Área de Clientes Registro Contatos

login

Rádio Najuá - Irati Paraná

Irati-PR

Qua, 11/01 - Min: 19ºC Máx: 30ºC
fonte: Inpe - Inst. Nac. de Pesquisas Espaciais
fonte Banco Central compra venda
Dólar R$ 3,2205 R$ 3,2211
Libra R$ 3,9638 R$ 3,9658
Euro R$ 3,4408 R$ 3,4424

AM - Programa no ar

Conexão com a Rádio Banda B de Curitiba

EQUIPE DE JORNALISMO E ESPORTES DA RÁDIO BANDA B

20:00 às 23:59 - informações
  • Programação
  • Najuá / Informações
  • Equipe
  • Álbuns
  • Classificados
  • Blogs
  • Colunas
  • Entretenimento
  • Esportes
  • Irati de Todos Nós
  • Notícias
  • Obituário
  • Política
  • Quarta, 18 de Janeiro de 2017
    publicidade

    Major Joas fala sobre trotes telefônicos passados à PM e aos Bombeiros

    23/12/16 - 10h29 atualizada em 23/12/16 às 10h39
    Segundo o comandante da 8ª CIPM, o horário de pico das chamadas de falsa emergência é a saída das escolas. Trote pode gerar multa para responsável

    Edilson Kernicki, com reportagem de Tadeu Stefaniak e informações da EBC e da ALEP

    Major Joas- Comandante da 8ª Cia
    Uma brincadeira de mau gosto que pode custar a integridade de alguém, o trote ainda faz parte da rotina de policiais e bombeiros, que atendem diariamente a chamadas de falsa emergência. Por ano, os trotes chegam a ocasionar um prejuízo estimado em R$ 1 bilhão em todo o Brasil, com deslocamentos desnecessários de serviços de emergência, como Polícia Militar, SIATE e SAMU. Os trotes podem colocar em risco a saúde e a segurança de quem realmente precisa de socorro.

    De acordo com o Major Joas Marcos Carneiro Lins, que comanda a 8ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM), é durante o período de saída das escolas o horário de pico dos trotes recebidos tanto pela Polícia Militar quanto pelo Corpo de Bombeiros.

    “Observamos que o telefone 190 fica ocupado; e são várias situações: de trânsito, de pessoas armadas, de risco iminente, em que, às vezes, nosso profissional, o policial que está do outro lado da linha, tem que ter o raciocínio de poder filtrar e verificar se é ou não verdade o que está sendo colocado ali”, diz.

    A 8ª Companhia tem efetuado um trabalho de conscientização, com foco nos pais, para que orientem seus filhos a evitar esse tipo de inconveniente. O Major alerta aos pais que todos os telefones dos Destacamentos Policiais Militares (DPM) da 8ª Companhia possuem identificador de chamada. “Não se espante se nós ligarmos para o número e, por acaso, pedirmos para conversar com os pais”, avisa.

    PUBLICIDADE
    Muitas das ligações são originadas de orelhões e de aparelhos celulares. Entretanto, também são feitas chamadas a partir de telefones fixos, cujos números estão registrados. “O telefone de emergência, como o próprio nome diz, é para emergência. No momento que você está ocupando o telefone – não temos várias linhas, nem vários atendentes – você que está passando trote, você está deixando uma pessoa passar por momentos de agonia; uma pessoa que está realmente precisando da prestação do serviço”, adverte.

    No trânsito

    Outro fator que pode atrasar o atendimento em casos de emergência, de acordo com o Major, é a recusa de muitos motoristas em dar livre passagem às viaturas, tanto da polícia quanto dos bombeiros, que estão com a sirene ligada. “O veículo de emergência tem livre circulação quando devidamente sinalizado por dispositivo de iluminação e sirene”, ressalta.

    Joas observa que o motorista que deixa de dar passagem para a viatura da polícia ou dos bombeiros não sabe a quem o atendimento virá a ser prestado, que pode ser a um amigo, vizinho ou mesmo um familiar. “Se fosse um parente ou se fosse você mesmo, será que não ia querer que esse pronto atendimento fosse prestado o mais rápido possível?”, questiona.

    Lei estadual pune quem passa trote

    Foi sancionada, em abril de 2012, a Lei Estadual 17.107/12 prevê a cobrança de duas Unidades Padrão Fiscal do Paraná (UPF) pela prática de chamada falsa. Atualmente a UPF corresponde a R$ 91,57 e, portanto, a multa é de R$ 183,14. A multa deve ser paga pelo titular da linha telefônica que fez o acionamento indevido para serviços de remoções médicas, de resgates, combate a incêndios, ocorrências policiais ou atendimento a desastres.

    Além disso, a lei obriga que as operadoras de telefonia forneçam, em até 30 dias, números de telefones e dados dos responsáveis pelas linhas de onde partiram as chamadas falsas. A empresa que não fornece os dados, deve pagar multa de 20 UPFs (R$ 1.831,40), que dobra em caso de reincidência.

    Casos de chamadas originadas de telefones públicos são alvo de levantamentos específicos para averiguar a procedências dos telefonemas. Os dados levantados permitem a adoção de medidas preventivas ou de posterior investigação, identificação e responsabilização de quem passa o trote.

    Os recursos levantados com as multas são repassados ao Fundo Especial de Segurança Pública do Paraná (Funesp).


    O teor das considerações expressas neste espaço (matérias, comentários, fotos e/ou vídeos) são de inteira e exclusiva responsabilidade dos respectivos signatários, inclusive no caso de ações judiciais. Portanto, as opiniões aqui expressas não tem qualquer vínculo com a Rádio Najuá.
    Se esta matéria for inadequada, clique aqui

    comentários

    Enquete

    Existe no Brasil a cultura do encarceramento e isso aumenta a crise penitenciária