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24/08/19 - 15h39 - atualizada em 24/08/19 às 15h52

Governo federal suspende Programa Nacional de Habitação Rural em Irati

108 famílias iratienses estão cadastradas, mas o programa não terá prosseguimento neste ano

Edilson Kernicki, com reportagem de Rodrigo Zub 

Imagem mostra entrega de 20 casas rurais através do PNHR em maio de 2017

O secretário municipal de Agricultura e Abastecimento, Raimundo Gnatkowski (Mundio), comentou a suspensão do Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR), realizado em Irati com parceria com o Governo Federal. Pelo menos 108 famílias iratienses já estavam cadastradas no programa, que concede subsídios de R$ 34,2 mil para construção ou de R$ 20,7 mil para reforma, ampliação ou conclusão de casas rurais, para trabalhadores rurais ou agricultores familiares com renda familiar bruta anual de até R$ 17 mil.

Ouça a entrevista completa com o secretário no fim do texto

Até o ano passado, o programa já entregou 60 casas rurais em Irati. Os beneficiários pagavam quatro prestações anuais de R$ 300 cada.

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Os 108 novos cadastrados efetuados foram protocolados no Escritório Regional da Companhia de Habitação do Paraná (COHAPAR), em Guarapuava, que encaminhou os dados à Caixa Econômica Federal, que subsidia o PNHR. Como 2018 era ano eleitoral, as obras não tiveram andamento. “Hoje de manhã, conversei com a Cohapar, em Guarapuava, e lá nos repassaram que este ano não sai mais essas casas rurais”, disse.

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O programa era vinculado ao Ministério das Cidades, que na gestão atual se fundiu ao Ministério da Integração Nacional e se transformou em Ministério do Desenvolvimento Regional (www.capacidades.gov.br), comandado pelo paranaense Gustavo Henrique Rigodanzo Canuto.

Mundio afirmou que o coordenador regional da Cohapar em Guarapuava, Elmar Vornes, confirmou a suspensão do programa neste ano. “Poderão vir na sequência, mas não podemos criar essa expectativa para as pessoas que estão necessitando de casas”, lamentou.

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“Era uma casa praticamente dada ao produtor rural. Por isso, nós nos adiantamos muito naquela época em juntar toda a documentação, pois a informação que tínhamos [sobre o PNHR] era boa, de que os que chegassem por primeiro pegariam essas casas. Juntamos a documentação e até, na época, foi paga pela Prefeitura a 2ª via da documentação de casamento, de certidões de nascimento. Isso tudo foi custeado pela Prefeitura para que nós tivéssemos esse benefício para nosso agricultor e não se concretizou”, disse.

Mundio negou que haja algum ressarcimento aos produtores que se cadastraram no PNHR quanto aos valores gastos por eles com o restante da documentação para cadastro no programa.

Entrevista completa com o secretário de Agricultura

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