Irati e Região / Notícias

28/11/18 - 21h49 - atualizada em 28/11/18 às 21h56

Ramos reclama da falta de representatividade política na região

Capitão do Corpo de Bombeiros de Irati viu frustradas as tratativas para converter o 3º Subgrupamento em Grupamento

Da Redação, com reportagem de Jussara Harmuch 

Capitão Ramos reclama da falta de representatividade política da região para que a unidade iratiense seja elevada à condição de Grupamento

O comandante do 3º Subgrupamento do 2º Grupamento (3º SGB/2ºGB) do Corpo de Bombeiros, Capitão Jorge Augusto Ramos, atribuiu à falta de representatividade política da região no cenário estadual a frustração da expectativa de que o Subgrupamento fosse elevado a Grupamento. Em 12 de novembro, a governadora Cida Borghetti (PP) assinou decreto que elevou de categoria três unidades do Corpo de Bombeiros, que passaram a ser Companhias: Guarapuava, Francisco Beltrão e Apucarana.

“Nossos representantes são externos e, normalmente, esses representantes estão lutando por suas regiões de origem, como por exemplo o deputado Pedro Lupion, do Norte Pioneiro: a região dele foi contemplada nesse projeto, com Jacarezinho e Santo Antônio da Platina. Aqui na nossa região ainda carecemos [de representatividade]. Infelizmente, tivemos mais um pleito eleitoral e temos pouca representatividade, em nível de deputados, na nossa região. Tivemos apenas um deputado eleito em São Mateus [Emerson Bacil] e isso faz falta nessa hora em que vamos pleitear projetos regionais”, lamentou.

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Guarapuava, sede do território que correspondia ao 5º Subgrupamento de Bombeiros Independente (SGBI) foi elevado a 12º Grupamento, que atende a 21 municípios do Centro do Estado. Em Apucarana, o antigo 4º SGBI foi elevado a 11º Grupamento e vai abranger a um território com 19 cidades do Vale do Ivaí. Francisco Beltrão, por sua vez, teve o antigo 3º SGBI elevado à categoria de 10º Grupamento e compreende 27 municípios do Sudoeste. Foram também criados três novos SGBIs: em Santo Antônio da Platina (7º SGBI), no Norte Pioneiro, atendendo a 22 municípios; Cianorte (8º SGBI), no Noroeste, que abrange 12 cidades e Paranavaí (9º SGBI), que atende a 21 municípios.

Irati, sede do 3º Subgrupamento do 2º Grupamento do Corpo de Bombeiros, subordinado a Ponta Grossa, ansiava a elevação de status da unidade para a descentralização e ampliação do atendimento. Há dois anos, Ramos já cogitava pedir ao Comando-Geral do Corpo de Bombeiros do Paraná o desmembramento. A proposta começou a ganhar corpo em abril do ano passado, quando autoridades e a sociedade civil organizada se reuniram para iniciar uma articulação com vistas à provável elevação da Unidade.

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“Vamos tentar mais uma vez esse ano, senão já no início do ano que vem, no governo de Ratinho Júnior, formalizaremos de novo esse projeto. Agora, mais do que nunca, nossa região é a que tem a maior necessidade entre todas as outras do Estado para virar Unidade. Todas as estatísticas comprovam que precisamos de uma Unidade dos Bombeiros na nossa região, a região Sudeste do Estado, que compreende os municípios das microrregiões de Irati, São Mateus do Sul, União da Vitória e Prudentópolis. São 20 municípios dessas regiões, que compõem a macrorregião Sudeste. Precisamos dessa Unidade para levar o serviço dos bombeiros a todos os municípios”, destaca Ramos.

Em toda a área de abrangência do 2º Grupamento, que envolve 40 municípios, há quartéis para atendimento da população em apenas oito cidades: Ponta Grossa, Irati, Telêmaco Borba, União da Vitória, São Mateus do Sul, Castro, Jaguariaíva, Palmeira e Prudentópolis. O 3º SGB conta com seções em Irati (1ª SB); São Mateus do Sul (2ª SB); União da Vitória (3ª SB) e Prudentópolis (4ª SB).

Com a assinatura do decreto pela governadora Cida Borghetti, o Paraná passou a ter 12 Grupamentos – antes eram nove. Em um comparativo, segundo o Capitão Ramos, cada Grupamento dos Bombeiros equivale a um Batalhão da Polícia Militar (BPM). Um Subgrupamento de Bombeiros Independente (SGBI), por sua vez, corresponderia ao que representa uma Companhia Independente para a PM (CIPM).

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“O SGBI é uma unidade menor, mas autônoma. E Irati não é uma coisa nem outra: nem um GB nem uma unidade autônoma (SGBI). É um Subgrupamento vinculado a Ponta Grossa”, explica o Capitão. Ramos frisa a amplitude da área de abrangência do 2º GB, que se estende desde o município de Sengés, na divisa com São Paulo, até General Carneiro, na divisa com Santa Catarina, e engloba 40 municípios.

Com essa subdivisão, seria possível levar Bombeiros Militares aos municípios que hoje contam apenas com Bombeiros Comunitários, como General Carneiro, Mallet, Imbituva e Rebouças, da mesma forma como ocorreu com Prudentópolis somente em junho do ano passado. “Alguns municípios hoje estão muito longe de unidades de atendimento, como Inácio Martins, que estão a mais de 50 km de onde tem bombeiros. É muita distância quando se tem que trabalhar com emergência. Precisamos, primeiro, dividir. Criar uma unidade para, depois, avançar o trabalho dos bombeiros para a comunidade”, salienta.

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O Capitão defende que Irati possui estofo para receber incrementos em toda a estrutura de Segurança Pública, não apenas ao que diz respeitos aos bombeiros, como uma Subdivisão Policial (SDP) para a Polícia Civil – hoje também ainda subordinada a Ponta Grossa (13ª SDP); Instituto Médico-Legal (IML), também dependente de Ponta Grossa; um Batalhão de Polícia Militar (BPM), uma vez que a 8ª Cia integra o 1º BPM (Ponta Grossa).

“Quando não nos unimos, como região, estamos perdendo serviços. Somos uma região muito grande que não tem representatividade regional. Precisamos firmar Irati como polo regional de serviços, que daí vai agregando e aglutinando os municípios em torno de nossa cidade”, diz

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