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19/06/19 - 21h09 - atualizada em 19/06/19 às 21h19

AMEG convoca assembleia para aprovar novo Estatuto

Associação de Moradores de Engenheiro Gutierrez (AMEG) vai apresentar seu novo Estatuto Social em assembleia geral no dia 26 de julho

Edilson Kernicki, com reportagem de Rodrigo Zub e Paulo Henrique Sava 

Irmãos Joelma e Jeferson Fedalto comandam a Associação de Moradores de Engenheiro Gutierrez (AMEG)

A diretoria da Associação de Moradores de Engenheiro Gutierrez (AMEG) está convocando os moradores do bairro para que participem da Assembleia Geral, que será realizada no dia 26 de julho, para a aprovação do Novo Estatuto Social da entidade. O documento foi atualizado, pela atual diretoria, que assumiu a gestão há pouco mais de dez meses

Nesse período, além de atualizar a documentação, a presidente Joelma Fedalto e o vice, Jeferson Fedalto, criaram uma página no Facebook e grupos no WhatsApp, a fim de estreitar a relação com a comunidade e agilizar a comunicação. 

“Fizemos a instituição de equipes de apoio para auxiliar nos trabalhos da Associação. Várias equipes, como a da Capela Mortuária, de Comunicação, de Projetos Sociais, Ambientais, Apoio Jurídico, entre outros. Sozinha, a diretoria não consegue fazer tudo. Somos 12 integrantes, mas é muito trabalho que temos”, conta Joelma. 

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A AMEG também tem organizado estudos e projetos visando a melhorias na Capela Mortuária. “Temos a capela no bairro, mas algumas adequações precisam ser feitas. Estamos com voluntários da comunidade para fazer esse projeto”, acrescenta.

Desde que assumiram a gestão, em julho de 2018, a atual diretoria da Associação de Moradores de Engenheiro Gutierrez iniciou o trabalho de cadastramento dos associados. Ao longo de seis meses, foi feito o cadastro de cada família que reside no bairro. “Levamos a Associação até as famílias. Hoje, temos cadastradas 475 famílias no bairro, de um total de 1.732 moradores. Dessas famílias, 75% [360 famílias] são contribuintes voluntárias. Elas pagam uma contribuição voluntária mínima, de R$ 5 mensais por família, para manter a Associação, os projetos sociais e a manutenção da Capela Mortuária”, explica Joelma. 

O cadastro do perfil das famílias do bairro permitiu à Associação mapear a realidade socioeconômica e elaborar projetos específicos, direcionados a cada faixa etária. 

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Por indicação do vereador José Bodnar (Zequinha), a AMEG obteve o título de Utilidade Pública Municipal. A Associação deve ter o apoio do vereador, agora, na tentativa de obter também a classificação como Utilidade Pública Estadual. “Esse título é muito importante porque o Poder Público reconhece que a entidade presta serviços relevantes à comunidade. A Associação cumpre seu papel social para o bem comum, sem fins lucrativos. Podemos, com isso, nos inscrever em editais para ter acesso a recursos públicos – nesse momento, recursos municipais. Se nós tivermos o título estadual, podemos nos inscrever para trazer recursos estaduais, que vêm diretamente para a Associação”, observa a presidente. 

Estatuto e regimento interno 

A atual diretoria atualizou o Estatuto e o Regimento Interno, que normatiza as ações das equipes de apoio e todas as atividades e projetos da Associação. Joelma frisa que a entidade já possuía um Estatuto Social aprovado, mas que sua última versão era de 2006. 

“Estamos com um novo Estatuto Social, totalmente voltado à legislação vigente. Para aprovar esse Estatuto Social, faremos uma Assembleia Geral no dia 26 de julho, no Pavilhão da Igreja Cristo Rei, em primeira chamada às 18h30 e em segunda chamada às 19h”, convida. 

Entre as principais atualizações do novo Estatuto estão as atribuições da Associação, sua finalidade, os direitos e deveres do associado e a regulamentação para eleição de nova diretoria. 

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Projetos 

A AMEG está desenvolvendo alguns dos projetos que foram aprovados na última assembleia, realizada em dezembro. Um deles prevê o resgate histórico e cultural do bairro, com informações, documentos, relatos orais, objetos e fotos a respeito de sua formação e desenvolvimento. O objetivo é criar um museu e recriar, em escala menor, a estação ferroviária que havia no bairro e que, durante muito tempo, serviu para o transporte de passageiros e cargas. “O bairro começou ao redor da linha férrea”, comenta o vice-presidente Jeferson Fedalto. 

Outra luta da AMEG envolve a busca por um local para construir sede própria. Conforme Jeferson, a busca de reconhecimento com o título de Utilidade Pública Estadual deve, inclusive, contribuir para a obtenção de recursos para essa finalidade. “Hoje, usamos bastante o espaço da igreja, com os cursos e reuniões e também o espaço do Centro Comunitário do bairro, até mesmo para reuniões da diretoria. A ideia é tentarmos recursos estaduais ou, até mesmo, mais tarde, federais para esse fim”, diz. 

Outro projeto, ainda em formatação e em busca de voluntários para sua execução, foi denominado “AMEGuinhos do bairro” – usando a sigla da própria associação para fazer um jogo de palavras. A ideia é que haja uma atuação similar à de um grupo de escoteiros, a fim de trabalhar com crianças e adolescentes questões relacionadas à cidadania, educação ambiental, valores e princípios – amizade, respeito, comprometimento – e motivar essa faixa etária do bairro, explica Jeferson. 

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O projeto “Arte em Movimento”, que envolve a população idosa do bairro continua. O bairro de Engenheiro Gutierrez tem entre 220 e 230 moradores nessa faixa etária. O projeto ocorre quinzenalmente, às terças-feiras, das 14h às 16h, no Pavilhão da Igreja Cristo Rei. Na terça passada (18), foi realizada uma festa junina especialmente voltada a esse grupo etário. Para as mulheres do bairro, vão começar as aulas de Zumba, às segundas e quartas, das 18h30 às 19h30. 

Cursos 

Parcerias da Associação com o CRAS, o Provopar e a Assistência Social têm oportunizado a realização de uma variedade de cursos voltados à comunidade de Engenheiro Gutierrez. “Tudo o que conseguimos para a comunidade é muito importante. Já fizemos cursos de culinária, de ervas medicinais – com professores voluntários da comunidade. Esse ano estamos com um curso aberto, em parceria com o Provopar, de confecção de bolsas jeans. É a arte da transformação de uma calça jeans em lindas bolsas. Esse curso será ofertado em sete aulas, às quartas-feiras, e inicia agora no dia 26 de junho. As inscrições estão abertas e quem tem interesse pode fazer no Posto de Saúde”, convida Joelma. O curso é gratuito e ocorrerá no Centro Comunitário. 


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