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28/05/18 - 23h07 - atualizada em 30/05/18 às 15h32

Feriado de Nossa Senhora das Graças entra em pauta e recebe críticas de vereador

Uma tentativa de votar o projeto em 2014 culminou com a sua retirada de pauta; desta vez, Rogério Kuhn já se manifestou contrário à aprovação no que o projeto deu entrada

Da Redação, com Assessoria de Comunicação da Câmara de Irati


O Projeto de lei nº 006/2018 institui, no calendário oficial de feriados do Município de Irati, o dia 27 de novembro, em comemoração ao dia de Nossa Senhora das Graças deu entrada na Câmara na semana passada. Uma tentativa de votar o projeto foi feita em 2014, mas foi retirado de pauta devido à falta de consenso. (Leia mais sobre opiniões divididas na época)

Desta vez, o vereador Rogério Kuhn (PV) já se manifestou contrário à aprovação durante a sessão da última semana, antes mesmo de o projeto ir para votação. “Não há preferência religiosa dentro da nossa Constituição. Estamos entre os 10 países com mais feriados nacionais, estaduais e municipais no mundo e agora queremos criar mais um?”, indagou Kuhn. Para ele, antes de falar sobre a fé, a importância da imagem ou da figura de Nossa Senhora das Graças, é preciso falar em dinheiro, em emprego e no impacto que os feriados causam dentro da nossa economia. "Um dia de comércio fechado é R$ 400 mil de arrecadação a menos”, disse.

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O parlamentar é proprietário de loja comercial e defende a opinião da Associação Comercial de Irati, Aciai, que não aprova o feriado. Durante a semana passada a entidade solicitou aos associados que encaminhem manifestação por escrito sobre o assunto. 

Kuhn lembrou que a Aciai já havia recebido uma proposta para que fosse realizado uma "Semana da Santa", de domingo a domingo. Outra questão levantada por ele foi em relação a falta de programação. “Como ter feriado se não temos programação, nem plano e nem estratégia. Nem sequer o santuário concluímos. A fé está muita ligada ao comércio, quem sustenta a Igreja e ó comércio. Portanto, em nome dos empresários discordo da proposta. Já temos a nossa Padroeira. Isso é um desconforme com a economia e a teologia”, concluiu Kuhn, solicitando que o tema seja debatido junto aos padres e igrejas.

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