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07/06/18 - 19h36 - atualizada em 08/06/18 às 11h00

Intervenção militar é golpe

Foi o que disse o presidente da seccional da OAB Irati, Luiz Augusto Polytowski Domingues, ao abordar o tema que foi defendido durante toda a manifestação dos caminhoneiros

Texto Jussara Harmuch, reportagem Paulo Henrique Sava


O presidente da subseção da OAB de Irati, Luiz Augusto Polytowski Domingues, disse que a constituição não prevê a possibilidade de militares tomarem o poder. “Não se pode entregar o governo do país na mão de um determinado grupo, se isso ocorrer será um golpe”.

Polytowsky participou ao vivo na manhã de hoje, 7, do programa da rádio Super Najuá 92,5, Espaço Cidadão, para abordar o tema da “Intervenção Militar”, solicitada nas manifestações durante a paralisação dos caminhoneiros.

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Para ele, antes de tudo é preciso olhar o contexto histórico que agora é diferente de 1964, quando ocorreu o golpe militar e o início da ditadura no Brasil. “Agora não existe aquela briga do capitalismo e comunismo que existia antes entre Estados Unidos e a antiga união Soviética. Hoje a China, um país comunista, é talvez o mais capitalista do mundo”.

O advogado explica que a atuação das Forças Armadas no Rio de Janeiro foi determinada pelo seu comandante geral, de acordo com a Constituição, que é o presidente da República, com a função de garantir a segurança. “Foi uma intervenção federal decretada pelo presidente para proteger a soberania nacional, não foi uma determinação das Forças Armadas”. 

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Insatisfação da população

A ânsia da população decorre da insatisfação com a classe política. “A sociedade não se sente representada pelos políticos. Estes movimentos visam moralizar esta situação que vemos hoje com corrupção. Mas a população se engana ao pensar que vai pôr o Brasil nos trilhos em um curto período de tempo”, diz o presidente da seccional Irati, lembrando que em 64 a promessa foi de arrumar a “casa” e devolver o governo para o povo em 66, no entanto, a ditadura durou 25 anos.  

A OAB estabeleceu o seguinte lema: Os problemas da democracia se resolvem com mais democracia. Uma ditadura traria supressão de garantias individuais e da liberdade de imprensa. “Havia corrupção só que não se revelava porque a imprensa era censurada, o Congresso foi fechado, foi promulgada outra Constituição, não se respeitou a constituição que se tinha a época”, lembra Polytowski.

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Ele lamenta que até agora, a classe política ainda não falou em cortar privilégios. “7 bilhões para o fundo partidário, aposentadoria vitalícia, plano de saúde, comissionados. Ser político virou profissão para melhorar de vida”, desabafa.

O programa espaço Cidadão vai ao ar de segunda a sexta, das 9h às 10 horas pela Super Najuá 92,5 FM. Você pode acompanhar a entrevista completa do presidente da OAB Irati, acessando o vídeo abaixo.


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