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15/11/11 - 10h03 - atualizada em 15/11/11 às 15h47

Equipe da Najuá viaja no Caveirão

Embarque conosco nesta viagem e tire você mesmo as conclusões sobre as condições de segurança e conforto do ônibus utilizado pela secretaria de Esportes de Irati, para viagens locais e entre municípios do Estado
Embaque conosco e conheça o Caveirão, ônibus utilizado pela secretaria de Esportes de Irati para o transporte de atletas em percursos locais e entre municípios paranaenses. {album}

Da Redação


Você tem acompanhado nos últimos dias na programação da Rádio Najuá, a preocupação de muitos iratienses sobre as condições do “Caveirão”, veículo da secretaria de Esportes que faz o transporte de atletas para competições fora da cidade. O assunto rendeu vários comentários no mural da Najuá, principalmente de pessoas descontentes com a falta segurança e conforto do ônibus.

Custo dos ônibus fretados

Preocupada com a possibilidade de novos problemas mecânicos acontecerem no ônibus que pertence à secretaria de Esportes, Marilda Tucholski Marochi que atua no time Master de Voleibol, recomenda que o veículo seja destinado apenas para viagens mais curtas. Para trajetos mais longos, a solução apontada por ela e pelo vereador Vilson Menon, seria fretar ou adquirir um veículo mais novo.

Para verificar a possibilidade e o custo de contratação no caso de terceirização deste tipo de serviço, entramos em contato com algumas empresas de transporte da região. Simulamos três locais que os atletas iriam prosseguir viagem. Toledo, Maringá e Campo Mourão foram às cidades escolhidas.

Primeiro procuramos saber qual seria o valor de uma viagem com 15 passageiros, por isso conversamos com duas empresas que possuem vans especializadas neste tipo de transporte. Uma das empresas informou que cobra R$ 1,10 por km rodado. Além disso, é estipulada uma quantia a mais, para que seja disponibilizado hotel e comida ao motorista responsável pela viagem.

A segunda empresa pesquisada também exige um valor adicional para alimentação e hospedagem do condutor do veículo. Com relação ao custo, cada quilometro rodado sai por R$ 1,20.

Também levantamos a hipótese de ser locado um micro-ônibus e um ônibus grande com 46 lugares. Se optar pelo micro, com 27 lugares, o valor chaga a R$ 1.700, podendo chegar até no máximo a R$ 2.200.

Já um veículo com capacidade para abrigar 46 passageiros sentados, não custa menos de R$ 3 mil.

As reclamações se tornaram mais frequentes após o veículo apresentar problemas mecânicos durante uma viagem para Ibiporã, na noite do dia 4 de novembro. Por isso, a equipe da Najuá foi convidada por funcionários da secretaria de esportes de Irati, na última quinta-feira, 10, para dar um passeio no famoso “Caveirão”, apelido carinhoso dado pelos atletas ao veículo.

Itens de segurança

Em companhia do secretário de Esportes, Rafael Ruteski, acompanhamos o transporte de seis adolescentes que praticam aulas de ginástica artística na Unicentro. Por volta das 14h, as meninas aguardavam ansiosos pela chegada do veículo e frente à secretaria de esportes. Dez minutos depois, o ônibus chegou para a alegria das jovens. Em seguida, seguimos viagem para o bairro Riozinho.

Durante o percurso que durou cerca de 25 minutos, podemos constatar algumas situações. Primeiro: o veículo não possui cinto de segurança. Num primeiro momento, esta informação pode gerar inúmeros questionamentos sobre a irregularidade do transporte dos atletas. Porém, como o ônibus é do ano de 1977, não há nenhuma ilegalidade, pois os veículos fabricados até o dia 31 de dezembro de 1998, não são obrigados a ter cinto de segurança.

No entanto, fica a pergunta. Mesmo não sendo obrigatório, não seria uma maneira mais conveniente e segura para todos os passageiros, que cintos fossem instalados como forma de preservar a integridade física dos atletas no caso de um acidente?

Vale lembrar nosso ouvinte que o artigo 167 do Código Brasileiro de Trânsito (CBT) considera a falta do uso do cinto infração grave com retenção do veículo, sem falar na multa de R$ 127,69 para o condutor.

Outro ponto importante de ser ressaltado é que recentemente foi apresentado na Assembleia Legislativa do Paraná, um projeto de lei que torna obrigatório o uso de cinto de segurança em veículos destinados ao transporte coletivo escolar em todo o Estado.

A proposta visa reduzir em 75% o número de vítimas fatais e de feridos em acidentes de maior gravidade.

Bancos e banheiro

Poltronas do caveirão
A má fixação dos bancos e também a ausência do encosto para a cabeça, além de desconforto, ocasiona insegurança aos passageiros. Quem enfrenta uma viagem longa geralmente aproveita para repor as energias, mas neste caso o descanso será um pouco prejudicado em função de algumas poltronas estarem com a travinha de regulagem quebrada ou danificada.
Não há banheiro no ônibus por opção dos atletas

Outro item que não há no veículo é o banheiro, retirado por opção dos próprios atletas que utilizam o espaço vazio para colocar colchões, malas e outros objetos.

Parte mecânica

Quanto à parte mecânica do Caveirão “aparentemente” ele apresenta boas condições de trafegabilidade. Porém, não podemos constatar isso com exatidão, pois nenhum mecânico nos acompanhou durante a viagem. Até porque somos leigos neste assunto. A título de curiosidade conversamos com o dono de uma oficina sobre duas situações semelhantes ocorridas nos últimos dias. A primeira ocorreu com o próprio ônibus da secretaria de esportes nas proximidades de Imbituva quando o garfo da embreagem quebrou, impossibilitando o prosseguimento da viagem até Ibiporã.

Segundo nossa fonte, problemas como esse ocorrem devido ao desgaste natural dos veículos, que neste caso é simples de perceber já que o veículo está em uso há mais de 30 anos. Para ele, uma forma de prevenir esse tipo de contratempo é realizando revisões periódicas.

Problema com ônibus terceirizado 

Outro fato que chamou à atenção aconteceu no último final de semana. O ônibus de uma empresa terceirizada, que levava as meninas do basquete feminino de Irati para a fase final dos Jogos Abertos, em Toledo, apresentou problemas mecânicos na BR-277, mais especificamente nas proximidades do Posto de Pedágio, em Guarapuava. De acordo com relato do proprietário da empresa, o ônibus teve que interromper a viagem em função de uma correia estar quebrada. Segundo o mecânico consultado pela equipe da Najuá, provavelmente o problema tenha ocorrido na correia do alternador, por motivo de desgaste natural. Assim como no caso do Caveirão, a realização de revisões periódicas seria a única maneira de prevenir este tipo de incidente.

Voltando a viagem da equipe da Najuá, ela seguiu normalmente e sem maiores problemas até a chegada nas dependências do Câmpus da Unicentro, por volta das 14h35.

Para você internauta, que prefere tirar suas próprias conclusões sobre o estado de conservação do Caveirão, confira as informações de todas as matérias que estão anexas ao "saiba mais" e veja as fotos da viagem realizada pela equipe da Najuá, na última quinta-feira. 


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