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28/03/11 - 11h25 - atualizada em 28/03/11 às 11h41

Prefeitura investe cerca de R$ 300 mil nos últimos 40 dias para a recuperação de estradas rurais

Assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal de Irati

Nos últimos quarenta dias, a Secretaria Municipal de Viação e Serviços Rurais trabalhou intensamente para resolver os danos causados em estradas de várias comunidades do interior pelas fortes chuvas do mês de fevereiro. Para sanar a maioria dos problemas com rapidez houve um grande investimento do Município em materiais como tubos, bica corrida (pedra similar à brita), diesel, pranchões de madeira, dentre outros. Foram aplicados R$ 294.721,00 neste período para atender as necessidades dos agricultores em relação a estradas. 

Para a correção de pontos críticos nas estradas, além da utilização de cascalho, houve a aplicação de bica corrida. Foram adquiridas duas mil e quinhentas toneladas deste material, através do investimento de R$ 37.000,00.

Foram utilizados na execução ou recuperação de pontes e bueiros 700 pranchões de 4,5 m de comprimento, 500 tubos de 40 cm, 60 cm ou um metro de diâmetro, além de vigas. O investimento para a compra destes materiais foi de R$ 62.721,00.

Para o funcionamento das máquinas utilizadas durante a operação de recuperação de estradas, pontes e bueiros, cerca de 2.000 litros de óleo diesel foram gastos por dia. Nos quarenta dias de trabalho após as fortes chuvas que danificaram as estradas rurais foram consumidos aproximadamente 80.000 litros de combustível por: duas pás carregadeiras; uma retroescavadeira hidráulica para extração de cascalho; duas retroescavadeiras para execução de pontes e bueiros; cinco motoniveladoras ou patrolas; um rolo compressor; seis caminhões para o transporte de cascalho e brita; um caminhão para o transporte de máquinas, tubos e pranchões; e um caminhão de apoio para abastecimento das demais máquinas com óleo diesel. O montante aplicado na compra de óleo diesel foi de R$ 160.000,00.

Paralelamente a isto, houve ainda investimento em manutenção do maquinário, além de contratação de 150 horas/máquina de um trator de esteira para extração de cascalho e de 200 horas/máquina de uma retroescavadeira para a execução de drenagem, pontes e bueiros. Nestes serviços houve investimento de R$ 35.000,00.

“Para que pudéssemos realizar os trabalhos nas estradas rurais, houve total apoio e sensibilidade do prefeito Sergio Stoklos em liberar a compra de um volume significativo de materiais e a contratação horas/máquina extras”, comenta a secretaria de Viação e Serviços Rurais, Rozenilda Romaniw Bárbara.

Outro aspecto que permitiu a execução dos serviços rapidamente foi o apoio dos próprios agricultores de diversas regiões, que auxiliaram as equipes de funcionários públicos. Houve colaboração tanto no transporte de material e de pessoas como na própria realização de trabalhos em pontes e bueiros. “Muitos produtores foram muito solidários e isto trouxe resultados positivos para todos”, afirma Rozenilda.

Segundo ela, nos últimos quarenta dias também não ocorreram períodos chuvosos e os trabalhos puderam ser feitos sem interrupção.

Serviços foram executados em diversas regiões

Estrada de Pinho de Cima
Na região do Itapará houve a recuperação de estradas, com patrolamento e aplicação de cascalho ou brita em pontos críticos. Foram beneficiadas estradas das comunidades de Água Clara dos Baran, Linha B, Linha E, Água Mineral, Campina Branca, Iratizinho, Faxinal dos Antonios, Faxinal dos Neves, Serra do Cadeadinho e Vista Alegre. No Cadeadinho, a estrada que segue para Cadeado Santana passando por Cadeado Grande até o Palmital foi patrolada e houve aplicação de cascalho e brita onde necessário.

Em Cerro da Ponte Alta algumas estradas também receberam serviços similares em pontos críticos e houve cascalhamento no trecho do Cerro da Ponte Alta a Barra do Gavião, até a última propriedade. No Faxinal do Rio do Couro trechos do transporte escolar receberam tratamento com cascalho em trechos parciais e foi feito cascalhamento na estrada Piaceki.

Também ocorreram serviços na estrada geral no trecho que vai desde Faxinal dos Mellos, passando por Rio do Couro, Cerro da Ponte Alta, Cerro do Canhadão até a entrada de Valeiros.

Na região da Serra dos Nogueiras/Papuã a Secretaria de Viação e Serviços Rurais fez patrolamento com aplicação de bica corrida em um trecho de cerca de seis quilômetros. Os trabalhos foram feitos até as imediações do primeiro ponto em que os ônibus costumam virar e ainda há necessidade de complementar os trabalhos para atender toda a comunidade.

Estrada de Pinho de Cima
Na região do Pinho de Baixo e Pinho de Cima, Caratuva 1 e 2 as estradas gerais estão sendo patroladas e conforme necessidade, nos pontos necessários há aplicação de material britado. 

Na região da Colônia São Lourenço, os pontos de formação de atoleiros também receberam patrolamento parcial e revestimento com pedra brita. Os serviços foram desenvolvidos entre o Lageadinho e a Colônia São Lourenço.

Estrada de Pinho de Cima

Na região de Gonçalves Júnior foram efetuados quatro quilômetros de cascalhamento em Linha A, houve aplicação de brita em pontos críticos em Linha Ordenança, ocorreu fechamento de atoleiros na Linha C, Linha 5 e britagem de alguns pontos em Coloninha de Gonçalves Júnior. Os trechos de Linha C e Linha 5 foram preparados para receber cascalho.

No Rio Preto foram executados patrolamentos e aplicação de brita em pontos críticos da estrada, onde residem cerca de 15 famílias. Em Mato Queimado houve cascalhamento parcial nos locais mais críticos. Na Estrada da Cruz Vermelha até Barra Mansa os serviços foram similares com aplicação de brita em pontos necessários.

Construção de pontes
Pontes de madeira com sete metros de extensão (em média) foram construídas em várias comunidades. Foram feitas duas pontes em Rio Corrente, duas pontes em boa Vista do Pirapó, uma em Cachoeira do Palmital e uma na estrada de Arroio Grande em direção à Fazenda Gomes.

Também foram executadas duas pontes de madeira em Linha B de Gonçalves Júnior, em direção a Invernadinha e está em execução uma ponte de 14 metros na localidade de Invernadinha.   

Bueiros e drenagem
Com as fortes chuvas de fevereiro, ocorreram danos em bueiros ao longo de várias estradas rurais e também surgiu a necessidade de execução de novos bueiros.

“Esse é um trabalho relevante, pois previne danos nas estradas ocasionados pelas chuvas”, diz Rozenilda. Ela explica que quando as saídas de água entopem, a água passa a correr no meio das estradas formando valetas e destruindo os serviços de cascalhamento. “Temos o plano atender as demandas por bueiros dos agricultores e, ao sanar estes pedidos, nos dedicaremos exclusivamente à execução de drenos, devido à importância que os mesmos  têm para manter uma estrada boa e durável”, afirma a secretária.

Localidade de Alvorada
Para permitir o correto escoamento das águas das chuvas foram feitos bueiros em Arroio Grande, Rio Preto, Monjolo, Pirapó, Campina de Gonçalves Júnior, Cachoeira do Palmital, Faxinal do Rio do Couro, Cadeado Santana, Cadeadinho, Água Mineral, Iratizinho, Faxinal dos Antoninos, Guamirim e Alvorada. Também houve a desobstrução de muito bueiros para melhorar o escoamento das águas.

Serviços de drenagem  foram realizados em  estradas de Água Mineral, Faxinal dos Neves, Faxinal dos Antonios, Linha E, Vista Alegre, Linha F, Rio Preto, Cadeadinho, Cadeado Santana, Cadeado Grande e Cachoeira do Palmital.

Regiões ainda não atendidas
Apesar do trabalho intenso da Secretaria de Viação e Serviços Rurais nos últimos quarenta dias, nem todos os problemas ocasionados nas estradas do interior pelas chuvas de fevereiro puderam ser resolvidos. Ainda não puderam ser recuperadas estradas das comunidades de Barra do Gavião, Arroio Grande, Água Clara e Taquari. Estradas destas localidades e muitas outras ainda precisam de serviços de patrolamento e drenagem geral, além de cascalhamento parcial.

Estradas danificadas por agricultores
Situações de uso das águas de pequenos córregos foram observadas em mais de uma comunidade. Alguns produtores rurais fecham parcialmente com madeira os bueiros para coletar água e utilizá-la em suas lavouras. Com os bueiros parcialmente fechados e o acúmulo de restos de vegetais (como galhos e ciscos) há o aumento do nível da água. O escoamento normal da água fica comprometido e nos períodos chuvosos a água passa por cima dos bueiros, formando atoleiros nos pontos sensíveis das estradas que são as áreas mais baixas, onde também se acumula terra vinda da própria estrada e das lavouras. “Infelizmente, são situações que observamos em várias regiões do interior e que comprometem  ainda mais as estradas”, diz Rozenilda. A secretária atenta para o bom senso dos agricultores no sentido de haver colaboração  para a conservação das estradas, não fechando os bueiros. “É uma situação delicada, pois os produtores cobram que a Secretaria de Viação e Serviços Rurais realize a manutenção das estradas, mas em alguns casos os próprios produtores são responsáveis pela condição de agravamento dos problemas, deixando-as ainda mais ruins”, desabafa a secretária.

Patrolamento e limpeza de barrancos
Desde a última quinzena as equipes de funcionários da Secretaria de Viação e Serviços Rurais estão concentrando esforços para efetuar serviços de patrolamento nas estradas utilizadas para a colheita e  escoamento da safra. O trabalho envolve as cinco motoniveladoras do Parque de Máquinas do Município e continuará nas próximas semanas para atender todas as regiões, conforme a demanda.

Para garantir a rapidez dos serviços, não será feita a limpeza de barrancos, ou seja, a roçada com a motoniveladora. Isto, porque a operação de roçada dobra o tempo para a execução do patrolamento, danifica as máquinas e atrasa o atendimento dos pedidos feitos por produtores. “Embora estejamos imbuídos dos serviços de patrolamento como prioridade, manteremos uma frente de cascalhamento a fim de dar seqüência na manutenção das estradas escolares”, diz Rozenilda. Ela conta que também prosseguem os serviços de execução de pontes e bueiros. 
 

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