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12/09/13 - 23h26 - atualizada em 13/09/13 às 09h35

Secretário diz que ginásio de esportes de Irati "não vai cair"

Secretário de Arquitetura, Engenharia e Urbanismo, Flávio André Synderski garante que a paralisação do trabalho na cobertura da obra foi tomada por precaução
Rodrigo Zub, com reportagem de Guilherme Capello/ Hoje Centro-Sul


“O ginásio não vai cair”. Desta forma, o secretário de Arquitetura, Engenharia e Urbanismo, Flávio André Synderski procurou tranquilizar a população iratiense sobre a continuidade da obra do ginásio de esportes. Durante entrevista coletiva na tarde de quinta-feira, 12, Synderski esclareceu que a prefeitura resolveu paralisar os trabalhos na cobertura da obra, para preservar a integridade de funcionários, da edificação, e com o objetivo de sanar algumas dúvidas por meio de um parecer do engenheiro responsável pelo projeto arquitetônico da nova praça esportiva do município.

A empresa Z Arquitetura Urbanismo Paisagismo e Design Ltda., localizada na Avenida Cândido de Abreu, em Curitiba, foi responsável pelo projeto arquitetônico do Ginásio de Esportes. Quem participou da elaboração do projeto foram os engenheiros: Orlando Busarello, Dilva Cândida Slomp Busarello, Daniel do Valle e Valmir José Caviquiolo.

Secretário de Arquitetura, Engenharia e Urbanismo, Flávio André Synderski garante que a paralisação do trabalho na cobertura da obra foi tomada por precaução
Synderski relata que não foram identificados problemas na cobertura, ou seja, na estrutura metálica da obra, conforme as fiscalizações realizadas pela prefeitura. O secretário conta que a prefeitura recebeu um alerta da própria empresa licitada para executar a obra, que identificou fissuras na montagem de algumas treliças. O problema foi identificado após uma vistoria realizada no dia 2 de setembro, que teve a participação de membros da secretária de Obras e Serviços Urbanos e técnicos do Sedu/Paraná Cidade, financiador do projeto.

“Nós fizemos a vistoria e chegamos ao consenso que era melhor parar os trabalhos na estrutura. Assim vamos chamar o engenheiro responsável pelo projeto estrutural, para que ele possa dar um parecer sobre esse projeto”, confirma o secretário.  De acordo com ele, até o momento, a secretaria responsável não sabe identificar se ocorreu um problema de execução do projeto, da montagem da estrutura ou do próprio projeto.

Synderski também explicou a diferença entre trinca e fissura. “Trinca é um colapso. Fissura às vezes é superficial. Por isso, não tem como atestar a gravidade dos problemas. Não é uma estrutura qualquer do ginásio. Em torno de 50 m de vão livre. Cada treliça são 10 toneladas apoiadas nos dois cantos. Só um especialista vai dar esse parecer pra gente”, reiterou.

Paralisação foi determinada por precaução, diz secretário

O secretário continuou o bate papo com a imprensa enfatizando que a interrupção provisória do trabalho na estrutura da cobertura tem a finalidade de auxiliar o engenheiro a realizar a vistoria sem interferência. “A gente queria ouvir as outras partes envolvidas. Então ficou acordado que ia se interromper os trabalhos na estrutura da cobertura e não no ginásio como um todo. Interrompemos na cobertura e na região embaixo da cobertura para preservar os operários, pois a gente não pode prever o que pode acontecer”.
 
Synderski ainda expôs que a paralisação do trabalho foi determinada como forma de prevenir um acidente, por exemplo. O secretário citou que não teria conhecimento técnico suficiente para fazer uma análise estrutural e que eticamente não poderia realizar esse trabalho. “Eu como profissional não vejo isso como vistoria. Tem que se prevenir. Se tem uma fissura tem que ser corrigida para que a gente possa acalmar a população. Tem gente que provavelmente leu a nota e acha que o ginásio vai vir abaixo”, disse o secretário, relatando a nota encaminhada para os órgãos de imprensa informando a suspensão provisória dos trabalhos na cobertura do ginásio.

Prejuízos

Ele também afirmou que não existe como prever se a prefeitura terá prejuízos caso forem constatados problemas na obra do ginásio de esportes. “Se for um problema de execução, quem se responsabiliza é o executor, ou seja, a empresa licitada. Se for problema do projeto, quem deve ser responsabilizado é o autor do projeto. Já se houve problema de fiscalização, a prefeitura deve ser responsabilizada. É um problema pontual e como aconteceu em mais de um local talvez seja uma coisa simples assim”.

Prazo de entrega do parecer

O secretário ainda garantiu que o parecer do engenheiro será apresentado no máximo em uma semana. “Até porque ele tem obrigação de tomar atitude rápida. Se ele vier sexta acredito que até o meio da próxima semana ele estará dizendo o que aconteceu e o que fazer. Sem o parecer do especialista a gente fica só na precaução”, finalizou.

Empresário diz que não houve fiscalização

O empresário Gelson Stafim, executor da obra do ginásio de esportes, usou as redes sociais para justificar que solicitou que a prefeitura realizasse a fiscalização diária da edificação, fato que segundo ele não aconteceu. “Amanhã [sexta-feira, 13] tem reunião na obra com o projetista e eu convido todos os munícipes a se fazer presentes para tirarem as dúvidas de quem é a culpa, faz oito meses que não tem fiscal na obra, e a empresa solicitou em março de 2012 fiscalizações diárias”, argumentou.

Readequação do projeto

Em conversa com o secretário do Desenvolvimento Urbano (SEDU), Ratinho Junior, a prefeitura definiu uma nova planilha de gastos para a construção do ginásio. Em entrevista à equipe da Najuá, em maio, Odilon afirmou que foi feita uma readequação do projeto para reduzir os custos.  “Optamos pela retirada de acentos e um elevador. Eles serão colocamos na sequência quando tivermos um fôlego financeiro. Foram feitas as glosas, que é o termo técnico, houve uma redução, mas que não vai comprometer a utilização do ginásio”.

Investimento

A previsão de investimento com o ginásio de esportes é de R$ 7,8 milhões já incluindo o valor do novo aditivo de R$ 555 mil concedido para a empresa Stafim. Os recursos para a obra provêm de uma operação de crédito realizada pelo Município junto à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano, Sedu/Paraná Cidade e de verba própria do Município, cerca de R$ 1 milhão.
O novo palco dos eventos esportivos em Irati terá capacidade para abrigar 2.800 pessoas em uma área de 4.961,55 m 2. O ginásio está sendo construído na Avenida Perimetral João Stoklos, ao lado de outras edificações em andamento, como é o caso da nova sede da prefeitura.

Segundo informações da assessoria da prefeitura, o ginásio irá oferecer quadra poliesportiva, arquibancadas, palco, camarim, coxia, lavanderia, depósitos, vestiários, sala de primeiros socorros, pátio coberto com 234,5 m², biblioteca com internet, sala de lutas, sala de yoga, sala de ginástica, salas multifuncionais, sanitários, galeria de troféus e área administrativa. Um estacionamento com capacidade para 170 veículos e um projeto de paisagismo são outras obras previstas no edital de licitação.


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