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31/12/17 - 09h12 - atualizada em 31/12/17 às 09h19

Para Rodrigo Solda, 2017 serviu para “colocar a casa em ordem”

Prefeito de Rio Azul comentou o desafio de seu primeiro ano de gestão

Da redação, com reportagem de Paulo Henrique Sava 

Em sua primeira investida na carreira política, o prefeito de Rio Azul, Rodrigo Solda, considera que o principal desafio do primeiro ano de gestão foi o de “colocar a casa em ordem”. A começar pela Saúde, setor que demandava a contratação de profissionais da área técnica, médico, farmacêutica e, ao mesmo tempo, o município estava com folha de pagamento acima do limite prudencial.

Na Educação, foram contratados 25 professores, em substituição aos contratados no regime PSS (processo seletivo simplificado). Para a Saúde, houve reposição do quadro de dentistas, médicos e de uma farmacêutica. O município enfrentava o problema de falta dessa profissional, encarregada de diversos relatórios para a Regional de Saúde, para o Estado e até mesmo para o Governo Federal, quanto à distribuição de medicamentos de uso contínuo, por exemplo.

“O dilema que hoje vivemos como gestores públicos é a questão da informação, dos fatos reais, isso que é o mais difícil para gerirmos um município pequeno, do porte de Rio Azul, que demanda de transferências. A questão do tratamento contínuo, da medicação especializada, que não é o município que fornece, mas [distribui através de] um convênio com o Estado, com o Governo Federal, para que seja disponibilizado esse tratamento para o povo. Geralmente quem mais precisa são as pessoas de mais idade”, argumenta Solda.

De acordo com o prefeito, o município não dispunha de recursos, mas mesmo assim, no início do ano, o ex-secretário de Saúde, Fábio Vinícius Polli, reestruturou a Farmácia Municipal. “Na parte de estrutura básica de medicamentos, nunca deixamos de fazer nossa parte. O maior problema estava nesse repasse de informações ao Governo do Estado. Foi meu primeiro desafio na Saúde”, pondera Solda.

O segundo desafio, para o segundo semestre do primeiro ano de mandato, dizia respeito à frota de transporte da Saúde, composta de veículos de alta quilometragem, com mais de 500 mil quilômetros rodados – de 800 a 1000 viagens feitas de Rio Azul a Curitiba. “Fui atrás de bons veículos e agora consegui, antes de acabar o ano, adquirir uma ambulância nova e um micro-ônibus com muito preparo e qualidade para transportar os pacientes. Infelizmente, o que o município hoje mais faz pela Saúde é transportar seus cidadãos, seu povo, para ser tratados em grandes centros, como Irati, Ponta Grossa e Curitiba”, afirma.

Ouça no fim desta matéria um resumo da entrevista concedida pelo prefeito de Rio Azul, Rodrigo Solda

Rodrigo Solda diz que 1º ano de sua administração foi para "colocar a casa em ordem"

Pavimentação no Cristo Rei

Duas emendas conseguidas pela gestão anterior, em 2014 e em 2016, garantiram a pavimentação do bairro Cristo Rei. O prefeito Rodrigo Solda pontua que, apesar de abrangerem o mesmo bairro, são dois projetos com formatações diferentes. “Uma parte do trajeto foi feita com uma formatação pelo engenheiro; a segunda tem outra. Nas duas, não existia contrapartida, ou era uma coisa mínima. Era [recurso do] Governo Federal, através de emendas de um senador e de um deputado que foi conseguido. Porém, para eu liberar, nessa obra tive que colocar contrapartida. Tive que fazer sobrar dinheiro na Prefeitura – foram R$ 115 mil – para aí poder dar continuidade à obra. Por isso que demorou”, justifica.

Solda pontua, ainda, que neste ano trabalhou com o orçamento definido pela gestão anterior e que não havia esse recurso de R$ 115 mil de contrapartida previsto no orçamento. “Foi executada metade da obra. Agora, liberei mais uma parte. Visitei o deputado que fez a emenda, o deputado João Arruda, que tem um assessor que mora em Rio Azul. Fui sete vezes a Curitiba para falar com ele e não o encontrei. Conversei com ele e não me importei de ser de oposição, pois é benefício para o povo”, diz.

A previsão é de que a obra seja concluída em até seis meses. Cerca de 25% do dinheiro da obra já está na conta do município. “Espero só os demais repasses do Governo Federal. Da parte da Prefeitura, estamos preparados para executar essa obra o quanto antes”, afirma.

Quanto às estradas rurais, ainda que considere que não estejam boas o suficiente, Solda acredita que a situação deve melhorar tão logo sejam liberadas duas novas motoniveladoras (patrolas). “Sabemos que todos os nossos municípios da região, via de regra, devem cuidar das estradas do interior. Mas como cuidar das estradas do interior? Não podemos pavimentar estrada do interior com recursos próprios. É muito caro, não temos condições. Agora, em parceria com o presidente da Câmara, vamos adquirir um rolo compactador porque, com o passar do tempo, além de aumentar a quantidade de veículos, aumentou a quantidade de cargas pesadas; passam caminhões com sobrepeso e a durabilidade das estradas diminui”, analisa.

Retomada de eventos

Por limitações em recursos, no primeiro ano de gestão, o prefeito de Rio Azul optou por não realizar a Fest In Rio, evento já tradicional do verão rio-azulense. Dentro da política de retomada de eventos culturais e festivos, a exemplo da Festa da Padroeira, realizada no Parque da Pedreira, e das festividades de Natal e Ano Novo. Em 2018, a Fest In Rio ocorre nos dias 2, 3 e 4 de fevereiro.

“Procuramos trazer algo que fosse possível, que não fosse um esbanjamento e que, ao mesmo tempo tivesse uma plataforma de eventos, de shows, de atrações, que correspondesse à expectativa do povo. Fizemos algo que foi bem mensurado para não custar ao município. Licitei a festa e vieram empresas interessadas em executá-la. Terceirizei a organização, mas não toda a festa”, afirma.

“Ao mesmo tempo, conseguimos melhorar os atrativos da Festa da Virada, que acontece dia 31 de dezembro, que também virão shows diferenciados: uma dupla sertaneja e uma banda show. E deve melhorar aos poucos. Minha ideia é a de que a cada ano possamos dar um passo à frente, com os pés firmes”, acrescenta Solda.

Operação Castor

Em novembro, o prefeito Rodrigo Solda viu seu nome e o de sua família envolvido na denúncia de extração ilegal de madeira da propriedade pertencente ao ex-diretor da Assembleia Legislativa, Abib Miguel. A propriedade, que está sob sequestro judicial, não poderia fazer a extração e o beneficiamento da madeira. Abib Miguel é acusado de ter desviado R$ 216 milhões da ALEP entre 1997 e 2010.

“Estou esperando eles [o Ministério Público] me procurar. Não me fizeram nada. Vieram lá [o GAECO], fizeram uma confusão entre nomes, entre empresas, entre terrenos e até agora estou esperando uma explicação deles para terem me envolvido nesse enredo todo. Eu sou responsável pelas minhas atitudes. Meu pai é responsável pelas atitudes dele; mas mesmo assim, nos colocaram juntos e quiseram nos envolver em outras histórias. O que eu fiz a minha vida toda, eu tenho como justificar. Temos orgulho do que fizemos em Rio Azul, de todo o trabalho, de toda a história que temos lá”, conclui.


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