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12/09/19 - 10h48 - atualizada em 12/09/19 às 19h58

Chapa “Dialogar, Construir e Agir” revela propostas e prioridades para o Campus Irati

Chapa é formada pela candidata a diretora Andrea Nogueira Dias e a vice Adriana Queiroz Silva. Eleições para a Reitoria da Unicentro e para a Diretoria dos Campi ocorrem no dia 19 de setembro

Da Redação, com reportagem de Paulo Henrique Sava 

Da esquerda para a direita: Fábio Hernandez (candidato a reitor), Andrea Nogueira Dias (diretora do campus Irati), Adriana Queiroz Silva (vice-diretora) e Ademir Fanfa Ribas (vice-reitor)

Num bate-papo com a reportagem da Najuá, a candidata à Diretoria do Campus Irati da Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná (Unicentro), Andrea Nogueira Dias, e sua candidata a vice, Adriana Queiroz Silva, revelaram suas propostas e prioridades da chapa “Dialogar, Construir e Agir” para os próximos quatro anos. 

Perfil dos candidatos 

Andrea é professora do Departamento de Engenharia Florestal e do Programa de Pós-Graduação (PPG) em Ciências Florestais da Unicentro. A candidata é formada em Engenharia Florestal pela Universidade Federal de Viçosa/MG (1997); mestre pela mesma universidade (2000) e doutora também pela UFV (2005). 

Sua candidata a vice-diretora é a professora Adriana Queiroz Silva, do Departamento de Administração. Ela é graduada em Administração pelo Instituto de Ciências Sociais do Paraná – ICSPR (1996); com especialização em Marketing pela Unicentro (2004); mestrado em Engenharia da Produção, pela UTFPR (2007) e doutorado em Administração pela Universidade Positivo (2017). Hoje, comanda a Incubadora de Negócios de Irati (Ineti). 

As eleições para a Reitoria da Unicentro e para a Diretoria de cada um dos Campi ocorrem no dia 19 de setembro. Nos campi de Irati, Santa Cruz e Cedeteg, a votação será das 9 às 22h. Nos Campi Avançados de Chopinzinho, Coronel Vivida, Laranjeiras do Sul, Pitanga e Prudentópolis e nos Polos de Educação a Distância (EaD), as eleições serão das 18 às 22h.  

Ouça no fim do texto a entrevista completa

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Najuá: Quais são as principais demandas do campus Irati, por prioridade? 

Andrea: Temos visitado, no Campus Irati, agentes, professores, alunos e ouvido muitas demandas. Podemos classificar como prioridade a questão da estrutura e ampliação dos cursos. Precisamos nos preocupar com o aumento e melhoria dessas estruturas. Para isso, precisaremos muito desse alinhamento com a Reitoria, para que possamos avançar nesse sentido. Também, em relação à assistência estudantil, à saúde mental, à moradia para os alunos. Todas essas demandas são muito importantes para o Campus. 

Temos conversado com a comunidade, de forma geral, e, além disso, também podemos considerar como uma demanda do Campus a aproximação da comunidade, que nesse momento tem sido muito importante. 

Najuá: Como ficará a prestação de serviços gratuitos para a sociedade diante de contingenciamentos? 

Andrea: É muito importante salientar esse contingenciamento que estamos sofrendo por parte do governo. Precisamos melhorar a gestão. O que podemos garantir é que iremos manter todos os serviços que já vêm sendo feito e buscar parcerias e possibilidades para que possamos ampliar e assistir um maior número de pessoas com a prestação de serviços gratuitos da Unicentro no Campus Irati. 

Najuá: De que forma a universidade pode se envolver mais com a comunidade além da prestação de serviços? 

Adriana: Temos que participar mais das ações de vários atores da nossa comunidade. Estamos em Irati, que é uma cidade polo que envolve vários municípios da Amcespar, da região Centro-Sul, que reúne em torno de 220 mil habitantes. A Unicentro acaba pegando uma grande comunidade, uma grande população. Podemos desenvolver parcerias com vários atores da comunidade; podemos ter parcerias com instituições de ensino, com instituições públicas, órgãos governamentais, empresariado com fins lucrativos, organizações sem fins lucrativos. Temos que ver que todos esses agentes querem um melhor desenvolvimento para nossa região. Quando a Unicentro começa a participar desses grupos, com objetivos em comum, começamos a aparecer mais e ter uma ação mais concreta junto à comunidade. 

Najuá: Qual é seu posicionamento em relação ao Centro Cultural Denise Stoklos? 

Adriana: O que acontece hoje é que existe um termo de doação da Prefeitura para a Unicentro e estamos aguardando recursos do governo para que essa obra seja finalizada. Sabemos que a arte e a cultura são essenciais para uma comunidade. Faremos esforços de negociação com o governo para que tenhamos recursos para poder finalizar essa obra, que vai ser muito importante para a nossa região Centro-Sul.  

Najuá: Hoje se questiona os altos salários nas universidades, salários acima do teto, mas todo ano existem movimentos de greve por melhores salários. Existe muita discrepância salarial entre alto escalão e a maioria dos servidores? Como a senhora agiria se tivesse de enfrentar um movimento de greve hoje? 

Andrea: O nome de nossa chapa é “Dialogar, Construir e Agir”. Dessa forma, temos como preceito sempre buscar a negociação, o diálogo. O movimento de greve é legítimo. Nós trabalhamos sempre com a questão da liberdade de expressão, liberdade de ideias. Iríamos, como direção de campus, conversar com os professores, com os agentes, com os alunos, com os Centros Acadêmicos, com os sindicatos para buscarmos uma negociação, um entendimento com o governo. 

Estamos, sim, sofrendo muitos contingenciamentos e temos, sim, muitas questões relativas à universidade com relação à comunidade, porque precisamos trazer mais informações para a comunidade sobre os trabalhos efetivos da universidade, da Unicentro e sua importância para as cidades onde estão instaladas e melhorar os serviços prestados. E, com isso, conseguirmos, cada vez mais, negociar com o governo, algo que não é simples, não é fácil, e que possamos, dessa forma, melhorar os serviços prestados e melhorar nosso campus e a universidade como um todo. 

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Najuá: Como a chapa pretende atender às demandas locais, como o Restaurante Universitário (RU) e moradias para estudantes que vêm de fora? 

Andrea: Hoje, já temos uma Moradia Estudantil. Nossa pretensão é ampliá-la. Temos um problema de evasão da universidade e um dos fatores é a situação financeira de nossos estudantes. Então, a ideia é ampliar a Moradia Estudantil e a ideia é ampliar para que possamos atrair mais estudantes para a universidade, para que eles possam se manter na universidade. 

Com relação ao RU, hoje não podemos dizer que teremos um RU estatizado. Hoje, o governo não está falando em concurso público. Para termos um RU estatizado, teríamos que ter um concurso público e o governo não tem previsão de concurso público nem para professor, nem para cargos técnico-administrativos, muito menos se pode falar de um RU estatizado. O que podemos fazer, existe o sistema de licitação, então vamos avaliar como anda a qualidade da alimentação dos nossos discentes e, dependendo da situação, vamos verificar para melhorar a qualidade da alimentação e verificar se temos condição de fazer aqueles passes, para os mais carentes, para alimentação durante a semana.

Ouça a entrevista completa com as candidatas da chapa "Dialogar, Construir e Agir"


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