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17/04/19 - 22h57 - atualizada em 17/04/19 às 23h32

Grupo rio-azulense acerta últimos detalhes para encenação da Paixão de Cristo

Ensaios se intensificaram nesta semana para encenação na sexta-feira (19), às 20 h, no estádio Municipal. Grupo ainda aceita voluntários para compor a figuração

Edilson Kernicki, com reportagem de Rodrigo Zub e fotos de Osvaldo Kosciuk Junior

O grupo que vai representar a Paixão de Cristo na sexta-feira (19), em Rio Azul, acerta os últimos detalhes para o espetáculo, que será encenado no Estádio Municipal Prefeito Orestes Pallu, às 20h, com entrada gratuita. Os ensaios se intensificaram nesta semana. Nossa reportagem conversou com o elenco, que busca mais voluntários para compor a figuração.

Confira o áudio da entrevista no fim do texto

Osvaldo Kosciuk Júnior, um dos coordenadores do teatro, se envolve na encenação da Paixão de Cristo há tanto tempo que afirma já ter perdido as contas se foram dez ou 11 vezes que ele participou da apresentação. Neste ano, ele representa o governador da Judeia, Pôncio Pilatos, que condenou Jesus à crucificação. “[Farei] Pôncio Pilatos; lavarei minhas mãos sobre o sangue deste homem que julgo como inocente”, afirma.

Segundo ele, os preparativos começaram antes mesmo do Natal, em novembro de 2018, quando foram realizadas as primeiras reuniões para discutir o roteiro e definir os componentes da Comissão Organizadora, formada por sete pessoas. “Começamos os ensaios no final de janeiro e, de lá para cá, estamos todo final de semana nos reunindo. Nesta última semana, temos ensaiado todos os dias”, conta.

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Ao todo, 85 atores já têm presença confirmada na apresentação incluindo os personagens principais que estão definidos. Como já ocorreu nos anos anteriores, a representação da Paixão em Rio Azul tem o apoio do Grupo de Teatro São Francisco de Assis, de Irati. “Quero agradecer, de antemão, a presença deles, que vêm, já confirmadas, 50 pessoas de Irati para compor a nossa multidão, para incorporar nossa apresentação, para que ela fique ainda mais bonita para quem estiver assistindo aqui”, diz Junior. No sábado (13), os rio-azulenses foram até Irati para fazer figuração para o Grupo de Teatro São Francisco. A organização acredita que mais voluntários de Rio Azul devem se somar aos figurantes e fechar, até sexta, um total de 150 pessoas, entre personagens centrais e figuração.

O desafio de interpretar o papel central – de Jesus Cristo – foi reservado ao estreante Samuel Bucco. “No início, fiquei relutante, me apavorei, mas com o apoio do pessoal e a ajuda do diretor [Emanuel Nunes, o Mano], acabei aceitando o desafio que, para mim, está sendo bem emocionante”, comenta. O protagonista brinca que a única experiência prévia que teve com teatro foi aos 12 anos, na escola, interpretando o Lobo Mau numa releitura de Chapeuzinho Vermelho.

Representar o papel principal é visto como uma grande responsabilidade por Samuel. “Não é fácil se colocar no lugar de Jesus. Mas, para mim, está sendo um desafio e estou gostando bastante”, diz.

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“Com o pessoal que tem papéis com mais falas, são feitos mais ensaios, então já estamos bem entrosados. É legal a participação que chega nessa reta final, quando as pessoas começam a se unir mais e isso é muito legal de se ver, especialmente para a Semana Santa e para a Páscoa”, acrescenta.

Thaís Vieira deve imprimir muita emoção ao interpretar Maria, mãe de Jesus, e assistir a seu sofrimento no Calvário. “Um grande papel, que nosso querido diretor me fez o convite e confiou a mim. Aceitei, de bom coração, de boa vontade, e estou com esse desafio”, diz. Thaís, que no dia a dia é locutora numa emissora de rádio em Rio Azul, relata que o teatro sempre fez parte de sua vida. “É uma paixão, sempre gostei da área do teatro, da atuação. Digamos que estou em casa, me sinto em casa. Para mim, que trabalho com a comunicação, só tem a acrescentar”, completa.

Amandha Pedroso trocou um papel secundário – ela foi uma testemunha na última apresentação em 2017, a quem Pedro renega Jesus – por um de mais destaque: ela vai representar o Demônio, que tenta Jesus no deserto. Amandha conta que pediu ao diretor para representar esse papel. “Não é fácil, não é todo mundo que gostaria de fazer esse papel”, descreve. A atriz afirma que tem rezado muito nos últimos dias em busca de serenidade, a fim de compensar toda a carga dramática que a personagem expressa.

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“No teatro da Paixão, essa é minha segunda apresentação. No ano de 2017, fiz uma testemunha. Neste ano, quis participar de novo, porque nós sempre esperamos. Como no ano passado não teve, neste ano ficamos muito felizes de participar novamente”, diz.

Adão Amorim, que participa da encenação há tanto tempo quando Kosciuk Júnior e que já chegou a interpretar Jesus, na época em que o teatro da Paixão era feito em frente à Igreja Matriz Sagrado Coração de Jesus, fala da evolução adquirida com a troca de local. Para ele, a mudança para o Estádio Municipal proporcionou a transformação do teatro da Paixão em um verdadeiro espetáculo, que envolve muito mais pessoas em sua produção e muito mais recursos de cenografia, som e iluminação, por exemplo.

O diretor do teatro, Emanuel Nunes (Mano), espera que o espetáculo possa atrair um público ainda maior que o de 2017, que reuniu cerca de 4 mil pessoas no Estádio Municipal. O público vai acompanhar o teatro acomodado em bancos que serão colocados no gramado, de onde terá vista para seis diferentes palcos onde se desenvolvem as cenas, que também serão transmitidas em dois telões.

“Nesta última semana de ensaios e preparativos não conseguimos nem dormir direito. Pedimos sempre a bênção de Deus nesses últimos momentos, porque, como eu sempre falo a todos os nossos atores e atrizes que participam: isso aqui não é feito para nós, é feito para Deus, sempre para levar uma mensagem diferente e, sempre de um modo diferente, tocar o coração das pessoas”, comenta.

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O espetáculo tem 19 cenas diferentes e cerca de 1h45 a até 2h de duração. “Isso depende muito, porque podem ocorrer imprevistos. Essa encenação, diferente de outras, é feita totalmente ao vivo, os atores estão realmente falando ao vivo para as pessoas”, diz. Em diversas outras representações da Paixão de Cristo, as falas dos atores são pré-gravadas para ter projeção para todo o público, sem que os atores precisem usar microfones. Durante a apresentação, eles dublam – uma técnica chamada “voice over”.

A dois dias do espetáculo, o grupo ainda vai realizar ensaios decisivos: um nesta quinta (18), às 19h30, e o último na sexta (19) antes da apresentação. Segundo Mano, nesses últimos ensaios são acertados os detalhes finais. “Quem se sente convidado a participar, que tem vontade de participar, venha”, convida.

Durante o dia, várias pessoas trabalham no local para dar os últimos retoques na cenografia, na iluminação, som e figurino. Voluntários para ajudar com a mão de obra nesses dias que antecedem o espetáculo são bem-vindos. “E, claro, tudo tem um custo. Temos uma despesa grande para realizar um espetáculo desse tamanho. As empresas de Rio Azul são muito solidárias com o espetáculo, porque sabem o tamanho que é fazer e a mão de obra que dá. Então, as empresas ajudam, mas sempre precisamos de uma ajuda a mais”, diz.

A entrada para o teatro é gratuita, mas as pessoas que assim o desejarem podem fazer doações em dinheiro, de qualquer valor para ajudar a custear os gastos com a apresentação seja na aquisição de microfones ou compra de túnicas, por exemplo.

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Confira entrevista com alguns personagens da encenação 


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