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24/12/14 - 12h57 - atualizada em 24/12/14 às 13h18

Ala de Cuidados Continuados está em funcionamento há um mês em Rebouças

Secretaria de Estado da Saúde inaugurou na semana passada o primeiro hospital especializado em condições crônicas
Da Redação, com reportagem de Sidnei Jorge e AEN

Prefeito Claudemir ao lado do secretário Michele e do chefe da 4ª regional de Saúde, João Almeida Junior, durante a cerimônia de inauguração da ala de Cuidados Continuados
A primeira unidade especializada em cuidados continuados integrados no Paraná, no Hospital Darcy Vargas, de Rebouças, foi oficialmente inaugurada na semana passada pelo secretário estadual de Saúde, Michele Caputo Neto. O serviço faz parte de um projeto-piloto do Governo Estadual para ampliar a oferta de serviços no atendimento a pacientes em condições crônicas e que demandam reabilitação. É a quarta unidade de cuidados continuados integrados em todo o Brasil e a pioneira no Sul do país.

O prefeito de Rebouças, Claudemir Herthel (PSDB), ressaltou que a nova ala de cuidados continuados resolve um problema de décadas, observado em todas as regiões do país, que é a manutenção de pequenos hospitais. No caso do Hospital Darcy Vargas, a falta de recursos financeiros gerava ociosidade na ocupação dos leitos, pois apenas em torno de 20 a 30% deles eram utilizados. O município repassa, mensalmente, R$ 100 mil à entidade, para a manutenção do espaço físico, salientou o prefeito.

Para Claudemir, a nova ala de cuidados continuados vem atender à demanda de políticas públicas voltadas à terceira idade, uma vez que, estatisticamente, a expectativa de vida está aumentando e a população vem envelhecendo.

Michele destacou que mais do que equipar e estruturar os hospitais, a capacitação dos profissionais de saúde para prestar essa modalidade de atendimento é o que faz a diferença.

Doentes crônicos serão atendindos na nova ala do hospital Darcy Vargas, em Rebouças
“Essa política de criar e estruturar a rede de cuidados continuados integrados é a saída para uma equação que o resultado era sempre ruim: são mais leitos, mais médicos, mais enfermeiros, mais estrutura e mais equipamentos. Com uma estratégia como essa, com pouca necessidade de equipamento e muito mais clínica médica, fisioterapia e cuidados de enfermagem, onde fomos conhecer experiências como essa, era bastante visível, não só porque nossa população está envelhecendo, mas porque no nosso país, acidentes de trânsito e violência ainda têm caráter epidêmico”, explanou o secretário, a respeito da necessidade de se criar o programa.

“As pessoas precisam ter dignidade, inclusive para morrer; elas não podem morrer em cima de uma cama fria de hospital, por mais que os cuidados técnicos tenham sido garantidos, não é lá o local adequado para que essas pessoas morram. Em muitas patologias e em muitas situações, é preciso ter uma retaguarda importante, como esse hospital já começa a ser”, complementou.

O secretário também anunciou que o governo estadual vai cobrir o restante do valor do chamado Teto MAC (serviços de média de alta complexidade), que o governo federal afirmou na semana passada que vai reduzir a 70% do que é atualmente repassado aos estados. “Mesmo com as dificuldades que temos, não poderíamos permitir que no Paraná aconteça o que já ocorre em outros lugares se não mudarem as condições de financiamento [em saúde] do país”, destacou.
O secretário avalia que, antes de se investir em inovações tecnológicas em saúde, é necessário inovar também nas práticas. “O cuidar precisa fazer parte dos tratamentos. E o cuidar é parte essencial dessa estratégia.

Transporte em saúde

Durante a inauguração da unidade de Cuidados Continuados, Michele ainda anunciou o repasse de R$ 120 mil, a fundo perdido, a partir de uma verba do orçamento 2014, ao município de Rebouças para a aquisição de um novo veículo para reforçar o transporte de pacientes. O secretário também antecipou a informação de que, em 2015, tanto Rebouças quanto Rio Azul irão receber uma ambulância nova cada um.

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