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01/06/18 - 11h13 - atualizada em 01/06/18 às 11h16

Adesão ao Pronaf preocupa FETAEP

Plano Safra 2018 deve manter mesmas condições de 2017, garante vice-presidente da entidade, que visitou Irati na última semana

Paulo Henrique Sava

Vice-presidente da FETAEP, Marcos Brambilla, visitou o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Irati na última semana. Na foto, ele aparece ao lado do presidente do Sindicato, Alceu Hreciuk

O Plano Safra 2018-2019 deve manter as mesmas condições de crédito do ano anterior para os agricultores. Esta garantia foi dada pelo vice-presidente da Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Estado do Paraná (FETAEP), Marcos Brambilla, em visita a Irati na última semana. Ele ressalta que a expectativa do órgão é que os juros cobrados pelos financiamentos também sejam mantidos, o que já estaria consolidado com o Governo Federal.

No entanto, a maior preocupação da entidade está relacionada à aplicação do crédito, que já estaria liberado. “Nosso agricultor tem procurado a Declaração de Aptidão ao Pronaf em menor quantidade, e isto já nos preocupa. Pegamos mais de 140 mil famílias mapeadas no mês de maio com DAP no Paraná, mas é importante dizer que tem mais de 100 mil sem DAP”, frisou. 

Das 140 mil famílias mapeadas, pelo menos 90 mil fizeram algum tipo de financiamento ao longo do ano. “Então, nós temos cerca de 50 mil pessoas que têm DAP para acessar o crédito rural e não acessaram. A pergunta é por que não acessaram? O que aconteceu? Este agricultor fez um projeto e o agricultor não contratou? Era um projeto bom ou ruim? Por que ele desistiu? Fez uma tentativa ou duas e não conseguiu?”, questionou. 

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De acordo com Brambilla, no ano passado, houve uma cobrança exagerada de juros, o que fez com que muitos agricultores desistissem do financiamento. A impossibilidade de se colocar equipamentos ou animais como garantia também provocou a desistência de muitos produtores. “A nossa visão é de que o agente financeiro deve facilitar a vida do produtor e não criar empecilhos para que ele tenha dificuldade de acessar (o crédito)”, afirmou. 

Por outro lado, existem as famílias que não estão acessando o crédito rural por não ser integrante do Pronaf. “Nós estamos preocupados com este agricultor que não está conseguindo pegar nem pela primeira vez. Queremos incluir ele em um ciclo produtivo, como agricultor ativo, empreender na propriedade e melhorar a renda e a condição de vida dele”, frisou Brambilla. 

O número de 50 mil famílias que não estão acessando recursos públicos para financiar suas lavouras preocupa a FETAEP. “Será que este agricultor está financiando com recursos próprios da poupança? E se vem um granizo ou estiagem, e tem uma perda da safra, ele vai tirar do bolso este prejuízo? Tem a política pública que assegura a ele, em caso de imprevistos, o seguro pagar este custo da produção”, afirmou. 

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Brambilla opina que, neste momento, devem ser pensadas estratégias para que todos os agricultores possam investir. “O principal é o custeio para poder produzir, mas quando pudermos investir na propriedade e melhorar a estrutura para poder produzir mais e melhor ou ter uma nova atividade, isto com certeza vai trazer mais renda para o campo, e isto vai se distribuir na comunidade como um todo, no comércio local, na agricultura e na indústria também”, finalizou. 


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