Irati e Região / Notícias

10/04/19 - 01h09 - atualizada em 10/04/19 às 01h36

Produtores visitam Ceasa e Mercado Municipal em Curitiba

Secretário de Agricultura pretende se inspirar na experiência do comércio de frutas, hortaliças e derivados na capital e importar o modelo para Irati, dentro das proporções e conveniências locais

Da Redação, com reportagem de Paulo Henrique Sava e Jussara Harmuch e informações da Assessoria 

Grupo de 44 feirantes e produtores conheceram a estrutura do Ceasa e Mercado Municipal de Curitiba

Um grupo formado por 44 agricultores, especialmente os que trabalham com a holericultura, visitaram as Centrais de Abastecimento do Paraná S/A (Ceasa) e o Mercado Municipal de Curitiba, na terça passada (2). Com finalidade técnica, a viagem foi realizada a convite da Prefeitura de Irati e da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento.

O objetivo foi inspirar-se na experiência de seis décadas do Mercado Municipal de Curitiba no comércio de frutas, hortaliças e derivados e importar o modelo para Irati, dentro das proporções e das conveniências locais. A oportunidade serviu também para que produtores do interior tivessem contato com os que atuam em outras regiões, a fim de trocar experiências e conhecer diferentes variedades de produtos que lá são comercializados.

O prefeito Jorge Derbli; o secretário de Agricultura, Raimundo Gnatkowski (Mundio) e o presidente da Feira do Produtor Iratiense, Irineu Lukavey, acompanharam a comitiva. Mundio ressalta que tem buscado nesse modelo uma forma de aprimorar a estrutura existente na Rua XV de Julho. O novo espaço que será construído, de 869 metros quadrados, deve prover mais conforto para os produtores e ser cada vez mais atraente para os consumidores.

PUBLICIDADE

Mundio relata que o grupo saiu de Irati por volta de 3h da madrugada, para chegar ao Ceasa em torno de 5h, horário em que os produtos saem para distribuição aos locais de venda. Ali, conheceram a logística de distribuição, o mercado de flores e permaneceram até as 9h, quando foram para o Mercadão, onde observaram os estandes, conversaram com feirantes e almoçaram antes de retornar para Irati.

“Eu já conhecia o Ceasa, mas vários outros produtores ainda não. É uma realidade bem maior do que a daqui. Mesma coisa o Mercado Municipal, que não tem como comparar com a Feira do Produtor de Irati. Lá, todas as coisas são embaladas, é tudo bem caprichado. Mas o preço também é outro”, comenta Lukavey. Já no Mercado Municipal, uma das diferenças mais notáveis percebidas pelos iratienses é que lá não há produtores, mas “atravessadores”, ou distribuidores, pessoas que revendem produtos adquiridos no Ceasa e em outros locais.

Quer receber notícias pelo WhatsApp?

Envie SIM notíciashttp://bit.ly/CliqueAquiWhatsSuperNajua

Por e-mail: http://bit.ly/2BiE4tC

Texto continua depois da publicidade

PUBLICIDADE

Mundio frisa que a variedade é um dos pontos altos do Mercado Municipal, pois é um local onde é possível encontrar de tudo um pouco. Há uma praça de alimentação com gastronomia diversificada – um conceito que o secretário pretende implantar na Feira do Produtor. Nos estandes, além de produtos frescos trazidos do Ceasa, há uma infinidade de produtos, como, por exemplo, frutas exóticas importadas de Israel e do Oriente. Outra diferença é que o comércio de alimentos não se restringe a vegetais: também há venda de carne e derivados, peixes, frutos do mar, queijos, laticínios, embutidos, vinhos, entre outros.

“Tiramos como exemplo, no Mercado Municipal, a quantidade de variedades [de produtos]. Queremos transformar a Feira do Produtor em algo como o Mercado Municipal. Temos clientes regionais, tem pessoas de Inácio Martins que vêm para comprar, de Guarapuava, de Ponta Grossa, de São Paulo, de Curitiba vêm comprar produtos aqui. Quisemos mostrar para os produtores essa variedade de produtos que vimos no Mercado Municipal e é nessa mesma linha.Queremos que nossa Feira do Produtor de Irati ofereça essa mesma quantidade de variedades: produtos in natura, produtos transformados, muito produto perecível, mas muitos outros produtos que podem ser trazidos de fora para se oferecer, que não são perecíveis”, ressalta o secretário.

Presidente da Feira do Produtor, Irineu Lukavey (camisa rosa) salienta que em Curitiba existem vários "atravessadores" que compram a mercadoria para revender

Núcleo de Agricultura

O projeto do chamado “Núcleo da Agricultura” chegou a ser apresentado, em Curitiba, ao governo anterior, em 2017. No entanto, o recurso prometido pelo então secretário Norberto Ortigara não chegou a ser liberado para o município. Em 2018, o ano eleitoral dificultou qualquer possibilidade dessa liberação. Contudo, a negociação foi retomada nesse ano, no novo governo, em que Ortigara permaneceu no comando da pasta. O projeto teve custo recalculado e, agora, passa dos R$ 5 milhões iniciais. A proposta era de que o governo estadual arcasse com 90% da obra e que o município daria os 10% como contrapartida, além da doação do terreno.

Tendo em vista que o mandato atual já está na metade e o compromisso firmado junto aos agricultores, o Município apresentou um “plano B” para os expositores da Feira, na hipótese de não obter recursos junto ao Estado para o Núcleo da Agricultura. Essa alternativa seria limitar a nova construção ao espaço para a Feira do Produtor, sem as salas para os órgãos municipais e estaduais relacionados à agricultura. Para a construção desse barracão, seria usada a estrutura de pré-moldados, com custo estimado em cerca de R$ 820 mil.

PUBLICIDADE

Se na proposta de se construir o Núcleo de Agricultura, a ideia era que o espaço tivesse 40 bancas, o “plano B” compreende 28. Uma comitiva formada por Mundio; pelo secretário de Comunicação Social, Sidnei Jorge e pelo prefeito Jorge Derbli se reuniu na tarde de terça-feira passada (2) com o secretário estadual Norberto Ortigara para debater a possibilidade de viabilização de recursos estaduais para o Núcleo de Agricultura e também para a apresentação do chamado “plano B”.

Ortigara, que no passado já havia sinalizado positivamente para o primeiro projeto, que teve recursos prometidos, mas que não chegaram a serem repassados, teria “acatado” o segundo projeto, chamado de “plano B”, de acordo com Mundio. O secretário estadual de Agricultura e Abastecimento solicitou um prazo de 20 dias para dar uma resposta sobre a viabilidade do recurso para a obra.

Prefeito Jorge Derbli acompanhou a comitiva de iratienses em Curitiba a fim de que modo de experiência adquiridas na viagem sejam implantadas em Irati

Saindo tanto o plano A quanto o plano B, a Feira do Produtor permanece no mesmo local, na Rua XV de Julho, 565. “São mais de 3 mil metros quadrados que estão em concessão de uso com a Associação dos Hortifrutigranjeiros de Irati. A parte onde é o estacionamento era da Receita Federal, mas veio um documento e hoje é da Prefeitura, como concessão aos agricultores. Enquanto tiver os agricultores trabalhando ali esse espaço será da Feira do Produtor. Além disso, temos ali atrás o Centro de Processamento de Alimentos, onde temos as câmaras frias, que atende aos fruticultores e à Festa do Pêssego. Esse espaço vai ficar para a agricultura, com certeza, sempre”, diz Mundio.

PUBLICIDADE

Comentários

Enquete

Você acha que existe um grande número de pessoas que recebem aposentadoria sem ter contribuído o suficiente?

  • Não
  • Sim
Resultados