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23/12/17 - 11h57 - atualizada em 23/12/17 às 14h29

Em segunda votação, Câmara de Irati aprova reajuste da taxa do lixo

Reajuste será de 52%, e passará a valer a partir de março de 2018

Paulo Henrique Sava

A Câmara de Vereadores de Irati aprovou, em segunda votação durante sessão extraordinária realizada na manhã de hoje, o Projeto de Lei nº 147/2017 do Executivo Municipal, que reajusta o valor pago pela taxa de coleta de lixo dos iratienses. O projeto original do Executivo solicitava um reajuste linear nos próximos três anos, sendo 93% em 2018, 13% em 2019 e 7% em 2020. Porém, uma emenda dos vereadores Nei Cabral (PDT) e Rogério Kuhn (PV) limitou o reajuste a 52% somente em 2018.

O reajuste será aplicado em março de 2018. O secretário de planejamento, João Almeida Júnior, explica que o Executivo solicitou o reajuste de 93% para cobrir os custos extras que surgirão com o transbordo. Ele comenta que, atualmente, existe um pequeno déficit entre a arrecadação da taxa, que gira em torno de R$180 mil, e os custos da coleta de lixo em Irati, que podem chegar a até R$190 mil. Segundo o secretário, a média de custo do transbordo do lixo é de R$ 220 por tonelada. Em Irati, este valor pode chegar a R$220 mil por mês, uma vez que o município produz cerca de mil toneladas de lixo mensalmente. “Com este reajuste de 52%, vamos arrecadar em torno de R$275 mil. Fazendo uma conta bem simples, com R$180 mil da coleta mais R$220 mil da destinação deste lixo, teremos R$400 mil de custo. Então, nós teremos um déficit de R$125 mil, que, obviamente, a Prefeitura terá que arcar com esta diferença”, afirmou.  

Ouça a entrevista completa no fim da matéria

Segundo Almeida, o município não tem outra alternativa a não ser cobrir esta diferença com recursos próprios do caixa da Prefeitura. Ele comenta que pode haver cortes de verba em outras áreas, como saúde, educação e infraestrutura. “Nós vamos ter que fazer um contingenciamento maior ainda dos nossos gastos públicos para cobrir esta diferença de R$125 mil. Vamos ter que fazer uma ampla conscientização na população, para que tenhamos menos lixo, com reciclagem, compostagem, para que nós compremos menos tonelagem de lixo para levar para fora”, comentou. 

Almeida esclarece que o valor a ser utilizado para a cobertura deste déficit não está incluso no limite de 10% de recursos livres que a Prefeitura terá à disposição para utilizar da maneira que achar melhor, aprovado nesta sexta-feira pela Câmara, dentro do orçamento para 2018. Neste ponto, o secretário lembra que houve uma diminuição do percentual de recursos livres solicitados pelo Executivo, de 20 para 10%. Neste caso, o município pode utilizar até 10% do orçamento de 2018 sem precisar de autorização da Câmara para aplicar os recursos. “Com esta diminuição, nós temos que cumprir aquilo que planejamos, o que deveria ser comum em qualquer administração. Caso queiramos alterar alguma coisa, temos até o limite de 10%. Acima disso, precisamos pedir autorização para a Câmara”, finalizou. 

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Nas redes sociais, Derbli falou sobre o reajuste da taxa de coleta do lixo 

Recentemente, em pronunciamento nas redes sociais, o prefeito Jorge Derbli comentou que o lixão foi embargado pelo IAP, e que por isto, a solução mais viável seria o transbordo. Ele diz que o dinheiro arrecadado mensalmente com a taxa do lixo não comporta mais sequer os custos da coleta de lixo da cidade, por isto a única alternativa possível será a elaboração de um Termo de Ajuste de Conduta para o transbordo, o que resultou em um custo maior para o município. Com isto, a taxa de lixo terá que ser reajustada. “Eu não gosto de aumentar imposto, mas é a única alternativa que eu tenho neste momento para solucionar este problema”, afirmou o prefeito, em vídeo publicado em sua página pessoal.  

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