Irati e Região / Notícias

10/05/19 - 16h00 - atualizada em 10/05/19 às 17h11

Força-tarefa contra a dengue apresenta balanço das duas primeiras semanas

Mobilizações nos bairros prosseguem até que seja coberta toda a extensão da cidade

Da Redação, com informações Assessoria e reportagem de Sidnei Jorge

Cerca de 50 toneladas de materiais foram recolhidas somente no Dia D de combate a dengue realizado em 10 de abril

Em operação nos bairros de Irati desde o dia 24 de abril, a força-tarefa contra a dengue já recolheu mais de 350 pneus em terrenos por onde as equipes de trabalho já passaram. Nesse mesmo intervalo, 35 proprietários foram notificados sobre as condições de seus imóveis e foram emitidas quatro multas. Outras três ainda estão pendentes, aguardando que os proprietários dos terrenos sejam localizados. A mobilização prossegue até que seja coberta toda a extensão da cidade.

Os dados foram apresentados em coletiva de imprensa realizada na quarta-feira (8), com todas as instituições envolvidas nas ações de combate à formação de novos focos de reprodução do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti. A coordenadora de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde, Tiellen Krisley Chapiewski disse estar impressionada com a quantidade de aparelhos eletrônicos recolhidos durante a ação, especialmente televisores. As equipes chegaram a recolher entre 12 e 15 por dia.

Segundo Tiellen, alguns desses aparelhos foram descartados em cursos de água e as equipes precisaram do apoio do Corpo de Bombeiros para fazer sua remoção. A coordenadora também manifestou surpresa com a falta de comprometimento de parte da população iratiense no que concerne à saúde pública, por ainda haver moradores que descartam em rios, barrancos e terrenos materiais e resíduos que já são recolhidos na coleta de lixo da Prefeitura.

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As equipes da força-tarefa têm recolhido quatro a cinco caminhões de resíduos por dia. Durante os dias de operação, a estratégia padrão tem sido entrar nas casas das pessoas, especialmente onde moram idosos com limitações de mobilidade e que possam estar acumulando resíduos. Entretanto, esse não será um trabalho contínuo e está sendo adotado nesse momento como medida de contingência.

“Em relação ao número de focos, temos encontrado muitos, o que é preocupante, pois qualquer poça d’água que encontramos na rua está tendo larvas. Até então, não tinha. A população está gostando bastante dessa assistência e estamos conseguindo chegar até aquela população que realmente precisa, que são as pessoas de mais idade e as mais carentes. Vemos a quantia que a população é agradecida e consegue participar conosco. Essa é uma das coisas que estão nos motivando a continuar, apesar de toda a equipe estar desgastada. Na hora que achamos que conseguimos dar uma limpada, vamos a outro quarteirão e encontramos muito mais lixo”, avalia a coordenadora de Endemias.

Tiellen acredita que a presença constante de lixo nas ruas e nos terrenos advém da falta de integração e de empatia entre os vizinhos, que poderiam se ajudar mutuamente, por exemplo, se algum cachorro rasga o saco de lixo e espalha resíduos pela calçada; ou quando algum vizinho deixa de fazer o descarte de forma adequada. Para ela, o diálogo entre vizinhos já contribui para reduzir muito esse aspecto.

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“Só hoje, no Jardim das Américas, eliminamos 50 focos. Nesses dias [de força-tarefa], estamos entrando em locais que, diariamente, para o agente de endemias entrar é mais difícil. Até porque em barrocas e barrancos, eles nem têm preparo. Nisso, o Corpo de Bombeiros tem nos ajudado, pois o preparo deles é maior. Temos achado vários focos nessas barrocas, em locais de difícil acesso, que no dia a dia não seriam eliminados. É um dos resultados positivos que estão acontecendo”, frisa.

A coordenadora deixa o apelo para que, agora que esses locais de difícil acesso estão limpos, as pessoas evitem de voltar a descartar resíduos neles. “É mais fácil colocar para o caminhão levar do que ir até lá se dispor a jogar. Tem destinação correta, dá para vir até a Prefeitura e solicitar ajuda. É mais decente pedir ajuda para dar a destinação correta do que prejudicar não só a você e sua família, mas todo o seu bairro”, observa.

No último boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (SESA), o município de Irati soma 38 casos notificados; 18 casos suspeitos foram descartados; um caso importado em 2018; um caso importado em 2019 e um caso autóctone, ou seja, a doença foi adquirida em Irati. Desses 38 casos notificados, 20 ainda aguardam o resultado de exames.

“Pela quantidade de Aedes que estamos encontrando na cidade, podemos ter muito mais casos de dengue, realmente. Estamos levando sorte de não ter acontecido uma epidemia, porque tem Aedes pela cidade inteira. O que estamos vendo é que há muito descaso por parte da população, porque a maioria dos focos que estamos encontrando é em lixo e em residências”, diz.

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Tiellen acredita que se cada habitante fizer sua parte e colocar a mão na massa, os focos serão combatidos. Ela sugere que as pessoas que virem lixo espalhado em terrenos baldios ao lado ou em frente de casa, que não se omitam e o recolham. Esses moradores podem também denunciar à Prefeitura que já limparam o local e voltou a surgir resíduos descartados inadequadamente.

Quando for encerrada a força-tarefa, caberá a cada um manter seu próprio terreno limpo e livre de focos da dengue. Os agentes de endemia vão continuar a percorrer as casas, mas, desta vez, para notificar e, conforme o caso, multar quem não estiver com o terreno dentro da conformidade. O objetivo do Setor de Endemias da Secretaria de Saúde de Irati é concluir a força-tarefa até o final de maio. 

Capitão Jorge Augusto Ramos, Tenente Spak, prefeito Jorge Derbli, coordenadora de Endemias, Tiellen Chapiewski e secretário de Cultura, Alfredo Van der Neut durante coletiva de imprensa que apresentou resultados da força-tarefa contra dengue

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