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06/12/17 - 01h29 - atualizada em 06/12/17 às 11h05

Funcionária do CRAS de Pinhão permanece mais de 10 horas como refém

Homem armado com faca ameaçou a vítima com um canivete

Da Redação, com informações do 16º BPM e G1 

Com faca, homem invadiu o prédio da prefeitura e fez funcionária refém em Pinhão
Uma funcionária do Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) do município de Pinhão, feita de refém por um homem que invadiu o prédio na manhã de segunda (4), permaneceu mais de dez horas sob a mira de uma faca do invasor. O desfecho da crise ocorreu depois de intensa negociação entre a equipe do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), deslocado da capital para atender a ocorrência, e o suspeito.

Era por volta das 8h55 de segunda (4) quando a equipe de policiais militares do Pelotão de Pinhão foi informada que um homem armado invadiu o CRAS do Centro do município, na Rua 15 de dezembro, e ameaçou e rendeu funcionários.

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No atendimento inicial, os policiais conversaram com a psicóloga da entidade, que tinha conseguido se evadir, ilesa, da situação. Ela relatou aos policiais que dentro do CRAS estava um homem armado com faca, que ameaçou os funcionários e tomou uma mulher como refém. A equipe entrou no CRAS e visualizou o suspeito, que posteriormente foi identificado como um homem de 34 anos, que apontava uma faca na altura do pescoço da refém. Ao notar a aproximação dos policiais, disse que ia “furar” a refém se a equipe avançasse pelo corredor.

A PM fechou um cordão de isolamento num raio de 150 metros em torno do local e solicitou apoio do comandante do Pelotão e do Comando da 1ª Cia do 16º BPM (Guarapuava), que se deslocaram até o local da crise, por volta das 10h30, quando se iniciaram as negociações para que o homem libertasse a refém e se rendesse.

Negociações foram conduzidas pelo BOPE de Curitiba
Em princípio, o homem apresentou uma série de exigências, entre elas, uma quantia em dinheiro e a possibilidade de falar pessoalmente com o prefeito do município. A PM não cedeu a nenhuma das solicitações do sequestrador e manteve o diálogo até a chegada de uma equipe especializada do BOPE, que deu continuidade às negociações.

Segundo a Polícia Militar, o causador de evento crítico (CEC) mantinha postura ora ofensiva, ora defensiva. Na negociação, ele chegou a desistir do montante em dinheiro que pediu, mas ainda fazia questão de conversar com o prefeito. Em atendimento aos procedimentos doutrinários da negociação de crises, a equipe cedeu e o BOPE providenciou que o homem tivesse contato com o prefeito de Pinhão e com o delegado local.

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Por volta das 19h15, o homem finalmente se rendeu e soltou a refém e a arma branca que empunhou por dez horas. O homem se entregou e foi encaminhado para a 14ª Subdivisão Policial (SDP), em Guarapuava.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná (SESP), o homem foi preso por homicídio em 2001. Chegou a fugir da penitenciária e passar três meses como foragido. Em agosto desse ano, foi aplicada a tornozeleira eletrônica e o homem deveria ser monitorado, a partir daí, por seis meses e 26 dias, até o final do cumprimento da pena.

Segundo testemunhas, o homem já seria conhecido do CRAS, porque já teria recebido atendimento no local.

Funcionária do CRAS permaneceu mais de 10 horas como refém

Homem armado com faca ameaçou a vítima com um canivete

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