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31/05/12 - 01h48 - atualizada em 31/05/12 às 10h44

Corte de árvores no centro de Irati gera reclamações da população

Presidente do Conselho do Meio Ambiente de Irati explicou a equipe da Najuá, como está o andamento do processo de arborização nas ruas centrais da cidade
Rodrigo Zub


Arborização versus reformulação urbanística. Para autoridades e a população este é um processo difícil de ser solucionado. De um lado, os defensores do meio ambiente que reprimem o corte de espécies frutíferas. De outro, existe a necessidade de adequação das árvores em função do processo de urbanização dos municípios. Preocupado com a situação, um ouvinte procurou nossa equipe de reportagem no sábado, 26, questionando os motivos que levaram a secretaria de Meio Ambiente de Irati, a realizar o corte de uma pitangueira na Rua Dr. Munhoz da Rocha.

Pitangueira foi cortada no sábado, 26


O presidente do Conselho Municipal do Meio Ambiente, Gil Marcos de Araújo, conta que a retirada das árvores na área central de Irati faz parte de um projeto de outras gestões. Gil entende a preocupação do ouvinte e afirma que novas espécies serão plantadas no local. “Nossa intenção é repor com duas caixas com árvores extremosas, que sobrevive com o conflito com a fiação”, relata.

Paver garante maior acessilidade aos pedestres
Segundo Gil, foi firmado um compromisso com a Copel para realizar a arborização urbana que atende os padrões modernos de adequação da área central da cidade. O presidente lembra que algumas mudanças e podas de árvores são necessárias para que seja feita a colocação de pavers, tipo de material que garante maior acessibilidade aos pedestres. “O petit pavé oferece uma série de riscos. A aderência dele é muito pequena. Esse não é o único fator. Existe toda uma infraestrutura urbana, questão de fiação elétrica, redes de esgoto e de caixas de capitação pluvial que devemos analisar. Temos novos padrões para estar arborizando e adequando as ruas, de acordo com as necessidades do ser humano”, diz Gil.

Comerciantes

O conflito com comerciantes também foi destacado durante a entrevista com o presidente do Conselho do Meio Ambiente. De acordo com ele, na Rua Coronel Emílio Gomes, por exemplo, foram retiradas as bifurcações deixando livres as fachadas do comércio.

“Tem o conflito da espécie que é plantada e de onde é plantada. Aquela velha briga entre comércio e arborização humana. Nós vamos pegar caso a caso e fazer as anuências públicas que a lei prevê. Aí iremos analisar o interesse de cada um e assim conseguimos adequar. Hoje em dia, existe uma gama científica que comprova a possibilidade de espécies para cada tipo de rua e largura de calçada”, constata.

Readequações

Processo de arborização na rua Dr. Munhoz da Rocha, depende da aprovação do Estar
Gil cita como exemplo de sucesso, os processos de readequação urbana realizados nas ruas, Getúlio Vargas, Coronel Grácia e Vicente Machado. Mesmo assim, não são todas as vias onde a readequação teve êxito. Na rua Dr. Munhoz da Rocha, ainda não há uma definição do que será feito.

“Esse processo está em tramitação até em Brasília em função do Estar. Há uma possibilidade de serem instaladas caixas de rua, aquelas famosas orelhas, mobiliário urbano e bancos. Existem conversas aprofundadas com o Diórgenes Ditrich, secretario de Urbanismo, para que aconteça uma definição. Infelizmente hoje não podemos tomar a iniciativa de plantar árvore sem estar dispondo dessa liberação. Um dos projetos piloto em Irati será desenvolvido na Rua 15 de novembro. Serão retiradas árvores e colocado mobiliário urbano”, explica Gil.



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