Irati e Região / Notícias

20/08/19 - 16h23 - atualizada em 20/08/19 às 19h50

Conclusão do Teatro depende de aporte financeiro; estrutura e jurídico não são entraves

De acordo com o Secretário de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, não há previsão orçamentária para retomada da obra

Paulo Henrique Sava 


O governador Carlos Massa Ratinho Júnior determinou em junho a retomada de 45 obras paradas, para isto, foi instituído um grupo de técnicos que está visitando os municípios. Destas, 15 são de responsabilidade conjunta entre os governos estadual e federal e 30 estão sob os cuidados exclusivos do Estado. Todas elas têm um valor superior a R$ 1,5 milhão cada.

Em Irati, a visita ocorreu na sexta-feira, 16, para averiguar as condições do Centro Cultural Denise Stoklos. No entanto, o secretário de Infraestrutura e Logística Sandro Alex de Oliveira afirmou à nossa reportagem que, apesar da importância da obra, ela precisa ser incluída no orçamento do estado para que seja reiniciada. Nas palavras de Sandro, “não há previsão de que isto ocorra”.

O secretário de Cultura, Patrimônio Histórico e Legado Étnico, Alfredo Van Der Neut, que acompanhou a visita, está otimista em relação à continuidade da obra, porque, segundo ele, os técnicos não encontraram problemas estruturais. “A obra não tem rachaduras e nem ferragens expostas, o que seria um grande problema, porque a ferragem apodrece e (a obra) acaba se danificando, e com as rachaduras é a mesma coisa. Estes dois itens não existem, pelo menos aparentemente na primeira vistoria”, frisou, informando que também não há impedimentos jurídicos.

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Após esta visita, o secretário presume que haverá a elaboração de uma nova planilha de investimentos com um novo processo licitatório. Questionado sobre a conclusão, Alfredo preferiu não levantar expectativas. “Partindo da planilha, creio que haverá um processo licitatório. Embora pareça demorado, acredito que levaria em torno de 120 dias, mas eu não quero criar expectativas como no passado, onde teve várias tentativas que foram frustradas e acabou virando uma decepção”.

Preocupado com os custos da manutenção, o prefeito Derbli, segundo contou Alfredo, solicitou ao Governo do Estado que a administração do Teatro passe para a Unicentro, uma vez que não há previsão de verba no orçamento municipal. Porém, ainda não se sabe qual a estimativa de gastos para manter seu funcionamento.

A respeito dos índios que ocupam a obra de forma transitória, a secretária de Assistência Social Sybil Dittrich, que também se reuniu com o grupo, garantiu que eles serão levados para outro local que está sendo construído e deverá ficar pronto em até 90 dias.

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Relembre

Em 2007 a obra foi orçada em R$ 18 milhões. Na época, o então governador Roberto Requião (MDB) disse que o Centro Cultural era um “presente” pelo centenário de Irati. O projeto envolvia um teatro completo com 517 lugares, um palco para apresentações artísticas, realização de seminários e palestras. Além disso, salas para atividades culturais e administrativas e uma concha acústica para apresentações ao ar livre. No entanto, a obra está paralisada desde 2010.

Desde então, houve diversas tentativas de retomada. A Unicentro, que havia assumido a responsabilidade do espaço, tentou realizar um processo licitatório em 2014 com o objetivo de terminar a edificação com recursos do estado no valor de R$ 6,5 milhões. Entretanto, a Paraná Edificações havia feito novas medições e apontou que os custos seriam maiores, R$ 9,5 milhões, o que inviabilizou o processo.

A última estimativa dava conta de que o valor seria ainda maior, R$ 14 milhões em 2017.  

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