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    Sequestrador de São Mateus do Sul usava carteira falsa de autoridade eclesiástica

    07/01/14 - 18h49 atualizada em 07/01/14 às 19h06
    Em entrevista ao repórter Sérgio Soriani, da Rádio Alvorada, vítima do sequestro contou detalhes da ação criminosa, que resultou na morte do sequestrador após confronto com a PM
    Rodrigo Zub, com reportagem de Sérgio Soriani/ Rádio Alvorada

    O sequestrador que foi morto em confronto com policiais militares no interior de Rebouças usava uma carteira falsa de autoridade eclesiástica para abordar as vítimas e praticar crimes, conforme apurado pelo repórter Sérgio Soriani, da Rádio Alvorada. O radialista conversou com a vítima do sequestro relâmpago, o empresário de São Mateus do Sul, Arthur Everaldo Batista Przyvitowski, 41 anos, que contou detalhes da ação criminosa.

    Arthur disse que era amigo e conhecia Roberto Pageski Farias, 36 anos, desde sua adolescência. “Foram mais de 25 anos de amizade”, relatou. A vítima afirmou, inclusive, que o sequestrador teria tomado café com sua família na manhã de segunda-feira, 6, horas antes do crime. Por volta das 14 h, Roberto teria pedido para que o amigo fosse até a residência de sua namorada na Vila Pinheirinho, para resolver uma pendência envolvendo uma motocicleta. Arthur conta que vendeu o veículo para Roberto.

    “Eu havia vendido uma moto para ele e veio uma multa. Ele [Roberto] me chamou para nós fazermos a identificação de quem estava conduzindo a moto no momento que a multa foi aplicada. Ele falou para resolver o problema e quando cheguei fui colocado no cativeiro. Meu filho estava junto no veículo”, comenta. O veículo citado pela vítima era uma caminhonete Nissan de sua família.

    Roberto Pageski Farias era considerado um bandido de alta periculosidade pela Polícia de São Mateus do Sul
    Dinheiro e outros objetos que estavam em poder do sequestrador


    Sequestro

    Arthur teve as mãos e pés acorrentados. Sua cabeça foi coberta com um capuz preto e sua boca tapada com uma atadura para evitar que pedisse socorro. O empresário entende que teve sorte, pois o bandido não fechou a parte traseira da caminhonete corretamente. Com isso, ele conseguiu abrir o compartimento com o pé. Em seguida, Arthur tentou despertar a atenção das pessoas que trafegavam na área central de São Mateus do Sul. Em determinado momento, próximo de um semáforo, um amigo da vítima conseguiu identificá-lo e momentos depois acionou a polícia. “Estava com a mão presa no cadeado em sinal característico de sequestro. Um amigo de São Mateus do Sul viu e seguiu o carro. Ele ligou para a polícia e correu o boato. A notícia explodiu em segundos”, destaca Arthur.

    Depois de sequestrar o amigo, Roberto teria levado a caminhonete até a casa da mãe de Arthur. Nas proximidades da residência, o bandido pediu para a vítima ligar para sua mãe e comunicar que ia viajar no período de sete dias. O empresário alega que foi ameaçado de morte várias vezes. O bandido teria usado um revólver calibre 38 e uma pistola 765. Arthur tentou argumentar com Roberto que não havia necessidade de usar armas.

    “Ele ia me matar sem dúvida nenhuma. Ele premeditou tudo. Primeiro pediu para que fizesse uma ligação para minha mãe dizendo que ia viajar, depois pediu para o meu filho voltar para São Paulo, à terceira coisa foi atrás de dinheiro, foi aí que eu consegui escapar das correntes e destravar as portas. Consegui embrenhar fuga na hora que ele foi ao banco”, relembra.

    Arthur diz que procurou manter a calma e conversou com o sequestrador em todos os momentos. “Mantive a calma e orientei-o que não havia necessidade de fazer essa situação. Ele respondeu que era membro do PCC [Primeiro Comando da Capital] de São Mateus do Sul e que eu era uma encomenda dos integrantes do PCC de São Paulo e do Rio de Janeiro”, relata.

    Para a vítima, o até então “amigo” de infância tentou intimidá-lo citando que era integrante do PCC.

    Fuga e confronto com a PM

    Depois de deixar a agência bancária, o bandido fugiu em direção a PR-364, mas foi interceptado por policiais que realizaram um cerco no interior de Rebouças. Sem saída, Roberto desceu do carro e efetuou disparos contra os policiais militares, que revidaram. Logo depois, o criminoso embrenhou-se em um matagal às margens da PR-364. Na sequência, policiais de São Mateus do Sul, que realizavam acompanhamento tático do bandido, e a equipe do Serviço Reservado de Irati, iniciaram as buscas. Pouco depois houve confronto armado entre o bandido e a polícia. Alguns disparos acertaram a cabeça de Roberto. Ele foi socorrido pela equipe do Corpo de Bombeiros de Irati, mas morreu a caminho da Santa Casa de Irati. Já os policiais não foram atingidos pelos disparos efetuados pelo bandido.

    Vítima desabafa

    Arthur agradece o trabalho realizado pelas polícias de Irati e São Mateus do Sul e comemora o fato de ter escapado ileso. “Apesar das dificuldades que a polícia tem por falta de apoio do governo e situação precária dos veículos devemos enaltecer o trabalho da Polícia Militar do Paraná, que desenvolve um grande trabalho. Mais uma vez o crime mostra que o bandido vai para o cemitério ou para cadeia”, desabafou o empresário.


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