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01/09/12 - 01h59 - atualizada em 01/09/12 às 12h15

Obras na BR-153 continuam estagnadas

Assessoria do Dnit diz que não há previsão de quando a empresa Exato será convocada para substituir Pavisan, que perdeu o direito de executar a obra em função de ter anunciado sua falência
Rodrigo Zub


Número de buracos na pista é grande e dificulta tráfego de veículo no trecho entre Imbituva e Paulo Frontin
Mais uma semana termina e o impasse sobre as obras na BR-153 continua. Na segunda-feira, 27, a equipe da Najuá voltou a entrar em contato com a assessoria do Departamento Nacional de Infraestrutura de Trânsito (Dnit), mas novamente foi informada que não há previsão de quando a recuperação asfáltica no trecho entre Imbituva e Paulo Frontin será feita. A única certeza é de que a empresa mineira Pavisan, que encontra-se desde o mês de março em processo de recuperação judicial e falência, não será responsável pela execução dos trabalhos.

Segundo a assessoria de imprensa do Dnit, a empresa Exato de Santa Catarina, segunda colocada no processo licitatório, será chamada para substituir a empresa mineira. “Esse processo não depende apenas do Dnit do Paraná. Precisamos de uma autorização de Brasília para chamar a empresa e ver a disponibilidade dela executar as obras pelo mesmo valor licitado”, afirma. O valor citado pela assessoria do Dnit é de R$ 6 milhões.

Cumprindo agenda política em Guarapuava, no sábado, dia 25, a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann falou sobre as obras da BR-153.  Segundo ela, o Dnit deverá licitar ainda neste semestre um projeto que prevê a recuperação asfáltica no trecho de 113 km entre Imbituva e Paulo Frontin através da chamada RDC- Regime diferencial de contratação.

Crema x RDC

Para saber mais detalhes sobre o projeto citado por Gleisi, voltamos entrar em contato com a assessoria do Dnit. Segundo informações repassadas pelo órgão, a licitação relatada pela ministra da Casa Civil se refere provavelmente ao Crema (Contratos de Restauração e Manutenção da Malha Rodoviária Federal). Esse projeto tem o intuito de realizar uma recuperação total da BR-153, no trecho entre Paulo Frontin até Santo Antonio da Platina tirando os trechos pedagiados.

A assessoria do Dnit informou que os projetos realizados através de RDC reduzem os prazos de licitação pela metade. No caso de concorrência pública, a licitação em média, passa de dois meses para no máximo um, explica o órgão.

Outras obras

A construção de acostamento e terceiras faixas em pontos de maior fluxo de veículos é outro projeto em estudo que deve ser elaborado nos próximos anos, informa a assessoria do Dnit. “Primeiro teremos a conclusão do Crema em 2013, depois está prevista a colocação de acostamento e terceiras faixas, mas isso é um projeto para o futuro não podemos especificar uma data”.

Perguntado sobre as obras de recuperação de parte da BR-153 no trecho de 75 km, que começa em União da Vitória passa por General Carneiro até a divisa com Santa Catarina, a assessoria do Dnit informou que a previsão é que o projeto seja concluído no final de 2013. O valor do investimento é de R$ 200 milhões.

O projeto prevê restauração completa do pavimento, implantação de terceiras faixas, alargamento das dez pontes existentes, construção de viaduto, além de adequações e melhorias nas interseções, retornos, acessos, travessia urbana, sinalização, entre outras obras de grande porte. “Teremos uma correção geométrica da pista, o traçado vai mudar um pouquinho, principalmente no trecho em General que será duplicado”, afirma a assessoria do Dnit.

"Privilégio"


O órgão também informou que as obras em União da Vitória são uma reivindicação antiga dos moradores do Sul do Estado. Por isso, a assessoria do Dnit argumenta que não teria privilégio outro setor da rodovia, em detrimento ao trecho entre Imbituva e Paulo Frontin.

“Esse trecho no Sul do Estado foi recebido antes. Em Irati, nós não tínhamos previsto na programação porque estava com o estado e não com o Dnit. Assim que ele passou para a malha federal iniciamos os estudos, mas esse processo é lento porque envolve programação orçamentária, ou seja, tem que programar um ano antes para o início das obras”, relata.


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