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13/09/19 - 10h01 - atualizada em 13/09/19 às 10h09

Feira do Cacareco reverte renda em prol do Amigo Bicho

Feira ocorre no sábado (14) e domingo (15) no Pavilhão do Parque Aquático

Da Redação, com reportagem de Rodrigo Zub 

Renda obtida com a Feira do Cacareco será destinada para ONG Amigo Bicho

A Feira do Cacareco foi reativada e será realizada neste fim de semana, no Pavilhão de Exposições João Wasilewski, no Parque Aquático. A iniciativa terá sua arrecadação revertida em prol da ONG SOS Amigo Bicho. Tanto no sábado (14) quanto no domingo (15), a feira vai funcionar das 10 às 18h.

Quem tiver produtos para doar para venda durante a feira, pode entregá-los diretamente no pavilhão, a partir das 14h desta sexta-feira (13), quando a equipe já estará organizando o evento no local.

A renda dos bazares e feiras, segundo a presidente da ONG, Bernadete Joffe, é aplicada no pagamento de despesas de tratamento de animais atropelados. Os casos mais graves são atendidos na Clínica Escola de Medicina Veterinária (Cevet) da Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná (Unicentro), em Guarapuava, e na Clínica Arca de Noé, em Curitiba.

Ouça a entrevista completa com a presidente da ONG no fim do texto

Outra fonte de arrecadação da ONG é a destinação de notas fiscais, através do Programa Nota Paraná. O valor arrecadado varia, de acordo com o número de notas fiscais emitidas e do valor de cada nota individual. Bernadete conta que, ao assumir a ONG, a arrecadação via Nota Paraná ficava entre R$ 5 mil e R$ 6 mil. Desde que ela assumiu, com o aumento do número de pessoas cadastrando as notas fiscais doadas, cerca de 30 mil a 35 mil notas fiscais cadastradas rendem cerca de R$ 8 mil. “É com isso que pagamos os boletos das dívidas. Esse recurso do Programa Nota Paraná, nós não conseguimos sacar. É só através do pagamento de boletos”, diz.

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Dívidas

A ONG gasta em torno de R$ 3 mil ao mês com ração, ainda que consiga obtê-la num local que vende mais barato. No entanto, a SOS Amigo Bicho acumulou uma dívida de R$ 28 mil com clínicas veterinárias. “Na Vida Animal, pagamos R$ 14 mil de dívidas passadas. Na Nutricial, devíamos R$ 14 mil, de dívidas anteriores, que também já pagamos. Faltam as dívidas atuais e faltam 11 boletos antigos, de R$ 1,2 mil. Parcelamos o total da dívida em boletos mensais. Há duas semanas, conseguimos com a Vet-Q, onde temos uma dívida de R$ 54 mil, desde 2013 e 2014; sabemos que a proprietária deixou de receber honorários e, mesmo assim, continuou fazendo o tratamento e benefício para os cães que necessitavam, muitas vezes, com internamentos longos”, explica Bernadete.

Agora, a ONG deve R$ 54 mil, que foram financiados em boletos mensais de R$ 1.096,40. Essa dívida deve ser paga na medida em que a SOS Amigo Bicho receber recursos oriundos da arrecadação do Programa Nota Paraná e de outras ações como bazares.

“A ONG não deveria ter o papel que faz hoje, que é pagar dívidas por causa de ausência do poder público para com a ONG. Se recebêssemos qualquer recurso público, estaríamos em menos apuro do que estamos hoje, porque não recebemos nada, nem para castrações, nem para pagamento de clínicas. Queríamos que a população entendesse que não adianta ligar no telefone da ONG e solicitar recolhimento de animal de rua. Não vamos pegar, não vamos buscar, porque não temos onde colocar esse cão. Quando é um cachorro de rua que está debilitado e doente, pergunto: vou levá-lo à clínica para a consulta, pagar internamento e faço o que com ele depois? Se a pessoa que me pede ajuda não se responsabiliza em me ajudar com esse cão, não vou recolher”, diz.

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Para Bernadete, a falta de regulamentação em torno da lei de maus tratos contra animais tem atrapalhado a atuação da ONG, no sentido de identificar quais seriam, de fato, os animais em situação de abandono na rua a serem recolhidos. Da forma como está hoje, fica subentendido para a população que o animal solto na rua deveria ser recolhido, quando, muitas vezes, ele tem um dono que apenas deixou o portão aberto.

“Pedimos que as pessoas cuidem bem de seus animais. Ninguém é obrigado a ter animal nem a colocá-lo dentro de casa. Mas devem ter muita consciência ao pegar um cãozinho, um gatinho ou qualquer animal”, diz.

Mais informações sobre como se voluntariar para ajudar a ONG pelo telefone (42) 99927-6600.

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