Irati e Região / Notícias

05/10/11 - 01h38 - atualizada em 11/04/12 às 02h31

Rozenilda defende a criação de estrutura fixa para atender o britador móvel

Para secretária de Viação e Serviços Rurais, estrutura fixa irá diminuir o custo e o tempo de transporte do britador de uma mina para outra.
Rodrigo Zub, com reportagem de Marli Traple e Paulo Secco


A situação das estradas rurais é sempre um assunto recorrente e que causa bastante indignação por parte de agricultores que precisam escoar sua produção rural e também para alunos que precisam se deslocam do interior do município, diariamente, para estudar. Pedido de patrolamento, cascalhamento, intervenção em bueiros e construção de pontes, são reivindicações recebidas pela secretaria de Viação e Serviços Rurais de Irati, constantemente.

Durante entrevista no Programa Dia em Notícias da Rádio Najuá da última segunda-feira, 3, a secretária da pasta, Rozenilda Romaniw Bárbara, fez um balanço sobre as atividades desenvolvidas pelo setor e ainda comentou sobre a possibilidade de ser adquirido mais um britador móvel para atender alguns pontos críticos.

Necessidade de mais britadores móveis

Britador móvel foi adquirido em definitivo em março pela prefeitura de Irati
Um dos equipamentos que proporcionou maior agilidade no trabalho da secretaria foi o britador móvel - máquina que faz trabalho de trituração da rocha, reduzindo a pedra grande em pedras menores - porque é mais apropriado e fácil de ser utilizado nas estradas rurais. Primeiramente, para testar a eficiência, uma máquina foi locada e, em março deste ano, uma máquina nova foi adquirida, em definitivo, pela prefeitura de Irati.

Na sessão desta semana da Câmara de Irati, a possibilidade da prefeitura adquirir mais dois britadores móveis foi cogitada pelo vereador Ronaldão. Rozenilda entende que seriam necessários três britadores para ter um trabalho de qualidade nas minas.  No entanto, ela defende que o ponto principal a ser discutido não é a quantidade de britadores, mas sim a qualidade da pedra que é utilizada no trabalho - se cascalho a durabilidade é menor do que a pedra bazáltica, bastante utilizada na construção civil, que é mais resistente a cargas pesadas e eventuais chuvas fortes que venham a prejudicar as estradas - e também a necessidade de criação de uma estrutura fixa, que iria diminuir o custo e aumentar a produtividade.

“Sou favorável de ter um [uma usina] definitivo mesmo, uma estrutura como tem um empresário que trabalha na região do Riozinho. Um britador pequeno também seria importante para transportar para lugares mais longes onde você identifica uma mina boa. Isso evitaria deslocamentos necessários e poderia agilizar os serviços”, indica.

Praticidade

Na opinião de Rozenilda, a máquina britadora móvel providenciou uma melhora muito grande para a parte de acabamento das estradas, essencialmente em locais em que o tráfego de veículos é grande, como é o caso da localidade de Pinho de Baixo, onde foram retiradas cerca de 500 viagens de cascalho britado. Este material foi aplicado em várias pontos que se encontravam em situação precária como as estradas da Serra dos Nogueiras e Caratuvas.

Atualmente o equipamento foi deslocado para a comunidade de Rio Corrente. Porém, neste local não há uma produção satisfatória, o que requer paciência dos funcionários. Mesmo assim, segundo Rozenilda, no mês de Setembro foram retirados aproximadamente 130 caminhões de material britado da mina.

A secretária destaca que o principal diferencial do material britado é  o aproveitamento e também a questão do acabamento das estradas, pois as pedras são todas de um padrão definido evitando assim que rochas grandes sejam deixadas às margens destes locais em função da dificuldade de triturar este material.

“Com um caminhão britado a gente consegue até 150 metros se for uma estrada estreita, enquanto que se eu tivesse de levar o cascalho, precisaria de sete ou oito viagens, porque você deixa algumas rochas maiores de lado, além de ter que afinar, quebrar mais a rocha e nem dispomos mais de pessoal para este trabalho [em função de ser um serviço bastante pesado, cansativo e exaustivo]”, avalia Rozenilda.


Atividades desenvolvidas

Atividades realizadas pela secretaria de Viação e Serviços Rurais durante o período entre 26 de setembro e 1º de Outubro:

Cascalhamento

Trechos parcial da estrada que vai do Colégio Florestal em direção a Assungui;

Ligação entre Pirapó e Boa Vista do Pirapó também recebeu cascalho para atender as necessidades dos produtores de leite desta região;

Via perimetral do Condomínio Industrial, cujo trabalho está tendo continuidade.

Partrolamento

Serra dos Nogueiras, Monjolo, Empossados, Pirapó, Rio Preto, Papuã, Rio Corrente e estrada entre Gonçalves Junior e Itapará.

Bueiros

Os trabalhos de manutenção de pontes e bueiros foram realizados em Mato Queimado, Água Clara, Cadeado Santana, Cadeado Grande, Linha B de Gonçalves Junior, Rio Corrente e Rio Preto.

Cronograma

Estrada rural sendo cascalhada
Sobre o roteiro e as atividades desenvolvidas nos últimos dias, Rozenilda comentou que na semana passada foram providenciados patrolamentos nas estradas da Serra dos Nogueiras, Empossados, Pirapó, Rio Preto e Serra do Papuã. Na segunda-feira, 3, os trabalhos tiveram início na estrada de Monjolo, que estava em situação bastante precária.Também estava previsto no cronograma deste ano, obras na estrada de Gonçalves Júnior, que atrasaram e começaram a ser disponibilizadas somente na terça-feira, 4, em função de um probelma no maquinário, que já foi resolvido. As obras prosseguem durante a semana em direção à estrada de Pinhal Preto.

Já em termos de cascalhamento, Rozenilda revelou que a secretaria conseguiu atender uma solicitação antiga de agricultores do Assungui que moram nas proximidades do Colégio Florestal, para que fosse feito o patrolamento das estradas gerais deste local.

“Com relação às estradas deles para [transporte de] leite, conseguimos atender, conciliar desta forma o trabalho que a gente teve que é realmente diminuir a questão do cascalhamento e dar prioridade para o patrolamento das estradas, pois não é só a chuva que danifica, o próprio uso vai desgastando o trecho”, analisa.

Questionada sobre o cascalhamento da estrada do Rio Corrente, Rozenilda lembrou que este local não recebia nenhum tipo de melhoria desde o começo do ano de 2010, mas que as obras de manutenção da estrada tiveram início no último sábado, 1. De acordo com a secretária, os pontos críticos da estrada já foram trabalhados faltando somente alguns reparos em alguns trechos, o que vai garantir a trafegabilidade do local, por um período considerável.

Rozenilda afirma que o principal entrave, muitas vezes na execução das obras, é a chuva e a manutenção das máquinas que em alguns casos acabam quebrando ou sendo danificadas. Isso acaba atrasando os cronogramas previamente agendados. “Você vai atrasando os compromissos que assume com os agricultores, com as comunidades, a gente tem este sentimento da perda quando você não consegue trabalhar o dia, seja porque a patrola quebrou, seja porque choveu. Mas claro, isto tudo faz parte do trabalho e a gente tem que se moldar”. 





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