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09/11/11 - 21h38 - atualizada em 10/11/11 às 10h22

Ruteski rebate críticas: "Ônibus está bem conservado e oferece segurança"

Segundo o secretário municipal de esportes, incidente com ônibus que transportou atletas no fim de semana foi o primeiro
Jussara Harmuch Bendhack, com Marli Traple


Rebatendo as críticas sobre o estado de conservação do ônibus da prefeitura que transporta atletas de Irati para competições em outras cidades, mencionadas pelo vereador Vilson Menon e por um grupo de atletas que relatou à Najuá ter sofrido com o atraso em decorrência de problemas mecânicos no veículo que os transportava, no último final de semana, o secretário municipal de Esportes, Rafael Ruteski, disse que esta foi a primeira vez que o ônibus apresentou um problema mais grave.

Ruteski veio ao programa Meio Dia em Notícias de hoje (9) acompanhado de um grupo de professores vinculados à secretaria: Paulo Roberto Machinski; Antonio Alceu Jacopetti; André Dendiuk e do auxiliar de futsal, Arlindo de Souza Sobrinho.

O assunto repercutiu pelo rádio e site da Najuá e também pelas redes de relacionamentos na internet.

Ruteski rebateu as críticas e disse que possui laudos de vistoria do ônibus que atestam o bom funcionamento
O secretário se esforçou para atestar as boas condições do veículo e a segurança que oferece. “Tenho todos os laudos, mecânicos, de segurança, pneus, suspensão, laudos positivos e pareceres favoráveis. Se o ônibus não tivesse condições ele não teria viajado”, disse. O veículo é da década de 80, mas, ele afirma que “apesar da aparência antiga, está em bom estado”.  A secretaria de Ruteski acumula mais três pastas: Patrimônio Histórico; Turismo; Cultura e Lazer, setores onde também há uso deste meio para deslocar grupos folclóricos e representantes de CTGs (Centros de Tradição Gaúcha). “Este ônibus é adquirido com recursos próprios para o transporte de esporte e cultura que é responsável pela sua manutenção, mas por vezes acaba socorrendo outro setor da prefeitura que esteja precisando”, completa Ruteski.

Para o professor Machinski o ônibus da prefeitura atende as equipes satisfatoriamente. Ele conta que, antes disso, o veículo apresentou problema apenas uma vez. "Foi um problema pequeno, falta de combustível".

Sobre o pronunciamento na sessão desta semana do legislativo, quando Menon disse saber que em menos de um mês o ônibus já havia apresentado problema por três vezes, o secretário falou que não é verdade e não sabe onde o vereador obteve esta informação. “Eu não sei de onde ele [vereador Menon] tirou isso, quem informou ele. Já conversei, expliquei, mostrei e contei tudo que aconteceu porque ele merece as explicações assim como toda a população merece”.

Referente à solicitação que teria sido feita por atletas [mencionada na reportagem de ontem (8)] para que o ônibus fosse substituído por outro melhor, Ruteski afirmou que não houve contato direto com ele.

Sem ônibus próprio, ritmo de atividades seria menor

Com relação às demandas, são muitas, explicam os dois entrevistados à Najuá, descartando a possibilidade de fretamento. Na opinião deles, ter um ônibus próprio possibilita atender um número maior de equipes. “Temos muitas atividades e é inviável fretar ônibus para todas. Tem a Liga de Voleibol categoria infantil e adulto do basquete, handebol e ciclismo. O ônibus é muito requisitado. Inclusive o dano foi reparado e no domingo o mesmo ônibus já viajou com a equipe da Pirubike. No caso da Liga Adulto de Voleibol, as atividades só são permitidas em virtude de existir um transporte próprio”, diz Ruteski que continua: “Irati nunca teve ônibus próprio e sempre dependeu de favores de outros setores e de orçamentos que não condizia. A pessoa que fez o comentário no facebook se arrependeu e disse que falou bobagem”.

Professor teme que pais não permitam que atletas viagem

“A gente sempre quer mais ônibus porque sempre há equipes com vontade de participar”, relata o professor que teme que a divulgação do incidente possa repercutir negativamente entre os pais dos atletas impossibilitando que o ônibus conduza em outras competições. “Nos dias 25, 26 e 27 temos a última etapa das categorias juvenis e a equipe sub 15 se classificou. Depois que saiu a matéria eu fiquei preocupado que os pais de atletas poderiam não deixar que eles fossem [competir] por questão de segurança”, completa.

Convênios da secretaria

Ruteski ainda informou que existem algumas atividades onde há um convênio com a secretaria. “São as atividades ligadas ao desporto escolar. O adulto está fora disso e nós damos um apoio. Alimentação fica por conta das equipes, isso foi acordado há muito tempo”.

Incidente com o ônibus que conduziu a equipe da Liga Adulto de Volei

O incidente aconteceu na viagem da última sexta-feira (4) à noite, quando três equipes da Liga Adulta de Voleibol seguiam até a cidade de Ibiporã e o ônibus da prefeitura quebrou. Segundo o que disse o secretário, ocorreu quebra da embreagem em virtude dos buracos da estrada Irati a Imbituva. Assim que o caso foi comunicado, todas as medidas necessárias foram tomadas e, no prazo de uma hora, a solução foi apresentada: um ônibus de uma empresa terceirizada foi contratado.

Porém, o atraso foi maior devido a dois motivos: a saída de Irati marcada para 20h30 de sexta-feira acabou ocorrendo às 21h30 por impossibilidade de um grupo de atletas, a demora para que o ônibus fretado chegasse ao local somou tempo, fazendo com que as equipes permanecessem no local do incidente por, aproximadamente 3 horas.

As equipes chegaram ao Ginásio em que a competição ocorria na manhã do dia seguinte (sábado), meia hora antes da apresentação. “Não deu tempo nem de tomar café, disse uma atleta à Najuá. Ela também falou da preocupação do grupo em não faltar para evitar que Irati fosse multada [estava prevista multa de R$ 1 mil para a cidade que deixasse de comparecer e pagamento dos valores designados aos árbitros que, somando os três times custa em trono de R$ 4.800]. No entanto, o secretário disse que deixou livre para que eles desistissem, já que o inconveniente atrasou muito a delegação. “Foi dada a opção deles ficarem em Irati e eles preferiam não retornar”, alegou Ruteski.

Em resumo. As quase cinco horas mencionadas pelo grupo que reclamou se referem ao período todo, desde o atraso ocorrido na saída até o horário em que o ônibus finalmente partiu para seu destino, considerando que são 30 km entre Irati e Imbituva [um veículo em boas condições a 80 Km por hora faz o percurso em não mais que meia hora] e mais a mesma distância (aproximada) até o primeira praça de pedágio por onde passaram, por volta de 1h e meia da madrugada de sábado.

Machinski, que acompanhava o grupo justificou o atraso na saída de Irati e relatou o que aconteceu depois. "Alguns atletas que trabalham não puderam chegar na hora marcada para sair. Eu telefonei para o Rafael assim que o motorista percebeu que uma peça quebrou, mas isso poderia ter acontecido com qualquer ônibus, e em questão de uma hora ele já tinha a solução. Mas, o outro ônibus demorou um pouco para chegar”.


O professor Machinski acompanhou o grupo de voleibol no dia do incidente
Resultados


Apesar do inconveniente, as equipes de vôlei se saíram bem em Ibiporã. A categoria Master feminino ficou em 4º lugar, Adulto feminino em 3º e masculino em 5º lugar.

O professor destacou a conquista de todos os atletas envolvidos nas atividades da secretaria de Esportes, cerca de 200, muitos já colocados em grandes equipes e, principalmente das três atletas de vôlei que já estão com as passagens compradas para disputar o Campeonato Brasileiro em Maceió, que acontece agora em novembro.

Jacopetti comunicou que a equipe feminina de basquete adulto segue para Toledo no final de novembro para participar da fase final dos Jogos Abertos do Paraná, principal campeonato do estado.


Ouça a entrevista na íntegra:

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