Irati e Região / Notícias

05/10/11 - 09h33 - atualizada em 08/10/11 às 10h17

Aparelho de litotripsia, que quebra pedras nos rins, não atende rede pública por falta de credenciamento no SUS

Apesar de estar em funcionamento há um ano e meio em Irati, aparelho que realiza tratamento de litotripsia não atende à demanda de pacientes da rede pública por falta de credenciamento no SUS; o vereador Sidão alertou para o problema, na sessão da Câmara desta semana
Da Redação, com Marli Traple


Estima-se que 12 % da população podem vir a sofrer por problemas de pedras nos rins. Deste porcentual, entre 60 a 80% dos casos podem ser tratamos sem a necessidade de cirurgia invasiva (cirurgia tradicional aberta).

Imagem de ilustração
O aparelho de litotripsia extracorpórea é usado para tratamento de cálculos renais e biliares, em menor escala. Ondas de choque penetram através dos tecidos e atingem o cálculo, fragmentando-o, sem a necessidade de incisões cirúrgicas. Para localização dos cálculos, aparelhos de ecografia ou e/ou radioscopia vêm acoplados à máquina.

A necessidade de oferecer este tipo de serviço em Irati foi levantada pelo vereador Sidnei Jorge - Sidão (que deixou o PSDB para filiar-se ao PSD) durante o uso da palavra livre na Tribuna da Câmara, esta semana.


Poucas pessoas compareceram na sessão da Câmara desta semana
Sidão situou os vereadores e a plateia [que desta vez compareceu em menor número] a respeito dos investimentos realizados pela Clinica Renal Iraty [empresa privada que hoje realiza tratamentos de hemodiálise e outros ligados a função renal] para aquisição de uma aparelho de litotripsia que está em funcionamento há um ano e meio, porém, os serviços são oferecidos apenas para pacientes particulares porque a clínica não obteve ainda o credenciamento pelo Sistema Único de Saúde – SUS, e a demanda originária da rede pública é encaminhada para outros locais em cidades próximas que já possuem o credenciamento.

O valor de um aparelho de Litotripsia depende da marca e das especificações. Em média, custa R$ 200 mil.

Diferente de outros procedimentos que o SUS remunera muito mal, para cada sessão do aparelho são repassados cerca de R$ 600,0 e também são pagas, no mesmo valor, as reaplicações, quando necessário.

Nem todas as clínicas são autorizadas a atender pacientes de outras cidades e para o credenciamento, é levado em conta a proximidade com outros locais que já dispõe do serviço.



“O mais difícil foi comprado, que são os equipamentos, mas estão parados aguardando este credenciamento, e aproximadamente 30 pacientes estão sendo encaminhados para este tratamento para Ponta Grossa ou outros centros, sendo que temos a máquina aqui parada, somente atendendo os particulares”- disse Sidão destacando que os motivos do não credenciamento são a burocracia ou outros interesses desconhecidos da parte dele.


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