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01/04/13 - 16h19

Funcionários da Stafim devem entrar com ação coletiva contra empresa por falta de pagamento

Durante reunião nesta segunda-feira, 1, empregados não receberam garantias que irão receber os salários atrasados. Por esse motivo, Sindicato está convocando trabalhadores para tomarem atitudes na Justiça do Trabalho
Da Redação


A novela envolvendo a paralisação das obras que estão sendo executadas pela empresa Stafim Execução de Obras Ltda em Irati, teve um novo capítulo nesta segunda-feira, 1. Em função da falta de pagamento, que não é efetuado desde o mês de fevereiro, funcionários da construtora ameaçam entrar com uma ação coletiva na Justiça do Trabalho.

Por esse motivo, o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção e do Mobiliário (Sintracon) está convocando os trabalhadores para comparecerem nesta terça-feira, 2, a partir das 8 h, na sede da entidade localizada na rua 7 de setembro número 19. A pauta da discussão gira em torno das atitudes que serão tomadas pelos empregados, para receberem o que é devido pela empresa executora das obras da rodoviária, do novo ginásio de esportes e ainda da Praça dos Esportes e da Cultura (PEC) da Vila São João.

Durante reunião na manhã de hoje, 1, engenheiros da prefeitura de Irati e da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano do Paraná (SEDU) e membros do Sintracon discutiram a continuidade das obras do ginásio de esportes e a falta de pagamento aos empregados da Stafim.

Aditivo

O presidente do Sintracon, Ronaldo Winklam, disse que durante a reunião a prefeitura de Irati afirmou que deve aproximadamente R$ 500 mil para a empresa Stafim. O valor se refere a execução da obra do ginásio de esportes. Porém, a construtora se recusou a receber a quantia que o executivo pretende disponibilizar. Segundo o presidente do Sintracon, a empresa Stafim pede um aditivo de R$ 1,3 milhão no contrato que prevê a construção do novo ginásio de esportes.

“A prefeitura fez um levantamento junto com os engenheiros, inclusive da Paraná Cidade, onde poderia ser feito um aditivo de R$ 130 mil, ou seja, apenas 10 % do que a empresa está pleiteando”, revelou Ronaldo, durante contato telefônico com a equipe da Najuá.

Ronaldo disse que a construtora pede o valor integral do aditivo (R$ 1,3 milhão) e que não houve negociação durante a reunião que contou com a participação de 15 funcionários da empresa.

“Como não houve acordo a prefeitura pretende efetuar o pagamento em consignação na justiça [depósito em juízo]”, relata Ronaldo.

Direitos dos trabalhadores

Em função disso, o Sintracon está convocando os funcionários da empresa Stafim para tentar garantir os direitos dos trabalhadores, principalmente às verbas rescisórias, que a empresa estaria se negando a pagar.

“Estamos solicitando uma medida cautelar para suspender e bloquear o pagamento da prefeitura para a empresa, para que esse dinheiro seja usado para pagar os trabalhadores”, diz Ronaldo. Ele ainda informa que cada trabalhador tem direito a receber aproximadamente R$ 3 mil- valor referente às verbas rescisórias. O presidente do Sintracon diz que a empresa Stafim possui cerca de 90 empregados, sendo que o salário médio de cada funcionário é de R$ 1.500.

“A empresa [Stafim] quer demitir os trabalhadores e pretende que eles só realizem o saque do fundo de garantia e do seguro desemprego. Ela pretende efetuar o pagamento das verbas de rescisão somente quando receber da prefeitura. O sindicato e funcionários não aceitaram a proposta”, alega Ronaldo.

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