Irati e Região / Notícias

12/09/19 - 11h15 - atualizada em 12/09/19 às 20h00

Chapa “Unicentro Viva” apresenta propostas para o Campus de Irati

Chapa é constituída pela candidata a diretora Raquel Dorigan de Matos e o vice Carlos Magno de Sousa Vidal. Eleições para a Reitoria da Unicentro e para a Diretoria dos Campi ocorrem no dia 19 de setembro

Da Redação, com reportagem de Paulo Henrique Sava 

Da esquerda para a direita, Carlos Magno de Sousa Vidal (vice-diretor campus Irati), Raquel Dorigan de Matos (diretora), Mariléia Gärtner (vice-reitora) e Carlos Alberto Gomes (reitor)

Os candidatos à diretoria do campus da Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná (Unicentro) de Irati que compõem a chapa “Unicentro Viva” apresentaram suas propostas para os próximos quatro anos em entrevista à reportagem da Najuá. A chapa é constituída pela professora Raquel Dorigan de Matos, que concorre ao cargo de diretora, e pelo professor Carlos Magno de Sousa Vidal, que concorre a vice. 

Perfil dos candidatos 

Raquel Dorigan de Matos é professora do Departamento de Administração. É graduada em Administração de Empresas pela Unipar (1990) e em Esquema I, pela mesma instituição (1991). Mestre em Administração pela UFPR (2005); doutora em Administração, também pela UFPR (2013) e pós-doutora, pela mesma universidade (2018). Possui experiência na área de Organizações, com ênfase em Administração Estratégica e Análise Organizacional, atuando principalmente nos seguintes temas: poder,controle, formas de gestão, organização do trabalho e subjetividade. 

Carlos Magno de Sousa Vidal é professor do Departamento de Engenharia Ambiental. Graduado em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de São Carlos – UFSCAR (1997). Mestre em Engenharia Civil pela USP (2001). Doutor em Engenharia Civil pela USP (2006). Na Unicentro, é professor do quadro permanente do curso de Mestrado em Engenharia Sanitária e Ambiental (UNICENTRO/UEPG) e também do curso de Mestrado e Doutorado em Ciências Florestais da Unicentro. É vice-chefe do Mestrado em Engenharia Sanitária e Ambiental (UNICENTRO/UEPG). Possui experiência na área de Saneamento, atuando principalmente nos seguintes temas: tratamento de águas residuárias, tratamento de águas para abastecimento e tratamento avançado e reuso de águas residuárias. 

As eleições para a Reitoria da Unicentro e para a Diretoria de cada um dos Campi ocorrem no dia 19 de setembro. Nos campi de Irati, Santa Cruz e Cedeteg, a votação será das 9h às 22h. Nos Campi Avançados de Chopinzinho, Coronel Vivida, Laranjeiras do Sul, Pitanga e Prudentópolis e nos Polos de Educação a Distância (EaD), as eleições serão das 18h às 22h.         

Ouça no fim do texto a entrevista completa

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Najuá: Quais são as principais demandas do campus Irati, por prioridade? 

Raquel: As prioridades do nosso campus passam por três elementos principais. O primeiro deles é uma maior autonomia para o campus de Irati, para que as decisões sejam pensadas e consideradas aqui em Irati, de acordo com nossas necessidades e respeitando as diferenças que temos aqui na região. 

O segundo elemento significativo é repensar a distribuição dos recursos entre os campi universitários. Irati faz parte da Unicentro, compõe a Unicentro. Nós precisamos ser considerados de uma maneira igualitária na distribuição desses recursos da Reitoria. Também internamente, precisa ser feito um planejamento orçamentário para que possamos considerar as demandas de cada setor para que a distribuição seja mais democrática. 

O terceiro elemento é a consolidação do Conselho de Campus (CADCAM). Esse Conselho precisa ser ampliado para que seja possibilitada a voz de todos os setores e que possamos considerar essas demandas, para que se possa estabelecer um planejamento que seja compatível com o fortalecimento e desenvolvimento do campus de Irati. 

Najuá: Como ficará a prestação de serviços gratuitos para a sociedade diante de contingenciamentos? 

Carlos: Em relação à prestação de serviços feitos à comunidade pela Unicentro, vai ser prioridade de nossa gestão. Os dois serviços principais são o funcionamento da Clínica de Fonoaudiologia e da Clínica de Psicologia. Consideramos como prioridade de gestão, uma vez que é a forma que temos de retornar à população toda a contribuição que eles nos direcionam na forma de recursos através dos impostos. 

Vamos ter negociações diretas com a Reitoria para conseguir mais verbas para a manutenção da qualidade desses serviços e, também, junto ao Governo do Estado, para que tenha responsabilidade junto a Unicentro, para que consigamos ofertar serviços de qualidade para a população de Irati e dos municípios do entorno. 

Najuá: De que forma a universidade pode se envolver mais com a comunidade além da prestação de serviços? 

Raquel: A Universidade é composta por três pilares – ensino, pesquisa e extensão. A extensão é uma forma direta de atendimento às demandas da sociedade. Temos no campus de Irati um número bastante significativo de projetos de extensão que já são executados na sociedade. O que precisamos fazer, enquanto direção de campus, é estabelecermos maior visibilidade e maior conhecimento, para a sociedade, desses projetos e do benefício que a Unicentro tem para o desenvolvimento regional, bem como estabelecermos uma relação direta com a sociedade, buscando as demandas e desenvolvendo os projetos que sejam estabelecidos pela sociedade. Estabelecemos uma parceria e, para que isso possa acontecer, precisamos ouvir a sociedade e, a partir daí, desenvolvermos nossos projetos. 

A direção de campus estará à disposição dos setores para que possamos viabilizar esse maior contato com a sociedade por meio dos projetos de extensão. 

Najuá: Qual é seu posicionamento em relação ao Centro Cultural Denise Stoklos? 

Raquel: É um posicionamento da Unicentro Viva: somos um coletivo e decidimos, coletivamente, os desígnios da universidade. O Centro Cultural Denise Stoklos é bastante significativo para o desenvolvimento de Irati e região. Temos já aprovado, nos conselhos internos da nossa universidade, o curso de Artes Cênicas, que foi pensado e idealizado pelo Setor de Humanas, Letras e Artes. Esse setor e a universidade em Irati têm conhecimento de que temos uma demanda bastante significativa na região e uma vocação para as artes. Temos, inclusive, vários grupos de teatro amadores que poderiam, então, se consolidar a partir da efetivação desse Centro Cultural, por meio do nosso curso de Artes Cênicas e da contribuição da Unicentro para a região. 

Também já temos aqui em Irati, por uma parceria com a Fundação Denise Stoklos, com a Prefeitura e a Unicentro, o Festival Internacional de Teatro, que acontece todos os anos em Irati, provando que nós podemos ser, sim, um centro referência internacional em teatro de solo e teríamos o Centro Cultural à disposição da comunidade para que pudéssemos, também, desenvolver mais esse trabalho em retorno a tanta contribuição que a comunidade nos dá. 

Precisa ser incluído nos orçamentos, a partir do momento de criação de cada curso, há uma necessidade de uma efetivação do custeio para isso. Juntamente com a Reitoria e a Direção de Campus, isso precisa ser planejado e considerado como uma prioridade para o desenvolvimento de Irati, bem como junto ao Governo do Estado. 

O Estado precisa entender que a Unicentro cresceu e está crescendo a cada dia e ela precisa ser considerada também no cenário de desenvolvimento estadual.   

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Najuá: Hoje se questiona os altos salários nas universidades, salários acima do teto, mas todo ano existem movimentos de greve por melhores salários. Existe muita discrepância salarial entre alto escalão e a maioria dos servidores? Como a senhora agiria se tivesse de enfrentar um movimento de greve hoje? 

Raquel: O movimento de greve é legítimo para todas as categorias, ele passa por uma consideração legal. A Direção de Campus precisa estar preparada para enfrentar os conflitos que vierem. Um conflito é enfrentado por meio de uma negociação, por um processo democrático de respeito às demandas de todas as categorias. A Direção de Campus tem que estar ciente de que o processo democrático é esse. Todas as pessoas, suas categorias, têm direitos a ser reivindicados e isso precisa ser negociado com respeito e responsabilidade para que se possa chegar a um bom termo para as partes envolvidas.

Ouça a entrevista com os candidatos da chapa "Unicentro Viva"


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