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27/01/19 - 11h42 - atualizada em 27/01/19 às 12h08

Mundio prioriza construção do Núcleo de Agricultura

Há dois anos, Secretaria de Agricultura já planejava transformar Feira do Produtor a fim de estimular a diversificação

Da Redação, com reportagem de Rodrigo Zub 

Mundio prioriza construção do Núcleo de Agricultura no espaço da Feira do Produtor

O secretário municipal de Agricultura, Raimundo Gnatkowski, o Mundio, definiu como prioridade de sua pasta a construção do Núcleo de Agricultura, no espaço que hoje abriga a Feira do Produtor Iratiense, na Rua XV de Julho. Há dois anos, no início do governo de Jorge Derbli (PSDB), já se planejava revitalizar o espaço e transferir a sede da pasta para esse local, fazendo com que esta deixe de utilizar espaços locados.

A Secretaria, que atende a 5 mil agricultores, estipulou como meta até o final do atual mandato, além do programa Porteira Adentro, construir o Núcleo de Agricultura. “Desde 2017, há a intenção do prefeito em construir ali um espaço novo para os agricultores e para expositores, que já há mais de 30 anos estão fazendo esse trabalho na Feira do Produtor. Em 2017, encaminhamos todo o projeto, o desenho, foi recolhida a documentação necessária e protocolamos na SEAB, em Curitiba. Foi até discursado que estava liberado e não aconteceu”, relembra o secretário.

Mundio acredita que a presença de Norberto Ortigara na Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SEAB) deve favorecer a concretização do projeto a partir de agora. “Queremos fazer ali, conforme o projeto, o Núcleo da Agricultura, com três pavimentos. Ali comportaria o espaço da Secretaria de Agricultura, um espaço para o INCRA, também a SEAB e o EMATER regional, tirando do Município e do Estado muitos aluguéis”, cita.

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De acordo com o secretário, no que diz respeito à Feira do Produtor, não é necessário mudar tanto a estrutura existente hoje para acomodar os feirantes nas bancas de forma adequada. Porém, é preciso fazer uma construção nova no lugar da atual, que é em madeira.

“Já não tem mais condições de uso. Está sendo usada pelos agricultores e que bom que ainda está servindo. Temos ali atrás as câmaras frias construídas, o centro de processamento, que também tem ligação da Secretaria da Agricultura com as associações e cooperativas que fornecem a merenda escolar. A construção da Feira requer um espaço um pouquinho mais amplo, que comporte pelo menos 40 bancas”, pontua. Nessas bancas, os produtores podem comercializar frutas, verduras, legumes, “transformados” – como embutidos, doces, compotas, conservas, entre outros – e artesanato.

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O orçamento do projeto de cerca de 3,1 mil metros quadrados, em três pavimentos, conforme o secretário, está na base dos R$ 5 milhões. Em 2017, foi estipulado que o Estado bancaria cerca de 90% deste recurso e caberia ao município a contrapartida do restante do valor, além do próprio terreno. “Como já se passaram dois anos, o projeto está sendo orçado novamente, pois mudam os custos. Vamos encaminhar ao Governo do Estado e ele vai retornar com o custo atual de 2019”, diz.

Intenção da secretaria de Agricultura é revitalizar espaço da Feira do Produtor Iratiense

Centro de Processamento

O Centro de Processamento funciona mediante licitação. A associação ou cooperativa vencedora fornece frutas, verduras e legumes para a merenda escolar tanto da rede municipal quanto da rede estadual de ensino. Uma equipe liderada por uma engenheira de alimentos processa e separa esses vegetais para a merenda de cada escola e um caminhão resfriado transporta esses alimentos para as escolas. “Traz um benefício muito grande para o agricultor, com a comodidade na entrega, mas principalmente um ganho da qualidade da merenda para nossos alunos, para nossas crianças”, afirma.

A Associação de Hortifrutigranjeiros de Irati reúne 19 produtores. A Feira também trabalha com os agricultores da Cooperativa Girassol, da Associação do Guamirim, do Arroio Grande e Assis, que costumam participar das licitações para se tornarem fornecedoras da merenda. Alguns produtores participam da licitação de forma individual. “Muitos agricultores da Feira são ligados a essas associações, ou à cooperativa, e fazem a entrega da merenda escolar, tanto para o PNAE [Programa Nacional de Alimentação Escolar] quanto para a Ecotroca”, aponta.

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Ecotroca

O programa Ecotroca, que troca material reciclável por alimentos da agricultura familiar deve retornar a partir de março, conforme Mundio. Já existe dotação orçamentária para o atendimento ao programa, que chegou a ser suspenso em novembro, por falta de verba. Para cada quilo de alimento, devem ser levados três quilos de recicláveis.

Os postos de troca serão mantidos: Pedreira, Vila Matilde, Nhapindazal e Vila Raquel. Mundio destaca que moradores de outros bairros podem também participar do programa. As trocas ocorrem nesses pontos, mas a abrangência do programa, explica, não está exclusivamente atrelada a eles. “São quatro pontos de troca abertos a todos os nossos munícipes”, garante.

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