Opinião / Notícias

07/12/15 - 00h45 - atualizada em 07/12/15 às 00h57

Estes políticos não nos representam

Vamos escolher bem em 2016
Jussara Harmuch


Do jeito que as pessoas se colocam, dá impressão que a culpa pela crise político/econômica que vivemos está lá longe. A sociedade reage como se os políticos estão no poder por uma força externa. Está na hora de parar de dizer que eles não nos representam. Muitos não estão ali pela primeira vez, foram reeleitos. Por quem?

Em época de eleições, não se deve acreditar em disque-disque e aparências ou se lisonjear com um aperto de mão se os discursos são vazios, cheios de conceitos sobre família, educação, religião etc., valores que a maioria da sociedade preserva, mas que ditos de forma generalista mais iludem do que apontam soluções concretas. 

Precisamos sair da superficialidade, observar e acompanhar as atividades nas escolas, nos Conselhos, nas Câmaras Municipais, na Assembleia e no Congresso Nacional para ter informações sobre os candidatos. Não podemos reeleger políticos que cometem ilícitos, que dizem uma coisa e fazem outra ou que votam em matérias que contrariam os preceitos que nos levaram a escolhê-los.

Temos que manjar mais de política, procurar saber quer tipo de negociação se estabelece quando se dão as coligações. Depois da eleição, distribuem-se cargos e outros tipos de benefícios. A que custo? A Nação vem sendo administrada por um governo de coalizão onde o número de ministérios e a quantidade de cargos e departamentos não dão conta de atender todos os interesses. Este fatiamento engessa a governança, cada um puxa para o seu lado e vemos o interesse particular maior que o bem comum.

O fim das coligações nas eleições proporcionais e outras questões que poderiam moralizar o sistema político eleitoral estiveram bem perto de se tornarem realidade, quando, este ano, a Reforma Política foi discutida no Congresso. Porém, a oportunidade de fazer uma ampla reforma passou sem que nossos representantes alterassem pontos significativos.

Depois do Mensalão e com as investigações sobre o Petrolão e a operação Zelotes, divulgadas na mídia, muito mais pessoas do que antes estão falando e entendendo o que se passa no meio político. Preservar a liberdade de expressão e liberdade de imprensa para que todos os fatos sejam divulgados e todas as opiniões possam ser analisadas é fundamental. É disso que é feita a Democracia, palavra cada vez mais presente na boca dos brasileiros. 

No entanto, quando as manobras e conchavos vêm à tona, a impressão que se tem dos bastidores da política é a pior possível. O ponto de partida para mudar esta realidade pode estar próximo. Em 2016 haverá eleições para prefeitos e vereadores. Vamos escolher bem. 


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