Política e Eleição / Notícias

23/11/17 - 23h57 - atualizada em 24/11/17 às 08h16

Destaques do legislativo iratiense

Veja o que foi discutido na sessão desta semana da Câmara de Irati

Jussara Harmuch

3º pavimento da Aciai 

A Associação Comercial Industrial e Agropecuária de Irati – ACIAI encaminhou resposta à Câmara onde informa que já está sendo providenciada toda a documentação necessária solicitada para regularizar a questão do 3º pavimento do prédio onde está construída a sede da entidade, que pertence à prefeitura. 

O presidente da entidade, Oscar Muchau, expõe que a associação já tomou providências para atender todos os itens listados pela Câmara e pede um prazo de 30 dias para que a entidade catalogue toda a documentação e instrumentalize a resposta. 

Estátua de Nossa Senhora das Graças, a maior imagem do mundo, foi edificada em 1957, na colina que leva o mesmo nome da santa, em Irati

Feriado de Nossa Senhora das Graças 

O Padre Luiz Mirkoski da Paróquia São Miguel de Irati solicita que o presidente da Câmara, Hélio de Mello (PMDB), dê início a proposta que institui o feriado municipal no dia 27 de novembro em homenagem ao Dia da Santa Nossa Senhora das Graças. 

A estátua de Nossa Senhora das Graças foi edificada em 1957, na colina que leva o mesmo nome da santa, em Irati. É considerada a maior imagem do mundo.

Karas mantém-se contrário ao que vem de Kuhn 

O projeto de Lei proposto por Rogério Luís Kuhn (PV), que institui no Calendário de Eventos Oficiais do Município de Irati a “Semana Municipal de Atenção a Primeira Infância” foi aprovado em segunda votação com um voto contrário, do vereador Wilson Karas (PSD), que já havia pedido vista ao projeto na sessão anterior, sem justificar o motivo. 

O posicionamento do parlamentar pode estar ligado à atuação de Kuhn no processo que o acusava de incompatibilidade parlamentar, do qual foi absolvido. Nas discussões, Karas dizia que estava sendo perseguido por Kuhn. 

PUBLICIDADE

Remanejamento orçamento para pagar Folha 

Sobre o projeto de remanejamento do orçamento em R$ 500 mil, Roni Surek (PROS) disse que ia pedir vista, porém, resolveu votar favorável em 1ª discussão, para evitar atraso maior ao pagamento da Folha, mas solicitou informações adicionais. Caso não receba, ameaçou pedir vista na próxima apresentação. "Não quero votar no escuro, de repente vamos estar aqui votar em uma pedalada”, disse. 

Este remanejamento do orçamento tem origem na Desvinculação das Receitas do Município (DRM) da Contribuição para o Custeio da Iluminação Pública (COSIP), na ordem de 30% desta receita, das quotas dos meses de setembro a dezembro/2017, que seriam utilizados para compra de materiais de consumo e obras e instalações da pasta de Serviços Urbanos. 

O vereador líder do governo, Valdenei Cabral (PDT), justificou que o recurso é específico e que é um remanejamento dentro do orçamento. O pedido de Roni foi verbal e Cabral lembrou que deve ser formalizado e precisa ser votado em plenário. 

Hélio de Mello saiu em defesa do acesso às informações e disse que é função do parlamentar fiscalizar e sobre o pedido de informações, o presidente apelou para que se aplique a política do bom relacionamento entre os dois Poderes e, neste caso, se dispense a formalização. 

Obra da Upa da Vila São João está parada desde 2016


Audiência Cívica da Saúde 

Roni sugere a realização de uma audiência cívica da Saúde para resolver os problemas da secretaria de Saúde. Ele informou que o secretário Ariel Komnitski esteve esta semana na Câmara para pedir que a Câmara repasse uma verba para pagar auxiliar no pagamento da dívida da prefeitura com o Consórcio que está em 500 mil reais. 


PUBLICIDADE

Medições e contrapartida

Roni SureK (PROS) quer convocar o engenheiro da Caixa Econômica que é responsável pelas medições das construções e das pavimentações que envolvem repasse Federal. Ele quer saber porque algumas obras iniciadas foram interrompidas e também se a contrapartida da prefeitura está sendo mantida em dia.

Valdenei Cabral é lider do governo Jorge Derbli
Nei Cabral (PDT), líder do governo, foi além e sugeriu uma comissão especial para verificar todas estas obras. “Parar com este blá blá blá e dizer que fulano iniciou uma obra, o outro deixou dívidas. Então com esta comissão especial vamos verificar todas as reformas dos postos de Saúde, da Upa, as horas máquinas, as máquinas terceirizadas, as arrecadações ... deixar a limpo toda esta situação para não ficar é culpa da atual administração, da antiga administração”, argumentou em defesa do prefeito Jorge Derbli. 

Nivaldo Bartoski (PSDB) foi ainda mais incisivo em relação à administração anterior e disse que a “ilegalidade” precisa ser revelada. “O que houve de errado às vezes cai sobre quem não deve. Então quem dever vai ter que pagar. E tenho mais ideias para fazer a coisa andar, o que houve de ilegalidade lá no passado tem de vir à tona”, disse

Já o presidente da Casa Legislativa abordou o assunto de outra forma. Mello achou a ideia boa, mas disse que não sabe se há necessidade de criar uma comissão especial porque nas comissões permanentes na Câmara os vereadores já podem exercer o papel fiscalizador. “Pode ser trabalhado dentro da própria Comissão de Finanças, Justiça e Redação, que são permanentes. É função, atribuição do vereador ir de atrás”, comenta e acrescenta que a população precisa saber que tem obras paradas, como a do teatro, que não são de responsabilidade do município e sim do Estado. “O que tem é o terreno do município que cedeu para o Estado e por briga de governos, não teve continuidade”. 

Também não se conteve e acabou deixando uma alfinetada na entrelinhas: “Tem vereador que acha que janeiro é férias então poderá trabalhar em janeiro”, se referindo ao que Kuhn vem defendendo há algum tempo: não pagar subsídios durante o recesso parlamentar.

Comentários

Enquete

Você votaria em Lula para presidente em 2018?

  • Não
  • Sim
Resultados