Irati e Região / Notícias

11/11/11 - 08h34 - atualizada em 11/11/11 às 11h47

"Caveirão" deve servir apenas para deslocamentos curtos, aponta atleta

Segundo a atleta do time de voleibol que estava no ônibus que quebrou no último fim de semana, o veículo que é usado pela secretaria de Esportes pode continuar servindo, mas apenas para deslocamentos dentro da região, no caso de trajetos longos, uma alternativa deveria ser buscada
Jussara Harmuch Bendhack


Preocupada com a atuação das equipes que representam Irati em competições fora e, principalmente, imbuída em garantir segurança no transporte dos atletas, Marilda Tucholski Marochi que atua no time Master de Voleibol recomenda que o ônibus que pertence à secretaria de Esportes, seja destinado apenas para viagens mais curtas. Para trajetos mais longos, a solução apontada por ela seria fretar ou adquirir um veículo mais novo.

Marilda (direita) esteve participando da edição do Meio Dia em Notícias, ao lado do vereador Vilson Menon
A atleta esteve no programa Meio Dia em Notícias de ontem (11) para dar a sua versão dos fatos que aconteceram no último final de semana, quando três equipes da Liga Adulta de Volei que se dirigiam para uma competição em Ibiporã, se atrasaram por 5 horas porque o ônibus quebrou logo na saída de Irati.

O que mais incomodou o grupo foi o atraso. A equipe chegou só meia hora antes do jogo e teve que imediatamente entrar em quadra, sem ter tempo de tomar o café da manhã. Os bancos não reclinam e como a viagem acabou se estendendo pela madrugada, o desconforto foi grande. “No caso de viagens curtas não tem problema, mas neste caso, são 350 km. Todos nós competimos porque amamos o esporte, mas o desconforto do ônibus durante todas estas horas acaba interferindo no desempenho, não tem jeito”, conta a atleta especificando que a ajuda de custo da prefeitura é somente com o transporte, os próprios atletas adquirem uniformes e pagam as despesas com alimentação, mas, segundo ela, este fato tem importância menor diante da segurança porque os times adultos, em geral, têm condições financeiras de arcar com estes custos menores.

O “Caveirão”, nome como é chamado o ônibus, já serviu muito e pode continuar servindo, mas é preciso atentar para a segurança e bem estar, alerta Marilda Tucholski Marochi. “A aparência não importa, mas é preciso que tenha segurança e um mínimo de conforto”.

Na conversa durante o programa Marilda falou que não sabe da disponibilidade da prefeitura e compreende que existem vários outros problemas como, por exemplo, a urgência da troca do ônibus que transporta pacientes que fazem tratamento de saúde em Curitiba. Mas a atleta explica que é preciso separar as coisas. “Eu estou falando agora pelo esporte, é isso que eu estou defendendo neste momento. Acho bom que a secretaria tenha um ônibus próprio e agradeço o secretário, ele foi pronto [na solução do incidente]. Mas também não tem porque pedir desculpas”, disse, se referindo ao fato de que é importante expor a situação para que os avanços ocorram.

Também participou do programa da Najuá neste mesmo dia o vereador Vilson Menon que, na sessão da Câmara desta semana, expôs a situação do veículo na Tribuna Livre. “O meu pronunciamento tomou uma proporção que eu não imaginava, mas veio a calhar. Não me referi especificamente a este ônibus [do esporte]. Além deste incidente relatado pela equipe de vôlei tivemos outros dois em que as pessoas que estavam sendo transportadas não chegaram ao seu destino. Falo de uma viagem do grupo de Capoeira para São Mateus e de um grupo de senhoras para Ponta Grossa. O problema precisa ser discutido para tentar encontrar a solução”, esclarece.

Garantia de segurança

O motorista que conduzia o ônibus da prefeitura no dia do incidente, Sr. Sebastião, participou por telefone para também explicar os fatos. “O que quebrou foi o garfo da embreagem e não dá para fazer uma prevenção para evitar esta quebra. A estrada [trajeto de Irati a Imbituva] está péssima, mas não foi devido a um buraco, o fato foi isolado, no que tripidou eu parei”. Sebastião que tem 30 anos de experiência como motorista já fez várias viagens longas com o veículo e garantiu que o ônibus, ano 1977, cujo motor foi refeito uma vez e hoje marca 52 mil km, está em boas condições mecânicas e pode ser utilizado em qualquer tipo de viagem. “A manutenção é feita periodicamente e verificado o funcionamento do motor, pneus, suspensão, buchas e freios. A cada viagem eu passo na oficina e fazemos uma revisão para que na próxima viagem o ônibus tenha segurança. Foi feito o motor faz dois anos e está com 52 mil km, então ele está dentro do limite”. O motorista também usou o espaço para tranquilizar os pais dos atletas. “Os pais podem ficar tranquilos que o ônibus oferece condições seguras para o transporte, sem correr risco”.

Preocupação dos pais

Quanto à preocupação dos pais, assunto levantado também pelo professor que acompanha os times de vôlei, Paulo Machinski, temeroso que, depois das reportagens que evidenciaram o incidente, os pais poderiam não permitir que os filhos viagem para novas competições, Menon apontou uma solução simples: “Os pais podem ser chamados para ver o ônibus”.


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