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02/11/17 - 23h56 - atualizada em 03/11/17 às 11h56

Bartoski defende que agricultores prejudicados por intempéries deixem de pagar dívidas aos bancos

O vereador disse que vai pedir apoio a lideranças iratienses para que as dívidas com os bancos dos agricultores não sejam cobradas

Da Redação, com reportagem de Jussara Harmuch 

Durante explanação na Palavra Livre, Nivaldo Bartoski comentou sobre as dificuldades enfrentadas pelos agricultores em função dos custos de produção e problemas relacionados ao clima
O vereador Nivaldo Bartoski (PSDB) lamentou a situação dos agricultores familiares iratienses, castigados pelas intempéries climáticas nas últimas cinco semanas, com chuvas acima da média ao longo de todo o mês de outubro. “Chuvas acima da média normal destruíram o replantio de soja, assolaram e afetaram a produção do feijão e da cebola. Quantas dificuldades tinham com a irrigação da cebola e hoje, com a chuva, entrou várias pestes, destruindo tudo”, desabafou o parlamentar durante a Palavra Livre, na sessão da Câmara de Irati de terça-feira (31).

Bartoski comentou que visitou as cerealistas de Irati na segunda-feira (30) e lamentou a desvalorização do trigo, cujas lavouras também foram prejudicadas pelas chuvas. “Nos levantamentos que eu tenho acompanhado, se produzir 70 sacas de trigo, ele não serve nem para ração. O banco alega que, se produziu 70 sacas, é a média normal, nem que o agricultor venda por R$ 300, é obrigado a pagar o financiamento”, disse.

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O vereador afirmou que deve encaminhar ofícios para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores, Alceu Hreciuk, e à Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná (FETAEP) e a outras lideranças iratienses para pedir que os agrônomos também apoiem os pequenos agricultores para que as dívidas com os bancos não sejam cobradas.

“Tenho acompanhado nas ruas e, segundo os bancos, tem agricultor que vai prorrogar a dívida, o que já vem acontecendo há muito tempo. Depois o agricultor tem até que entregar terras. Hoje passamos por dificuldade financeira na agricultura familiar, pois os preços agrícolas estão defasados há muito tempo”, protestou.

“O trigo, o leite e o pão é o agricultor quem traz. Com todas essas indicações, que vamos levar até a Federação [FETAEP], que seja olhado até o ano que vem, que nosso agricultor seja, definitivamente, remunerado e que não pague essa dívida que deve”, afirmou.

Patrulha do Campo

Na mesma oportunidade, o vereador ainda comentou a respeito da Patrulha do Campo, que está atendendo à localidade do Pirapó e, por falta de documentação, ficou dois meses parada enquanto o clima estava bom. Depois, com as chuvas, os trabalhos não avançaram mais do que um quilômetro, segundo Bartoski.

“O que queremos, de agora em diante, é que o Governo do Estado reconheça e deixe as máquinas mais adiantadas e, a partir de agora, vamos cobrar produção, rendimento e aceleração”, disse.

Num aparte, o vereador Valdenei Cabral (PDT) pediu que a comunidade tenha paciência e se dispôs a verificar o andamento dos trabalhos e solicitar mais agilidade dos responsáveis. No entanto, defendeu que a culpa pelo atraso nos serviços da Patrulha do Campo é do Estado e não do Município.

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