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26/09/13 - 23h23 - atualizada em 26/09/13 às 23h36

PAA gerenciado pela Regional do Trabalho de Irati não tem relação com o caso da Conab

Chefe regional da Secretaria do Trabalho e Economia Solidária esclarece que o programa administrado pelo Estado tem diferença na execução e no repasse de verba aos agricultores
Fernanda Santos, com reportagem de Sassá Oliveira e Marli Traple


Em função do caso de apreensão de dois envolvidos em uma fraude do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o chefe do escritório regional da Secretaria do Trabalho e Economia Solidária de Irati, Nelson Antunes, esteve na Rádio Najuá para esclarecer à população quais as diferenças do trabalho da entidade e da Companhia de Abastecimento (Conab). Ele afirma que não há relação entre os órgãos, principalmente pelas medidas adotadas de trabalho.

Nesta semana, a Polícia Federal prendeu duas pessoas em Irati, que são acusadas de desvio de dinheiro do programa governamental, em que parte da verba, repassada aos agricultores que fazem parte do projeto, caía direto no bolso de funcionários da Conab. Também foram apreendidos envolvidos de outras cidades, como Guarapuava e Inácio Martins. Antunes reforça que, em Irati, nenhuma das pessoas presas tem envolvimento com o gerenciamento do PAA pela Secretaria do Trabalho.

As diferenças de gerenciamento do PAA

Como o PAA é um programa muito ativo, que auxilia os produtores da região, Antunes quis esclarecer à todos como funciona o processo de repasse e do próprio trabalho realizado pela entidade. Primeiramente, o projeto segue duas linhas: uma gerenciada pela Conab e outra pela Regional do Trabalho. “São frentes distintas, mas as verbas vêm da mesma origem. Porém, os projetos da Conab são pagos para as cooperativas, que repassam os valores aos produtores. Já, o convênio com o governo do Estado passa diretamente os recursos para a conta individual de cada produtor”. Dessa forma, ele reforça que não há possibilidades de fraude na distribuição de recursos.

Entre as diferenças apontadas pelo chefe da Regional, é que o PAA desenvolvido pelo governo do Estado trabalha somente com agricultores membros de associações, e não de cooperativas, como o caso da Conab. Além desses parceiros que ajudam na logística dos produtos, o trabalho também conta com técnicos de seis municípios da região e os representantes das entidades assistenciais que recebem esses produtos.

Junto ao pagamento com a nota fiscal, Antunes aponta que, além da certificação do chefe do núcleo, o técnico do município recebe e assina um termo de aceitabilidade dos produtos, assim como a entidade beneficiada verifica a quantidade e a qualidade do que recebeu. “O PAA gerenciado pela Secretaria do Trabalho atende hoje, 502 agricultores cadastrados que geram benefícios a 34 mil pessoas de cerca de 40 entidades, que são favorecidas com as doações de alimentos”.

Para tranquilizar a população e, principalmente, os produtores que fazem parte de associações ligadas ao PAA do convênio estadual, Antunes assegura que não há irregularidades e os cronogramas de trabalho estão em dia.

Programa contribui para desenvolvimento regional

Dos recursos recebidos pelos agricultores, Antunes observa que muitas pessoas se beneficiam também. “É o giro no próprio comércio da região que se fortalece e beneficia uma cadeia produtiva”.

Além disso, ele também cita que a produção dos agricultores ajuda a melhorar a saúde, pois são alimentos saudáveis que melhoram a qualidade de vida da população.

Nelson Antunes participou da edição de quarta-feira (25) do programa Meio Dia em Notícias

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