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15/08/19 - 16h38 - atualizada em 16/08/19 às 19h01

4ª Regional alerta para vacinação contra o sarampo

Caso registrado no Paraná acendeu sinal de alerta para a doença

Paulo Henrique Sava, com informações do Ministério da Saúde e do Jornal O Globo

Enfermeiras Cleuzimara Tumacz e Emanuele Mattos falaram sobre os sintomas da doença e sobre a vacinação na região

Depois de 20 anos, a Secretaria de Estado da Saúde (SESA) confirmou o registro de um caso de sarampo no Paraná. A paciente é moradora de Campina Grande do Sul, na região metropolitana de Curitiba, e deverá permanecer isolada de outras pessoas por 21 dias para evitar a transmissão do vírus. Outros dois casos suspeitos estão sendo investigados, porém a Secretaria não divulgou os municípios onde residem estes pacientes.

O retorno da doença despertou a atenção da população paranaense e dos profissionais de saúde para a importância da vacinação. Sobre o assunto, as enfermeiras da 4ª Regional de Saúde de Irati, Cleuzimara Tumasz e Emanuele Mattos, alertam que a grande circulação de pessoas traz um risco ainda maior para a transmissão do sarampo, uma vez que o vírus pode ser contraído pelas vias aéreas.

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Em toda a área da 4ª Regional, são aplicadas mensalmente 730 doses da vacina tríplice viral. Porém, como forma de prevenir uma possível falta de vacinas, foi solicitado um reforço de estoque. “Já fazemos esta previsão com antecedência para evitar que falte vacina nas unidades de saúde”, comentou Emanuele.

Todas as unidades de saúde que têm sala de vacinação receberam frascos com uma ou 10 doses da vacina. Alguns postos trabalharão com agendamentos de vacinação, uma vez que as embalagens com 10 doses, quando abertas, têm validade de apenas oito horas. “Algumas unidades farão agendamento uma ou duas vezes por semana para abrir estes frascos em dias específicos. É importante que a pessoa ligue para a Unidade de Saúde para se informar sobre o dia em que a vacina estará disponível, porque nem todas terão a dose individual disponível para a hora em que a pessoa chegar”, reforçou Emanuele.

Quem pode se vacinar?

O Ministério da Saúde estabelece que crianças a partir de 01 ano de idade devem ser vacinadas. Até os 29 anos, as pessoas devem tomar duas doses da vacina; pessoas com idade entre 30 e 49 anos que não tenham a imunização comprovada devem tomar uma dose da vacina Tríplice Viral, que protege também contra a caxumba e a rubéola. O paciente deve comparecer a uma unidade de saúde com a carteirinha de vacinação para verificar se as vacinas estão em dia. Quem já teve a doença não precisa se vacinar.

Crianças de 06 a 11 meses que forem viajar para locais onde há surto de sarampo (como alguns municípios dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Pará) devem tomar uma dose da vacina tríplice viral, porém ela não entra no calendário normal de vacinação do bebê porque ele ainda não tem imunidade suficiente para receber a dose. Adultos viajantes para estes locais também devem se vacinar, independentemente de já terem sido imunizados.

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Principais sintomas

Os principais sintomas são febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e exantema (manchas avermelhadas na pele). No entanto, podem existir complicações da doença em crianças e pessoas imunodeprimidas (que tenham a imunidade fraca), como a meningite e a encefalite (que pode causar retardo de crescimento). As crianças podem sofrer com crises respiratórias, cegueira e até chegar a óbito. Casos em que a pessoa apresente suspeita de sarampo devem ser rapidamente notificados à Vigilância Epidemiológica do município, para que as ações de isolamento do paciente e tratamento dos sintomas sejam feitas imediatamente.

Equipe da 4ª Regional de Saúde se reuniu para alertar a população sobre a importância da vacinação contra o sarampo

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