são o abuso do fumo e o uso excessivo do álcool. Ao todo, nestes 30 anos de campanha, já foram realizados 22 mil atendimentos pelo hospital, sendo que alguns casos de câncer foram detectados neste período. 

“Durante o dia, havendo necessidade, onde os especialistas diagnosticarem algum fator de risco ou o que o paciente precise, já é feito encaminhamento para alguma especialidade”, frisou. 

Segundo a organização, cerca de 200 pessoas foram atendidas durante todo o dia, sendo que destas, oito foram encaminhadas para o Erasto com sintomas de câncer. O coordenador de odontologia de Irati, Roberto Van Der Laars, afirma que existem poucas ações direcionadas à prevenção e ao diagnóstico precoce. “O principal foco deveria ser o diagnóstico precoce da doença, do câncer e as ações de promoção de conhecimento, propagar estas ações de conhecimento de hábitos saudáveis, de cultura da prevenção ao invés de a pessoa procurar uma cura, eventualmente, em um estágio mais avançado da doença. Deveríamos ter mais ações de foco preventivo, na atenção primária que dessem oportunidade de as pessoas estarem descobrindo suas doenças, suas lesões bem pequenininhas, de maneira que elas possam ser removidas, acompanhadas e não voltem a crescer e não estejam em um estágio onde houve o que se chama de metástase, quando a lesão inicial já promoveu o espalhamento para outras áreas do corpo”, comentou. 

De acordo com Roberto, em 2018 serão desenvolvidas ações de prevenção ao câncer em parceria com a Unicentro, para que as pessoas busquem uma orientação antes que o problema se instale em suas vidas. “O foco desta campanha é mostrar para as pessoas que elas devem procurar o atendimento antes de terem um problema instalado. A prevenção é muito mais barata, as pessoas sofrem menos, e é um caminho que se deve trilhar, porque o sucesso é evidente lá na frente, só que demora para vir a observância dos resultados, e por isto a prevenção fica deixada de lado”, pontuou. 

Equipe que participou da Campanha de Prevenção ao Câncer Bucal durante todo o dia nesta quinta-feira, 23

Sinais de que a pessoa pode estar om câncer bucal

No que se refere ao câncer de boca, devem ser observadas situações como pequenas lesões, feridas que não cicatrizam há mais de 15 dias, uma lesão que mudou o seu aspecto e cresceu, se modificou e pode doer ou não.  

“Um leigo não tem a capacidade clínica de dizer o que tem de anormal na sua boca, mas você sabe o que é normal. Se você se olha no espelho e vê que apareceu uma lesão em seu lábio e ela não sumiu, isto é preocupante. O que o paciente deve ter na cabeça é procurar o quanto antes uma orientação”, frisou. 

Diferenças de tonalidade nos lábios, na mucosa, nas bochechas, gengivas e garganta, além da dificuldade para engolir há mais de 15 dias também podem ser sinal de câncer na boca. “Tudo começa na atenção primária, na Unidade de Saúde: a pessoa tem que procurar antes que a lesão aumente. Então, ao menor sinal, é importante buscar um tratamento, porque aí ele vai resolver e não vai ter sequelas ou situações onde a pessoa poderá enfrentar uma mutilação ou o óbito, a pessoa pode morrer em decorrência do câncer que começou na boca e se espalhou pelo resto do corpo”, comentou. 

De acordo com Roberto, pessoas que tiveram lesões detectadas durante os testes rápidos serão encaminhadas imediatamente para o setor especializado, para iniciar o tratamento. Além disso, familiares que suspeitam que pessoas da família estejam com câncer também foram orientadas em relação aos cuidados e ao tratamento.  

Segundo dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer), a cada ano surgem cerca de 15 mil novos casos de câncer de boca no Brasil. Destes, cerca de mil são registrados somente no Paraná. 

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