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15/06/18 - 20h16 - atualizada em 15/06/18 às 20h21

Câmara recebe ofício com resposta sobre Fanfarra e Grupo Mule’k

Valdir Siqueira (PR) havia questionado sobre a descontinuidade da Fanfarra Municipal e Sérgio Mazur (PSD) cobrou a falta de apoio ao grupo num festival de dança

Da Redação 

Câmara recebeu ofício com respostas sobre Fanfarra e Grupo Mule’k

Entre os documentos recebidos pela Câmara de Rio Azul, lidos durante a Sessão Ordinária da última terça-feira (12), destaca-se o ofício assinado pelo secretário municipal de Esportes, Turismo e Cultura, Osvaldo Kosciuk Junior, com respostas aos vereadores Valdir Siqueira (PR) e Sérgio Mazur (PSD), em questões levantadas por eles nas sessões anteriores.

Na sessão do dia 21 de maio, Siqueira havia apresentado o requerimento 041/2018 (ofício 116/2018, da Câmara), em que solicitava ao secretário de Cultura que encaminhasse ofício com a justificativa sobre a descontinuidade da Fanfarra Municipal, que esteve em atividade até 2016.

Conforme o ofício encaminhado pelo secretário, a Fanfarra Municipal foi reativada em maio deste ano e está em plena preparação para o Desfile do Centenário de Rio Azul, sob o comando do professor Adão José de Amorim. A Fanfarra Municipal é composta hoje por 38 integrantes da comunidade rio-azulense, que estão ensaiando em vários dias da semana. A intenção da Secretaria de Cultura é manter os ensaios, após o Desfile, para que a Fanfarra represente o município de Rio Azul em eventos promovidos pela comunidade e também para atender a convites para participação em eventos regionais e estaduais.

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No mesmo documento, Junior responde ao questionamento apresentado pelo vereador Sérgio Mazur na sessão anterior, sobre o motivo de a Secretaria supostamente ter deixado de apoiar o Grupo Mule’k em participação no Jopef Dance Festival, que aconteceu em Curitiba, no primeiro final de semana de junho. Segundo Mazur, o grupo tinha pedido à Secretaria ajuda com o transporte e com as inscrições e deixou de ser apoiado em detrimento de outro grupo de dança existente no município.

O secretário alega que assinou, conjuntamente com a professora Aline Alves Oliveira, do Grupo Mule’k, um ofício solicitando transporte para que o grupo participasse do festival de dança, no começo de junho, e que o ofício foi encaminhado ao prefeito Rodrigo Solda (PSDB). Junior enviou em anexo uma cópia do ofício encaminhado ao Executivo com a solicitação do transporte.

“Fiquei contente que o secretário Osvaldo [Kosciuk Junior] mandou o documento, observando esse ofício. Eu não tinha conhecimento desse ofício e por isso que em outro dia comentei nesta Casa que ia aguardar a vinda de uma documentação. Hoje [terça, 12] estive na Prefeitura pela tarde e conversei com o chefe do transporte escolar e também conversei com o senhor prefeito. Eles me explicaram os motivos pelos quais o Grupo Mule’k não teve o transporte para esse Festival”, afirma o vereador Sérgio Mazur, durante a discussão do expediente. Mazur acrescenta que o prefeito assegurou que vai fornecer transporte ao grupo nos próximos eventos.

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O chefe do transporte escolar Floripo João Soares informou ao vereador que havia pendências documentais nos veículos, pois alguns ônibus estavam com placa de Irati e documento de Rio Azul; enquanto outros, que estavam com a documentação em dia, não apresentavam condições de ir até Curitiba. “Até aquele momento, eles tinham me colocado de mandar os dois grupos no mesmo ônibus. Porém era um micro-ônibus de 16 lugares, sendo que o Grupo Mule’k tem 31 adolescentes”, pontua Mazur.

O vereador se retratou por ter depositado em Junior a responsabilidade da Prefeitura de Rio Azul não ter cedido transporte às meninas do Grupo Mule’k, por não ter sido previamente informado sobre o encaminhamento de ofício com a solicitação ao Executivo. “Hoje vejo que a culpa não foi dele, pois partiu o ofício da pessoa dele. Já foi, já aconteceu. Espero que isso não venha a acontecer novamente. Espero que tanto o Grupo Mule’k, como o outro grupo que participou, tenham a igualdade de apoio do Executivo e que não fique para o penúltimo ou para o último dia uma decisão se vai ou não ter ônibus”, acrescenta.

O presidente da Câmara, Edson Paulo Klemba (PDT), diverge do posicionamento de Mazur sobre a questão. “Da minha parte, acho que não justifica, pelo seguinte. Se existem dois, não cederia para ninguém. Até vou conversar com o prefeito sobre isso. Estava esperando vir esse ofício. Vou também conversar com o chefe do transporte escolar para saber o porquê de liberar para um e não para outro”, afirma. Klemba disse que pretendia conversar pessoalmente com ambos para esclarecer a situação do transporte.

“Saí em defesa do Grupo Mule’k desde o começo dessa situação da falta de transporte, sei o quanto eles gastaram. Não foi pouco dinheiro. O valor foi alto. Na ocasião, tinha conversado que, se fosse o caso de pagar R$ 300 ou R$ 400 de diesel, ainda seria vantajoso para o grupo, mas não aconteceu. Solicitei pessoalmente ao senhor prefeito e ao Floripo que não venha a acontecer mais. Concordo que, se não houve transporte para um, não deveria haver para outro, mas eu não estou aqui defendendo o senhor Floripo, mas hoje eu defendo o Junior, porque eu achei que esse documento [o ofício] não tinha saído das mãos dele e saiu. Ele não é culpado pela situação”, responde Mazur.

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Zerico José Nepomuceno (PP) afirma que teve a oportunidade de conversar com o prefeito a fim de questioná-lo sobre a cessão de transporte para um grupo de dança em detrimento de outro. Conforme Zerico, o prefeito disse que chegou a propor levar os dois grupos, mas teria que dividir um deles para fazer uma apresentação com menos integrantes e que o Grupo Mule’k teria recusado a proposta. Klemba volta a afirmar seu interesse em conversar pessoalmente com o prefeito sobre o tema.

Valdir Siqueira (PR) questiona a plausibilidade do argumento do prefeito para não ceder ônibus ao grupo. “Me admiro de como estão rodando [os ônibus], se a documentação não está legalizada. Acho estranho esse tipo de coisa: um município ter um ônibus com uma placa de um município e a documentação de outro”, critica.

Klemba afirma não estar surpreso com a questão documental dos veículos, porque na gestão anterior teria ocorrido o mesmo problema. “Não me admira. Não quero te contrariar, vereador Valdir, mas na gestão anterior aconteceu a mesma coisa. Rodaram por vários meses os ônibus. Não me admiro muito sobre isso, porque passa de uma gestão para outra e o pessoal não toma conhecimento”, emenda.

“Mas caso venha a acontecer algum acidente, senhor presidente? Isso é ilegal. Mesmo que fosse na [administração] passada, tinham que ser tomadas as providências”, respondeu Siqueira.

Falta de medicamentos

O morador da localidade de Serro Azul, Márcio Irineu Kuas, encaminhou requerimento à Câmara solicitando que sejam tomadas providências para cobrar da Secretaria de Saúde e do prefeito a reposição de medicamentos na Farmácia do Centro Municipal de Saúde. Kuas menciona que sua mãe, uma idosa de 76 anos, toma diariamente vários tipos de remédios de uso controlado, para hipertensão, diabetes, mal de Parkinson, entre outros. O morador relata, ainda, que a mãe já sofreu derrame e que depende do apoio público para adquirir os medicamentos.

De acordo com o requerente, a falta de medicamentos tem sido constante e se intensificou ultimamente, fazendo com que a família de Kuas e outros moradores de Rio Azul na mesma situação tenham que recorrer às farmácias particulares para obter os remédios prescritos para tratamentos de doenças crônicas, o que acarreta gastos de grandes somas em dinheiro, que nem sempre correspondem aos ganhos dos aposentados.

“A falta de medicamentos é uma coisa que não pode ocorrer. Temos que tomar alguma atitude quanto a isso”, afirmou o vice-presidente da Câmara, Leandro Jasinski (PV), que sugere o encaminhamento de um requerimento coletivo, subscrito pelos demais vereadores. “Acho de extrema importância os medicamentos. Talvez as pessoas que não tenham condição de comprar esses medicamentos em farmácia particular, que têm problema com pressão alta e diabetes, que foi o problema que ele relatou, mas também pessoas com problemas cardíacos não podem esperar, pela falta do medicamento. Na gestão pública, de repente, pode faltar qualquer coisa em qualquer pasta, mas na área da saúde, isso é de extrema importância. Ainda mais para as pessoas que dependem de remédio controlado. Isso não pode ocorrer”, destaca o vereador Jasinski.

Klemba afirma que costuma acompanhar o andamento dessas questões junto à Secretaria de Saúde e manifesta surpresa diante do requerimento protestando contra a falta de medicamentos. O presidente da Câmara diz que, em recente conversa com a secretária Rosane Popovicz Schirlo, ela garantiu a normalidade dos estoques da farmácia. O vereador se comprometeu a procurar pessoalmente uma resposta para a situação ao longo desta semana.

“Sobre a situação dos remédios, se fosse um vereador que tivesse entrado com esse pedido aqui, ficaria na dúvida a colocação do vereador. Mas foi de muita valia essa família ter entrado com o requerimento aqui dentro. É uma pessoa, é uma família que está dependendo desse remédio, não é um vereador que está cobrando que não falte o remédio. Mas reclamação de falta de remédio dentro do posto de saúde está grande. O que tem que falar para essas pessoas é que mandem o requerimento e façam como essa pessoa, que coloque o nome e todo o mundo vai saber”, sugere o vereador Jair Boni (PSB).

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Outros requerimentos

O vereador Cesar Martins dos Santos (PROS) apresentou dois requerimentos a serem encaminhados ao Executivo. No primeiro deles, solicita ao prefeito informações sobre a vigência do contrato com empresas especializadas em engenharia elétrica para a execução de serviços de manutenção contínua e corretiva, ampliação, modernização, eficientização e fornecimento de materiais para o Parque de Iluminação Pública de Rio Azul.

Cesar justifica o pedido para que se dê uma resposta à população, que tem cobrado a demora no atendimento aos pedidos de reparos na iluminação pública, como é o caso dos moradores da Vila Abib.

O segundo requerimento, do mesmo vereador, pede o envio de ofício ao prefeito solicitando respostas sobre quais providências foram adotadas quando ao ofício 088/2018, de abril deste ano, através do qual Cesar solicitou que fosse cobrado do proprietário do Martins Supermercado o cumprimento do artigo 64 da lei 561/2010 – Plano Diretor Municipal, quanto à construção da área de passeio.

O vereador solicitou providências em Pinhalzinho, a pedido de José Kochimanski, para patrolamento e cascalhamento da estrada que dá acesso à sua propriedade. Na mesma comunidade, a pedido de Mauro Gonçalves Batista, que sejam adotadas medidas para a execução de patrolamento e cascalhamento da estrada que dá acesso à sua casa, na antiga propriedade de Luís Zuconelli. Para a mesma propriedade, solicita uma pá carregadeira para terraplenagem de área para a construção de uma estufa de fumo.

Hospital São Francisco de Assis

Na Tribuna Livre, o provedor do Hospital de Caridade São Francisco de Assis, Alexandre Burko, discorreu sobre a situação financeira da entidade e sobre os repasses do município para a prestação de serviços.

Diversificação de culturas

O presidente da Câmara parabenizou o prefeito Rodrigo Solda pelo trabalho em prol da diversificação da cultura do fumo em Rio Azul. “Uma coisa que muito me agradou, senhor André [Dusanoski, do PTB], foi ver, junto com o senhor, uma coisa que estava totalmente perdida. Quando chegamos à Prefeitura, em 2017, encontramos uma licitação de um caminhão refrigerado, que estava perdido. Não tinha verba alocada, mas tinha licitação. Não havia recurso. Mas quero parabenizar o prefeito Rodrigo pelo seguinte: não mediu esforços. Foi atrás, correu, junto com o deputado Francischini [deputado federal Fernando Francischini, do PSL] e conseguiu liberar essa verba. Hoje, o caminhão refrigerado está aqui e não precisou usar dinheiro público para se aperfeiçoar, para fazer a diversificação dentro de uma cidade, como aqui já aconteceu. Pessoas de gestões passadas usaram dinheiro público para aprender o que é diversificação e aplicar na cidade”, afirma.

Ordem do Dia

Nenhum projeto foi analisado durante a sessão, nem em primeira, nem em segunda votação. Deu entrada na Casa, um novo projeto de lei encaminhado pelo Executivo, que cria o Sistema de Segurança Alimentar do Município de Rio Azul. De acordo com o Executivo, o sistema é necessário em virtude de orientação que o município recebeu da Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (SEAB).


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