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30/07/11 - 11h37 - atualizada em 30/07/11 às 13h04

Para poder fiscalizar, vereadores e conselheiros precisam saber mais sobre orçamento, afirma socióloga

Socióloga da secretaria estadual de Saúde fala da importância da fiscalização do orçamento pelos conselheiros e vereadores e destaca papel da imprensa
Marli Traple


Nós que trabalhamos no SUS, não podemos reter a informação só para a gente - Sócióloga Lígia Cardieri
Esteve em Irati na última quinta-feira (28), durante a Conferência Municipal de Saúde, Lígia Cardieri, socióloga, especialista em epidemiologia e saúde coletiva. Ligia proferiu palestra sobre o tema “SUS, distribuição de verbas e papel do Conselho na fiscalização dos gastos com saúde”. Entrevistada pela reportagem da Najuá, Ligia disse que os conselheiros devem estar bem preparados para exercer a fiscalização e isso implica em conhecer leis e orçamentos, que segundo ela, são feitos numa linguagem que pouca gente consegue entender e, que até mesmo vereadores de algumas cidades, como Curitiba, por exemplo, aprovam algumas coisas no escuro por não ter entendido.


“Orçamento no Brasil é autorizativo, diz que o governo pode gastar determinado valor na Saúde da Mulher e após fechar o ano, os legisladores, conselheiros e a população devem investigar se o que foi determinado no orçamento foi realmente cumprido e se não houve distorções na interpretação, na hora de aplicar os recursos”.


Ligia exemplificou dizendo que “o orçamento é uma promessa do que deve ser gasto e precisa ser conferido todos os anos porque na hora da prestação de contas, que passa pela Câmara, muitas vezes ocorre do vereador não ver, mas o Conselho tem a obrigação de ter visto”. A socióloga fala da necessidade de promover cursos sobre orçamento para os conselheiros e vereadores, para que eles aprendam a ‘ler este orçamento’. “Tem casos em que o secretário de saúde assina as coisas, mas não entende, porque acha que quem deve saber é o setor financeiro, mas não é assim, todos devem entender para saber se estão gastando nas coisas certas” - explica a socióloga.


A imprensa, o Ministério Público e o povo têm papel fundamental na construção da verdadeira cidadania, diz. “Hoje as pessoas veem como a cidadania como somente o direito de voto, mas nós precisamos ser cidadãos o ano inteiro, porque pagamos impostos e precisamos saber onde está sendo gasto esse dinheiro, para isso devemos nos informar melhor, aprimorar nossos conhecimentos, aprender a fazer contas, e não podemos ter medo de exercer esta função”, completou.


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