Irati e Região / Notícias

10/11/17 - 16h37 - atualizada em 12/11/17 às 11h36

Unicentro Irati cria comissão para definir medidas contra abandono de animais no campus

Equipe irá buscar soluções para tentar reduzir o número de cães abandonados e busca harmonizar relação deles com a comunidade acadêmica

Paulo Henrique Sava

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Há muitos anos a comunidade acadêmica da Unicentro vem acompanhando a situação dos animais de rua, que são abandonados na região do Riozinho e de Engenheiro Gutierrez, em Irati. Recentemente, a universidade criou uma comissão para tratar do tema. Professores, alunos e representantes da comunidade iratiense fazem parte deste grupo, que visa tentar reduzir o número de animais abandonados no campus e harmonizar a relação deles com a comunidade.  

Recentemente, a comissão se reuniu com a representante da ONG SOS Amigo Bicho, Ariene Carrilho, e com a secretária de Ecologia e Meio Ambiente, Magda Lozinski, para estudar uma forma de pesquisar de onde vem estes animais e como eles vão parar na universidade.  

O vice-diretor do campus de Irati, professor Erivelton Fontana de Laat, explica que este fenômeno ocorre em todas as universidades que não têm seus limites territoriais cercados por muros. “É um ambiente muito interessante para todo mundo, inclusive para os cachorros. Tem a questão da comida, do carinho que é dado por muitos aqui dentro da comunidade. Eles vão ficando, mas não sabemos de onde eles vêm, quem são os donos, que tipo de doença eles podem ter, em termos de pulgas, de vacinação, e o comportamento deles pode ser agressivo. Tivemos alguns casos aqui dentro do campus. Para a gente não acabar com este ‘problema’, o que não chega a ser, temos os cuidados necessários nos ambientes da universidade, de salas de aula, de idosos, de crianças, restaurante, lanchonete e de laboratórios, que são regidos por regulamentos específicos e legislações. Queremos compreender isto e colocamos todos os membros da comunidade para discutir com acadêmicos, professores e agentes universitários”, frisou. 

O professor lamentou a falta de um curso de veterinária no campus de Irati. No entanto, a reunião da comissão teve como objetivo encontrar uma solução para os animais abandonados na região. “Isto, na universidade, para nós não é uma coisa que incomoda, a gente entende isto, mas queremos uma harmonia na relação entre humanos e cachorros aqui dentro, para que não tenhamos excessos nem de um lado e nem de outro. Isto é o mais importante e eu acho que esta comissão já teve boas ideias. Daqui para frente, teremos coisas bem interessantes a tratar sobre este tema e talvez até um projeto piloto aqui para o bairro e a universidade que direcione algumas políticas públicas para os cachorros”, comentou. 

Dentre as soluções propostas a curto prazo, o professor destacou que a ONG SOS Amigo Bicho deve se aproximar mais da comunidade acadêmica. Recentemente, as voluntárias participaram da Semana de Integração Ensino, Pesquisa e Extensão (SIEPE), onde tiveram a oportunidade de divulgar a campanha do 1 real, que já tem urnas colocadas no Supermercado Cavalin Bora, na Loja Afubra e no G Center da Rua 15 de julho. “A curto prazo, visamos a divulgação da ONG dentro da universidade. Em um segundo momento, vamos ajudar, assessorar e apoiar um projeto que talvez consigamos desenvolver, uma pesquisa um pouco mais integrada, e num outro momento, algo mais específico em que possamos ter uma intervenção maior com a própria comunidade daqui e com os animais que circundam a universidade”, pontuou Laat. 

A secretária de Ecologia e Meio Ambiente de Irati, Magda Lozinski, comenta que o município vem oferecendo apoio à ONG SOS Amigo Bicho mensalmente. “Estamos ajudando a ONG desde o mês de março, através de um pequeno recurso financeiro. As próprias representantes da ONG acabam vendo a melhor forma de aplicar este valor”, comentou. 

No entanto, a representante da ONG SOS Amigo Bicho, Ariene Carrilho, afirmou que não recebe recursos da prefeitura há algum tempo. Ela relatou ainda que a entidade consegue sobreviver apenas com as doações de notas da Campanha Nota Paraná. Os recursos são liberados para a ONG a cada três meses.

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