Cinema / Entretenimento

21/02/19 - 16h39 - atualizada em 21/02/19 às 16h59

Iratiense participa de produção de filme brasileiro

Filme “Franco no Trem do Medo”, protagonizado pelo ator Jackson Antunes, tem previsão de lançamento em 2019. Pedro Henrique Wasilewski participou com imagens aéreas

Paulo Henrique Sava 

Na foto, Pedro Henrique (direita) aparece ao lado de um dos atores do filme

O jornalista iratiense Pedro Henrique Wasilewski está participando da produção do filme “Franco no Trem do Medo”, protagonizado pelo ator Jackson Antunes, um dos nomes mais conhecidos do cinema brasileiro. O filme tem previsão de lançamento para 2019 e tem a direção de Salete Machado.

Curitiba, Morretes e Antonina foram as locações escolhidas para a produção do filme. Pedro Henrique é o responsável pelo registro das imagens aéreas e integra a equipe de fotografia da produção.

A produtora Tigre Filmes é a responsável pelas gravações, juntamente com a Cine Central Filmes. Pedro Henrique conta que recebeu o convite da própria diretora para participar da trama policial. Ele comenta que foi a 1ª vez que a produtora decidiu utilizar imagens aéreas em suas filmagens. “Foi uma oportunidade muito grande para levar o nome de Irati a nível nacional”, comentou. 

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Entre as cenas gravadas pelo drone, foram registradas corridas de automóvel, lutas, perseguição de lancha na baía de Antonina, luta dentro do trem que sai de Curitiba em direção a Morretes pela Serra do Mar e imagens de carros descendo pela Estrada da Graciosa. “Foi tudo para deixar este filme com a emoção das imagens aéreas”, frisou.

Momento em que o drone é colocado em ação

Wasilewski atribui a oportunidade à sua paixão pelo cinema, que vem de família. “Há muitos anos eu venho trabalhando com isto e cultivando esta paixão”, conta o jornalista, que fazia especialização na Faculdade de Artes de Curitiba quando recebeu o convite para participar do filme.

“Ela (diretora) viu o meu portfólio, a minha vontade e como eu escrevia, as minhas ideias de gravações criativas. Surgiu esta oportunidade única, que eu agarrei. Ela me convidou e me deixou livre para gravar. Tivemos reuniões com ela explicando como queria o filme e me deixou com esta liberdade porque ela confiou em mim”, comentou.

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O jornalista utilizou toda a sua experiência com cinema para o trabalho na produção. “Não é do dia para a noite que aparece, são anos trabalhando com isto, e agora surgiu esta oportunidade e eu pude integrar uma equipe de 40 pessoas”, pontuou.

O jornalista teve a oportunidade de vivenciar a adrenalina das gravações de cenas de ação e os bastidores de uma produção cinematográfica. “Quando eu cheguei na equipe e viu como tudo funcionava de verdade, eu pensei ‘nossa, eu consigo fazer isto, e estou fazendo o certo mesmo’. Foi uma emoção, fiquei com os olhos abertos e participei de toda a gravação”, pontuou. Esta foi a primeira vez que Pedro Henrique integrou uma equipe grande de produção de cinema. 

As gravações foram feitas todas em ambiente externo por ser uma trama de ação. O ator Talício Cirino também participou das filmagens. 

O jornalista mostra seu trabalho durante as filmagens

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Documentário sobre Primo Araújo

O principal trabalho de Pedro Henrique é a produção de um documentário sobre o pintor Primo Araújo, que ainda vai demorar para ficar pronto, uma vez que o jornalista está fazendo o trabalho todo contando apenas com o apoio do historiador José Maria Gracia Araújo, filho do artista. O documentário faz parte de sua tese de mestrado.

 “Ele vem trabalhando comigo e faz parte de tudo isto. Tem algumas entrevistas com ele, algumas imagens da cidade, muitas coisas que já captei. É um documentário independente que eu comecei em 2016; em 2017, fiz mais algumas entrevistas; em 2018 fiz alguns takes, e vai sair. Como eu sou uma pessoa só, fica complicado, mas vai sair sem custo nenhum para a sociedade de Irati”, comentou.

O jornalista lamenta o fato de não ter nenhum incentivo cultural por parte dos poderes constituídos de Irati para a sua produção. Ele está custeando o trabalho do próprio bolso. “Eu sinto que preciso deixar isto para as gerações futuras, esta história não pode se perder, e eu sempre estou atento às questões culturais porque é o que eu amo e gosto de fazer. Isto vai ser lançado para a sociedade iratiense porque, se não fizermos isto, as coisas somem e viram cinzas e nunca poderemos saber quem foi Primo Araújo, João Wasilewski ou o que foi o Cine Theatro Central de Irati”, finalizou.

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