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10/11/17 - 02h26 - atualizada em 14/11/17 às 21h01

Marcelinho defende redução de subsídio e aumento de cadeiras legislativas

1º secretário sugeriu que subsídio seja reduzido a até um salário mínimo e voltou a defender aumento no número de vereadores na Câmara

Da Redação, com reportagem de Jussara Harmuch 

Marcelo Rodrigues está no seu quarto mandato como vereador
O 1º secretário da Mesa Diretora da Câmara de Irati, Marcelo Rodrigues (Marcelinho) (PP), defendeu a redução dos subsídios de vereadores, ao discursar na Tribuna, durante a Palavra Livre, na sessão ordinária de terça-feira (7). “Eu sou o primeiro a assinar a redução do subsídio, até para um salário mínimo e não para dois. Assino junto e dou parecer favorável”, disse.

O atual subsídio dos vereadores, aprovado em 2016, é de R$ 5.793,17; o presidente recebe R$ 7.531,12. O salário mínimo hoje corresponde a R$ 937 e a projeção, conforme a inflação, é a de que seja reajustado para R$ 969 a partir de janeiro de 2018.

Ainda que defenda a redução de subsídios para os vereadores, Rodrigues argumenta que os valores pagos atualmente custeiam as despesas geradas pelo cargo de agente público. “Quero ver quem é que vai ficar como estamos, andando diariamente, com nossos veículos, atrás das obras”, emendou.

Quando o atual valor dos subsídios entrou em discussão, em agosto de 2016, o ex-vereador Antonio Celso de Souza (PSD) defendeu que o valor era justo, tendo em vista que a Câmara de Irati é enxuta e não possui estrutura de gabinetes nem assessores parlamentares, nem fornece carro ou combustível aos vereadores e que os valores pagos serviriam, portanto, para manter o trabalho legislativo.

Além do subsídio, em caso de viagens de interesse do Legislativo, os vereadores recebem diárias de R$ 450 para deslocamentos e estadias dentro do Paraná e R$ 600 para deslocamentos e estadias fora do Estado, segundo a Portaria 25/2017, aprovada em maio. No entanto, não há verbas de gabinete ou de representação.

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Aumento no número de vereadores

Marcelo Rodrigues voltou a defender o aumento no número de vereadores na Câmara de Irati, que hoje possui dez cadeiras. “Sou também um proponente para aumentar as vagas de vereadores, de dez para 13, com um salário mínimo, para não ter ônus ao Município ou à Câmara. Toda a vida defendi o aumento no número de vereadores, porque vai ser a representação da sociedade”, comentou.

Em 2011, durante a legislatura 2009-2012, Rodrigues já tinha defendido o aumento no número de vereadores em Irati, que se manteve em dez. Na época, o argumento para defender o aumento no número de vereadores era o de que o Legislativo passasse a ter um número ímpar de representantes: 11, 13 ou até mesmo 15. O objetivo era mudar o cenário em que cabia ao presidente da Mesa Diretora desempatar as votações, com o “voto de Minerva”. A situação permaneceu igual. A população, inclusive, questionava a necessidade de haver um vereador a mais na Câmara, para evitar empates, tendo em vista que a maior parte das votações tinham resultados unânimes.

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