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30/09/14 - 00h21 - atualizada em 30/09/14 às 00h29

Mulher procura irmão sequestrado há mais de 30 anos

Criança estava internada no hospital Osvaldo Cruz, em Teixeira Soares, quando foi tomada dos braços da mãe e levada embora num carro, no início dos anos 1980
Edilson Kernicki, com reportagem de Rodrigo Zub

Odete procura informações do irmão que não vê há mais de 30 anos
Uma história que começou há mais 30 anos e que não teve um desfecho, mas um ponto de interrogação: onde foi parar Izoir Monzar Moreira? A moradora da localidade do Assungui, em Fernandes Pinheiro, Odete das Graças Batista, participou do quadro “Hora do Povão”, dentro do Meio Dia em Notícias, em busca de informações a respeito do irmão que foi sequestrado nos anos 1980 e até hoje não localizado. Odete contou ao repórter Rodrigo Zub como o irmão desapareceu.

Izoir era uma criança de apenas um ano e oito meses e estava internado no Hospital Osvaldo Cruz, em Teixeira Soares. Na época, Odete tinha três anos. A mãe de ambos foi visitar a criança internada e estava dando mamadeira a Izoir em frente ao hospital. “Na época, podia tirar a criança fora do hospital para cuidar, durante a hora da visita”, detalha.

De acordo com a irmã do desaparecido, enquanto a mãe dava mamadeira a Izoir, um carro estacionou em frente ao hospital. “E desceu uma mulher, que foi correndo, abrindo espaço no corredor, chegou e, simplesmente sem dar uma palavra à minha mãe, tirou a criança do colo dela e correu para aquele carro e, a partir daquele momento, nunca mais o vimos”, conta Odete.

Ela comenta que, ao longo desses 30 anos sem ver o irmão, surgiram algumas pistas sobre o paradeiro de Izoir e que a família sempre correu atrás desses indícios. No entanto, até hoje não tiveram nenhuma informação concreta sobre o destino do desaparecido.

A criança não tinha documentos, como registro de nascimento, identificando-a por este nome. Apenas o batistério, que a irmã guardou na esperança de um dia encontrar Izoir. “É a única prova da existência dele, com nome de pai e mãe. O registro, na época, ele não tinha”, afirma.

Odete diz que seu irmão era parecido com o pai (foto)
Como a criança era muito nova na época do desaparecimento e não tinha nenhuma documentação oficial, existe a suspeita de que a família que o criou tenha registrado o irmão de Odete com outro nome, o que dificulta ainda mais as buscas pelo seu paradeiro.

Odete espera realizar a última vontade da mãe, que faleceu há cinco anos, e reencontrar o irmão desaparecido. “Esse era o maior sonho dela. Prometi que continuaria as buscas enquanto eu pudesse”, enfatiza.

Desde a época em que a criança sumiu, a família já morava na localidade de Assungui, em Fernandes Pinheiro. Odete casou e permanece ali. Já o pai dela, vive na localidade de São Lourenço. O pai se chama João Batista e a mãe se chamava Maria Aparecida Batista. Odete e Izoir têm mais um irmão, chamado Celso Batista, que mora atualmente em Irati, no Conjunto Joaquim Zarpelon.

Odete pede aos rapazes na faixa de 35 anos da região, que a procurem. De acordo com o que a mãe de Odete descrevia sobre a criança, uma vez que ela mesma estava na infância quando houve o desaparecimento do irmão, Izoir tinha as características físicas do pai: moreno, cabelo preto, olhos castanhos.

Informações  

Quem tiver qualquer informação sobre a localização do irmão desaparecido de Odete pode ligar para o telefone (42) 9974-6016 ou (42) 9801-9783.

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