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12/10/17 - 22h39 - atualizada em 13/10/17 às 11h44

Mello critica pedido do SISMI para retirar projetos de equiparação salarial

Apesar da reação do Sindicato, projetos foram aprovados em segunda discussão por unanimidade e seguem para sanção do Executivo

Da Redação, com reportagem de Jussara Harmuch e assessoria 


O presidente da Câmara de Irati, Hélio de Mello (PMDB), criticou o ofício encaminhado pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Irati (SISMI), que solicitava a retirada dos projetos de lei 116, 117 e 118/2017, que equiparam salário de profissionais da área de Engenharia Civil, Agrônoma e Arquitetura, técnicos em Segurança do Trabalho, Técnico Agrícola e Técnico Florestal.

O presidente do sindicato, Elton Enio Filus, argumentou que há outras classes profissionais que também sofrem disparidades salariais
No pedido, o presidente do sindicato, Elton Enio Filus, argumentou que há outras classes profissionais que também sofrem disparidades salariais e justifica que o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e a arrecadação do ICMS vêm caindo, o que pode acarretar um déficit orçamentário.

O entendimento de Mello difere: “Fui consultado pelo prefeito na noite de ontem [segunda, 10] e eu achava que vinha um oficio de um órgão que representa o servidor público parabenizando essa ação e que enquadrasse aos demais”. O vereador ainda ilustrou com uma parábola: “Parece aquela história de João e Pedro, em que cada um ganha um carro do pai e, porque o carro do João foi batido, João não queria um carro novo, queria que amassasse o do Pedro”, comparou a situação.

Segundo o vereador José Bodnar (PV), ex-presidente do SISMI, informou que seriam cinco pessoas beneficiadas por essas leis e o custo mensal adicional é de R$ 6.800 ao mês. “É menos do que o valor de um secretário da Prefeitura”, disse.

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O presidente da Câmara disse que gostaria que os funcionários públicos associados ao Sindicato repensassem a atitude da pedida de retirada dos projetos. “Uma entidade que deveria defender aos demais, veio tentar retirar o pão de quem já estava ganhando um pouquinho a mais”, alfinetou.

Aprovados por unanimidade

Os projetos seriam para uma correção do edital de concurso. Alguns parlamentares falaram que outras distorções podem ser corrigidas futuramente, inclusive com pagamento retroativo.

Os três projetos de lei foram aprovados em segunda votação e seguem para sanção do Executivo:

-116/2017, que visa reformular a Lei 2412/2006 e demais alterações, a fim de proporcionar tratamento igualitário a todos, como é o caso dos profissionais da área de Engenharia Civil, Agrônoma e Arquitetura;

- 117/2017, visa reformular o Anexo III da Lei 1978/2003 e demais alterações para se corrigir uma disparidade existente entre os entes da fiscalização;

- 118/2017, visa reformular a Lei 2412/2006 e demais alterações, a fim de proporcionar tratamento igualitário entre os profissionais técnicos em Segurança do Trabalho, Técnico Agrícola e Técnico Florestal, para se corrigir uma disparidade existente entre estes cargos.

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