Irati e Região / Notícias

04/07/13 - 06h54 - atualizada em 05/07/13 às 09h06

Odilon fala em mudar o sistema de cobrança da coleta de lixo e não descarta terceirização

Prefeito enaltece que a coleta de lixo está sendo feita por apenas quatro caminhões desde 2001
Sassá Oliveira

Durante a sessão ordinária do legislativo iratiense que ocorreu na noite desta segunda-feira (01), o vereador Vilson Menon (PMDB), apresentou um requerimento convidando o secretário de Ecologia e Meio Ambiente, Osvaldo Zaboroski, para usar a tribuna popular na próxima reunião que acontece no dia 08 de julho e será a última antes do recesso.
 
O objetivo da solicitação é esclarecer o que vem ocorrendo com o lixo em Irati e de que forma estão acontecendo às coletas.

Na sessão ordinária de segunda-feira (01), o Prefeito Odilon Burgath (PT), explanou sobre o assunto durante seu discurso enquanto usava a tribuna livre.

Segundo Odilon a tarifa de coleta de lixo vinculada a conta de água foi instituída no ano de 2001, sendo cobrado o valor de R$ 0,38 a cada vez que o caminhão passasse. Em 2001, quatro caminhões faziam o trabalho de coleta de lixo.

De 2001 a 2012, a inflação acumulada no período foi de 120% e a tarifa subiu de R$ 0,38 para R$ 0,65, ou seja, um reajuste de 70%. Os números mostram uma defasagem no valor da tarifa de pelo menos 50%.

Outro problema apontado pelo prefeito é que mesmo depois de 12 anos a coleta continua sendo feita por apenas quatro caminhões. Odilon enalteceu que neste período a população do município aumentou em cerca de 5.000 pessoas. Desta forma, aumenta também o volume de lixo a ser coletado, indagou o prefeito.

Aumento reprovado

Odilon também falou sobre o projeto reprovado pelos vereadores no final do ano passado, que aumentava o valor da coleta de R$ 0,65 para R$ 1,20 a cada vez que o caminhão passasse.

Ele disse que a alteração representaria um aumento de 90%, o que realmente seria sentido no bolso do consumidor. No entanto, Odilon afirma que o aumento deveria ter sido aplicado de forma gradativa anualmente, o que amenizaria o impacto e não deixaria o valor tão defasado.

“Também queria dizer a todos que não vou me eximir do problema, mas que quero registrar que, de fato, não fui o gerador dele. O que destaco que dos quatro caminhões que temos utilizado, dois são dos anos de 2003 e 2005, o que para a coleta já são considerados bastante antigos, por causa da deterioração rápida que o chorume promove no equipamento e obviamente os rotineiros problemas de oficina que temos enfrentado”, desabafou Odilon. Ele relatou que uma nova lei modificando a forma de cobrança está prestes a ser encaminhada para aprovação dos vereadores.

Correção dos valores cobrados

Segundo Odilon quem produz mais lixo deve também pagar mais pela coleta. As mudanças, além de fazer com que a cobrança seja mais justa também irão contribuir para que o município diminua a defasagem no preço da coleta em comparação com o que é gasto para realizá-la.

“Hoje arrecadamos cerca de R$ 60 mil mensais com a taxa de coleta e gastamos próximo de R$ 200 mil para gerir o sistema”, relatou o prefeito.

Terceirização

De acordo com Odilon, o aumento na arrecadação proporcionaria a ampliação na coleta no interior e as adequações do aterro sanitário para atender as leis ambientais. Por isso, ele não descartou a possibilidade de terceirização da coleta de lixo. “Não nego que hoje possa ser uma solução interessante visto que quando acontecer uma quebra nos veículos a empresa contratada seria a responsável pela reposição imediata do caminhão,” disse.

Ele também falou que uma possível terceirização possibilitaria o remanejamento dos funcionários, que atualmente desenvolvem o trabalho de coleta para outras áreas do município.

Comentários